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O retorno do GIRASSOL E A LUA

No último sábado, tivemos uma sessão de autógrafos na Livraria Martins Fontes para marcar o lançamento da nova edição de “O Girassol e a Lua” no Social Comics. Vejam bem: “O Girassol e a Lua” é a nossa primeira grande história, produzida em 7 capítulos no fanzine 10 Pãezinhos em 1997 e posteriormente publicada em álbum em 2000 pela editora Via Lettera. O fanzine tinha uma tiragem de 200 cópias, a edição da Via Lettera teve mais 2000 cópias (4000, se contarmos uma segunda edição que saiu em 2007). Esse livro está esgotado há anos. Muitos dos nossos leitores atuais, que conheceram nosso trabalho por obras mais recentes como “Umbrella Academy” (2009), “Daytripper” (2011), “Dois Irmãos” (2015) ou pela tira “Quase Nada” (2008-2016) nunca viram essa história. Sendo bem honesto, muitos dos nossos leitores nunca viram nenhum dos nossos primeiros trabalhos, cinco livros dos “10 Pãezinhos”, publicados entre 2000 e 2007, todos esgotados.

 

20 anos de 10 Pãezinhos

 

Uma das alegrias da nossa carreira é ver leitores que descobriram nosso trabalho recentemente buscarem obras mais antigas. É um sinal de uma construção da figura do autor bem sucedida, onde o leitor quer acompanhar o autor e todas suas obras, ao contrário do leitor que acompanha personagens, ícones, independente de quem trabalhe na história. Uma relação que sempre buscamos, espelhada no que víamos na literatura, onde escritores tinham vários livros diferentes, com histórias fechadas. São vinte anos construindo essa relação com o leitor, mas ela só estará realmente completa se os novos leitores tiverem acesso à toda obra, das primeiras histórias às mais recentes.

 

 A demanda por uma nova edição de todos os livros dos “10 Pãezinhos” vem crescendo há algum tempo, nos cercando por todos os lados. Leitores que ouviram falar desses trabalhos nos questionam sobre eles e como encontrá-los. Editoras se interessam em publicar novas edições. Nós mesmos ficamos angustiados com o fato destes livros não estarem disponíveis, ao alcance de novos leitores. Claro que não são tão bons quanto nossos últimos lançamentos. São trabalhos antigos, mas mostram a evolução da nossa carreira, os passos importantes que demos ao longo dos anos, e nós vemos um valor muito grande nisso, nessa trajetória, no fato incontestável de que ninguém nasce pronto, que sempre podemos melhorar e evoluir e, principalmente, que tudo isso leva tempo pra acontecer. Temos muito orgulho de todos nossos livros justamente por serem esse retrato de cada momento da nossa carreira.

 

2017 marca o aniversário de 20 anos dos 10 Pãezinhos e decidimos que era a hora de finalmente relançar todos estes livros. Três editoras queriam relançar esse material numa edição única, de luxo, um “10 Pãezinhos ABSOLUTE”, por assim dizer. Resolveria a questão de ter todas as histórias publicadas, mas acabaria sendo uma edição cara, acessível para poucos, os já iniciados, os leitores tradicionais de Quadrinhos que gastariam R$100 ou mais numa HQ. Uma edição que agradaria os fãs, mas não seria para todo mundo, e isso não nos interessava tanto. Nos agrada mais a ideia de uma nova edição para cada livro, mas nenhuma editora publicaria 5 livros no mesmo ano, seja ao mesmo tempo ou ao longo do ano, e ainda se o fizesse não conseguiria trabalhar bem todos esses livros. Depois de todos estes anos, publicar por publicar não nos interessa mais. Ter um livro perdido nas estantes das livrarias, com 2000 cópias distribuídas pelos mesmos e poucos pontos do Brasil, sem boa divulgação e sem destaque seria um desperdício.

 

Se uma nova edição física não atingiria a quantidade de leitores que gostaríamos, por um preço que fosse acessível a mais gente, quem sabe edições digitais pudessem cumprir essa função. Foi então que decidimos apostar no Social Comics. Os Quadrinhos digitais evoluíram muito. Não me refiro aos truques e efeitos, mas às plataformas de leitura. Nunca colocamos nossas histórias na internet, pois não achávamos que era uma boa plataforma de leitura, com interfaces que atrapalhavam, resolução de imagem baixa. E experiência de leitura era muito ruim. Hoje em dia, no entanto, quase todo mundo tem acesso a um e-reader, tablet ou smartphone que permitem uma leitura agradável e intuitiva de Quadrinhos. Se você unir o alcance que a internet possibilita ao preço de assinatura de R$20, você tem uma ferramenta incrível para distribuir sua HQ. Por esse preço, o leitor tem acesso a centenas de títulos, talvez milhares, e a tendência é só aumentar. Vários Quadrinistas independentes já adotaram a plataforma e colocaram suas revistas lá. Revistas que têm edições físicas, com tiragens de 1000 a 2000 cópias, vendidas somente pelas mãos do autor em eventos ou lojas especializadas, conseguem atingir um público completamente novo através do Social Comics. Editoras também têm colocado seu acervo na plataforma. É uma infinidade de obras, tudo por R$20 por mês.

 

Lançamos “O Girassol e a Lua” no Social Comics durante a CCXP Tour em Recife mês passado e anunciamos nossa parceria para lançar todos os 10 Pãezinhos na plataforma ao longo do ano. Durante o painel falando do assunto, conversamos com o público sobre publicar digitalmente também várias histórias curtas que fizemos para antologias, todas esgotadas. As possibilidades não se resumem somente aos livros dos 10 Pãezinhos, não têm limitações de tamanhos ou custo que uma edição impressa tem. Dentro do nosso “selo”, ao longo do tempo, podemos colocar todas histórias curtas que já produzimos. Mas primeiro vamos construir essa nova relação com os leitores e com a plataforma lançando os 5 livros dos 10 Pãezinhos este ano.

 

Voltando ao último sábado na livraria, confesso que ficamos aflitos com uma sessão de autógrafos sem um lançamento físico, sem uma obra nova, um evento cujo propósito era comemorar 20 anos de carreira e que apostava simplesmente na vontade dos leitores de comparecerem em busca de um autógrafo. Depois de todos esses anos, ainda me surpreendo com eventos cheios e sábado nos trouxe outra boa surpresa. Autografamos livros por 3 horas, sem parar. As obras mais frequentes eram, naturalmente, as mais recentes  – Daytripper, Dois Irmãos, Umbrella Academy e Casanova – mas apareceram duas edições do Girassol e a Lua, e algumas poucas das outras publicações. Todo mundo ganhava um pôster do Girassol e a Lua autografado e muitos perguntavam: “Esse é o seu último trabalho?” A surpresa era geral quando dizíamos que era a nossa primeira história longa. Numa rápida analisada da pessoa na minha frente, eu arriscava perguntar quantos anos ela tinha e emendava que fizemos aquela história há 20 anos, antes do nascimento de alguns dos leitores presentes. Muitos também não conheciam o Social Comics, mas alguns poucos já tinham lido nosso livro na plataforma. Usamos nossas habilidade de vendedor tentando convencer as pessoas a tentarem a plataforma, que oferece 14 dias de graça para as pessoas experimentarem o serviço.

 

Muita gente não conhece o início da nossa carreira. Muita gente não conhece nem metade dela. Muitos só leram um livro, muitos outros só leram as tiras. Essa é a realidade de todo Quadrinista nacional. Por mais que o mercado nacional de Quadrinhos tenha melhorado, ele ainda é muito frágil. Poucas obras se destacam, quase nenhuma se consolida e continua presente nas prateleiras. Os autores independentes estão produzindo cada vez mais, mas não conseguem manter todas suas publicações disponíveis e seu alcance se limita aos leitores já iniciados, frequentadores de convenções ou apoiadores das campanhas de financiamento coletivo. Essa longevidade e disponibilidade que o Social Comics oferece podem afetar dramaticamente a abrangência do Quadrinho Nacional. Para isso, é preciso que mais autores e editoras abracem a plataforma, coloquem suas obras lá, e também que mais leitores assinem o serviço, leiam mais obras, descobrindo trabalhos diferentes. Se os assinantes lerem somente Turma da Mônica e Disney, os mesmos gibis que eles já encontram nas bancas, o serviço não vai funcionar.

 

Nossa grande preocupação sempre foi contar histórias que sobrevivessem ao tempo e pudessem ser descobertas a qualquer momento. Eu também adoro o livro como objeto, adoro o ato de virar a página e a relação de leitura que o livro apresenta, mas as edições físicas estão à mercê de limitações geográficas e monetárias que o nosso mercado apresenta. Se uma edição digital puder levar a minha história pra mais gente, ir mais longe, quem sabe ela ajude a tornar uma edição física possível. Essa é nossa aposta de hoje, mas só o tempo dirá.




Escrito por Gabriel Bá às 13h54
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20 anos de 10 Pãezinhos na Livraria Martins Fontes

Neste sábado, 06 de Maio, estaremos na Livraria Martins Fontes, na Av. Paulista, a partir das 15h, para comemorar os 20 anos de 10 Pãezinhos e nossa parceria com o Social Comics, plataforma de leitura de Quadrinhos digitais, onde vamos colocar todos nossos livros que estão há anos fora de catálogo, com nossas primeiras histórias, os dez primeiros anos da nossa carreira.


Venha conversar conosco sobre as possibilidades dessa nova plataforma e a ampla diversidade de trabalhos que você pode descobrir nela, refletindo a variedade do mercado nacional de Quadrinhos. Como é um lançamento “virtual”, teremos um pôster lindão pra dar para o público presente, e vamos assinar os livros que vocês trouxerem também.
Nos vemos lá.



Escrito por Gabriel Bá às 14h38
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CCXP Tour - 10 anos depois

Em 2007 fomos convidados do FIHQ - Festival Internacional de Humor e Quadrinhos - um festival que englobava Quadrinhos, Cartum, Charge e Caricatura. Montado dentro da Torre Malakoff, no coração do charmoso Recife Antigo, ele tinha a cara dos eventos da época, tímido no tamanho, com exposições e debates, aberto ao público. Naqueles tempos, ainda levávamos nossas HQs na mochila pra vender pro público. Foi um evento muito massa (como dizem por lá), onde conhecemos outros autores nacionais e internacionais, entre eles o Mascaro e o Lin, organizadores do evento, o Baptistão (já conhecíamos, mas pudemos passar mais tempo juntos) e até os convidados internacionais, o boliviano Alejandro e a peruana Avril, do coletivo Viñetas con Altura, responsável pelo festival do mesmo nome que acontece em La Paz, para o qual eu fui convidado em 2010. Em 2007, estávamos viajando o Brasil em eventos como esse, comemorando dez anos dos 10 Pãezinhos, dez anos de carreira. Mal sabíamos que aquilo era ainda somente o começo.

 

 

 

Dez anos depois, o segundo evento de Quadrinhos que nos levou ao Recife é um reflexo do crescimento do mercado nacional, assim como do ótimo momento dos autores brasileiros. A CCXP Tour Nordeste aconteceu de 13 a 16 de Abril no Centro de Convenções de Pernambuco e trouxe um pouco do que o público encontra na irmã mais velha, a CCXP em São Paulo: grandes espaços dos estúdios de cinema, lojas de colecionáveis e outras mercadorias relacionadas ao universo geek, palestras e anúncios exclusivos com convidados internacionais, entre artistas e atores de cinema e televisão. E  teve o já famoso Artists’ Alley, o setor do evento com fileiras de mesas com artistas vendendo revistas e livros, pôsteres e originais e autografando muitos livros que o público trazia ou comprava. A grande feira de Quadrinhos dentro de um evento de cultura pop. É ali que o mercado nacional de Quadrinhos está.

 

Todo mundo via estampada na cara do público a felicidade de ter um evento desses acontecendo no Nordeste. Na nossa mesa parou gente de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Bahia, Pará, Maranhão. Fãs que viajaram horas de carro ou de ônibus pra estar ali, às vezes por um único dia. Pra essas pessoas, um evento como o FIQ ou a CCXP em São Paulo são um sonho muito distante, mas um evento em Recife foi um sonho possível. O mesmo pode-se falar dos artistas presentes, a maioria que não chegava aos eventos mais distantes era dali do Nordeste, e alguns poucos e bravos de São Paulo, Rio, Minas e do Sul atravessaram o país para estar ali. 

 

 

 

O aumento de eventos de Quadrinhos pelo Brasil inteiro está ajudando muito o mercado nacional, mas ainda estamos numa fase transitória e de adaptação, tanto dos organizadores, como do público e dos autores. Quando só existe um evento, todos precisam ir naquele evento. Quando há mais opções, é preciso pesar se vale mais a pena estar presente em todos ou muitos, ou se vale focar nos maiores ou mais perto da sua casa.

 

A CCXP Tour Nordeste foi um oásis no deserto que é o mercado nacional. Como já acontece na edição de São Paulo, trouxe um evento extremamente bem organizado, cheio de atrações internacionais e chamou muita atenção, colocando os Quadrinhos e o universo de cultura pop nos holofotes, mesmo que por um breve feriado de Páscoa. Mas o trunfo de um evento assim não está no seu tamanho ou no lucro dos expositores, e sim no potencial transformador que ele tem de afetar a vida de novos leitores e novos autores, gente que vive longe de tudo e que, até aquele momento, nunca havia pensado que era possível fazer Quadrinhos, trabalhar com isso e criar mundos.

 

Só o tempo nos dirá o que encontraremos no Recife daqui a dez anos.



Escrito por Gabriel Bá às 16h31
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Diretamente de Boa Viagem - CCXPTour

Fomos à Recife pela primeira vez há 10 anos atrás, para participar do FIHQ (Festival Internacional de Humor e Quadrinhos). Ficamos apaixonados com a cidade, com o centro velho, com nosso passeio pelas ruas de Olinda e pelo clima festivo das noites recifentes. Em 2007, estávamos desenvolvendo os detalhes iniciais do que viria a se tornar o Daytripper, e tamanha foi a boa impressão que essa viagem nos deixou que quase fizemos a história se passar em Recife ao invés de São Paulo. A nossa cidade acabou virando também a cidade do Brás, mas o jornal onde o Brás trabalha foi inspirado no edifício do jornal Folha de Pernambuco, o mais antigo de Recife, um dos mais antigos do Brasil. Aquela viagem foi épica.

Chegou a hora de testar a capacidade de Recife de nos surpreender mais uma vez.

Nesta semana, estamos em Recife para participar da CCXP Tour Nordeste, que acontece de 13 a 16 de Abril no Centro de Convenções Pernambuco, entre Recife e Olinda. Estaremos na convenção todos os dias, na maior parte do tempo na nossa mesa no Artists’ Alley (B20). Teremos vários livros pra vender, pôsteres, e assinaremos todos os livros que os leitores trouxerem. Já percebemos depois do primeiro dia que o calor, que temíamos que não faria parte de um centro de convenções dominado pelo ar condicionado, estaria ausente, mas o calor em Recife é mais forte e foi parte integral da nossa experiência. Está nas pessoas, na animação, no ar e no clima. Estamos numa convenção quente.

Participaremos de duas palestras. Uma na sexta, sobre o autores de Quadrinhos Brasileiros, juntamente com o Vitor Cafaggi, o Rafael Coutinho e a Bianca Pinheiro, às 15h no Auditório Ultra. No Domingo, às 18h, voltaremos ao Auditório Ultra para falar sobre a nossa parceria com o Social Comics, onde disponibilizamos na plataforma digital o nosso primeiro livro da série 10 Pãezinhos, O Girassol e a Lua, que completou 20 anos em 2017. Veja o vídeo onde anunciamos essa parceria. Teremos novidades nesta palestra, não percam.

Preparando essa nova edição do Girassol, olhando os originais, reescaneando, encontramos alguns desenhos do processo. O desenho abaixo foi o primeiro desenho que o Bá fez dos personagens depois que eu contei pra ele sobre a ideia que eu tinha tido e mostrado uns rascunhos de personagens que eu tinha feito.

 



Escrito por Fabio Moon às 00h19
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Falando em viagens

Falando em viagens, estivemos em Bauru e Sorocaba dando palestras no SESC como parte do FestA! (Festival do Aprender) que eles promoveram através de várias de suas unidades. Foi bom voltar para Bauru, cidade do nosso querido amigo Gustavo Duarte (o Gustavo, inclusive, fez questão de ir conosco para nos apresentar aos seus pontos favoritos de seu centro do universo), e fazer um bate-papo animado com o povo de lá, uma nova geração de leitores e autores praticamente virgens do nosso trabalho; novos leitores, aquele frescor e aquele ânimo para quem está descobrindo uma nova paixão. Além do Gustavo, pudemos colocar um papo em dia com os irmãos Vitor e Lu Cafaggi, quadrinistas mineiros dos mais talentosos, que dariam uma palestra no dia seguinte.

Nossa palestra em Bauru foi sobre viagens, sobre o trabalho que viaja, e sobre a crescente demanta do autor, e não só do trabalho, em festivais pelo Brasil e pelo mundo afora. Durante nossa estada em Bauru, demos uma entrevista logo após a sessão de autógrafos para o site Persona: confira aqui.

No dia seguinte, depois de ficar até as quatro da madrugada acordados aproveitando a mais completa experiência bauruense, partimos para nossa palestra no SESC de Sorocaba, e lá encontramos outro talentosíssimo quadrinista mineiro, o Lelis. Novamente, o público muito interessado estava, na sua maioria, ouvindo uma palestra nossa pela primeira vez. Voltamos para São Paulo exaustos depois de dois dias de viagem, duas palestras, várias horas dirigindo, mas completamente recompensados com essa interação com o público.

Agora é produzir muito até Recife.



Escrito por Fabio Moon às 12h05
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CCXP Tour em Abril

Quando decidimos que vamos viajar menos, é para poder ficar mais tempo no estúdio e produzir mais. Algumas vezes, nossa produção tem uma motivação, e em certos casos essa motivação são as viagens, e então produzimos com alguma viagem em mente.

Viajamos menos para planejar viajar novamente.

Atualmente, enquanto estamos escrevendo uma nova história e desenhando dois outros Quadrinhos, estamos também nos preparando para nossa próxima viagem. Somos convidados da primeira CCXP Tour Nordeste, braço que se desdobra da bem-sucedida CCXP aqui de São Paulo, que acontece de 13 a 16 de Abril em Recife (no centro de convenções de Pernambuco, que na verdade já fica em Olinda). Estaremos lá todos os dias, participaremos de palestras, teremos mesas no Artists' Alley, teremos nossos livros e teremos novidades.

Nos vemos lá.



Escrito por Fabio Moon às 10h40
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Dia da Mulher

Todo dia eu agradeço às mulheres da minha vida por me ajudarem a ser um ser humano melhor. (alguns homens ajudam, também)

Ainda assim, fiz esse desenho hoje, no Cintiq, para começar esse dia agradecendo uma vez mais.



Escrito por Fabio Moon às 11h09
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100 anos de Will Eisner

Hoje, Will Eisner completaria 100 anos.  Ele é um dos quadrinistas mais importantes da história da nona arte mundial, e influenciou gerações com suas histórias e com seus livros sobre a arte de fazer Quadrinhos. O site Omelete colocou online diversos artigos falando da importância de Eisner, e publicou uma galeria de quadrinistas nacionais prestando homenagem ao artista cujo nome é sinônimo de excelência (e que não por acaso batizou o maior prêmio de Quadrinhos do mercado americano, o Eisner Award).

Eu e o Bá fizemos este dois desenhos especialmente para a ocasião.

O Bá retratou os personagens fantasmas de O Edifício, primeira história do Will Eisner que lemos e que nos marcou muito.

Eu resolvi desenhar o personagem mais famoso de Eisner, o Spirit, mas enquanto pensava na pose, no terno, no chapéu, fiquei pensando que, se Eisner fosse criar o Spirit nos dias de hoje, para os dias de hoje, talvez esse espírito do tempo fosse uma mulher. Por que não?

Conhecer o trabalho de Will Eisner é um bem que você faz para você mesmo e, se você quer fazer Quadrinhos, é leitura obrigatória para todo contador de histórias.



Escrito por Fabio Moon às 16h00
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Um quadrinho por dia.

Sempre que nos perguntam sobre alguma dica para quem quer entrar ou melhorar na profissão, uma das que valem para qualquer momento é: você precisa praticar sempre. Se você quer escrever, precisa escrever um pouco todos os dias. Se você quer desenhar, precisa desenhar um pouco todos os dias. Do mesmo modo que o jogador de futebol precisa treinar todos os dias, você também precisa exercitar seus músculos: os da mão, e seu músculo criativo, o cérebro. Esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto é que, enquanto estou escrevendo uma história, fico com aquela sensação de que não estou fazendo nada, de que não estou trabalhando, simplesmente porque escrever não é tão físico quanto desenhar. Muito do escrever está no pensar, em montar a frase dentro da cabeça para depois colocar no papel, e essa falta de um rabisco e de um rascunho visível me deixa esse sentimento falso de que estou inerte e inútil durante a maior parte do dia.

Esses dois pontos me motivam a manter cadernos de rascunho por perto, a rabiscar pessoas, cenários, situações ou mesmo movimentos abstratos, o rabiscar por rabiscar, para que eu tenha um registro físico e visível do que eu fiz naquele dia, naquela semana, naquele mês. Também existe o prazer do desenho sem compromisso, sem prazo, sem cliente e sem propósito outro que não o de colocar traços e cores no papel. O desenhar por prazer talvez seja o ponto mais importante de manter o caderno de rascunho (que não precisa nem ser um caderno).

Hoje comecei um exercício narrativo no caderno de rascunhos. A ideia é desenhar um quadrinho por dia e, quadro a quadro, ir montando uma história. 

Vou colocando o passo-a-passo instantâneo no twitter, no facebook e no instagram. Para o blog, quero colocar um making of um pouco mais detalhado, contando um pouco das inspirações por trás de cada quadro. Uma história para cada pedaço da história.

Vamos ver no que que dá.

 



Escrito por Fabio Moon às 21h28
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Paco

O Bá tem um cachorro que se chama Paco. Para não ficar sozinho em casa durante o dia, ele vem junto com o Bá para o estúdio durante a semana, e divide com as histórias e os desenhos a nossa atenção diária.



Escrito por Fabio Moon às 16h44
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