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Histórico

Relato de uma certa viagem - parte 1

napoli

Napoli Comicon

Toda viagem é um momento de descobertas. Descobrimos novos lugares, novas pessoas e, de vez em quando, descobrimos algo novo sobre nós mesmos, pois lugares e pessoas novas podem despertar dentro de nós emoções novas, ou mesmo aquelas adormecidas que, desta vez, tem novamente o frescor de novidade.

Nossa viagem para a Itália foi incrível. Nápoles, cidade onde aconteceu o festival que fomos como convidados, a Napoli Comicon, é uma cidade linda como São Paulo, onde o caos faz parte do charme, onde o ritmo frenético das lambretas e scooters dita o passo da cidade, mesmo que, andando no ônibus dos convidados, víssemos tudo passar por nós enquanto o trânsito constante nos arrastava lentamente pelas pequenas ruas dessa linda cidade no litoral da Itália.

Uma nota sobre o início. Saindo do aeroporto, a polícia olhou para nossas caras de brasileiros e pediu para abrirmos as malas, perguntando, em italiano, qual o propósito da nossa viagem. "Festival de Fumetti", arrisquei. Rindo, os policiais disseram alguma coisa (que eu não entendi) e, depois de abrir e fechar nossas malas, nos liberaram. Na área de desembarque, procurávamos alguém com uma placa do festival, como nos havia sido instruído, mas a primeira imagem que vi foi a da edição francesa do Daytripper na mão do nosso editor francês, François Hercouet, que fez um bate-volta naquele dia de Paris para Nápoles somente para nos conhecer e nos dar duas cópias da recém lançada edição (chegamos num sábado, o Daytripper foi lançado na França na sexta). Ao lado de François, finalmente a responsável pelos hóspedes, (ou"ospiti", em italiano), uma mulher de um metro e cinquenta chamada Viola, que falava e gesticulava energéticamente, e que tinha o sotaque "italiano falando inglês" mais engraçado do mundo. ela segurava a tal placa, abaixada, e falava ao telefone, organizando algum evento com outros convidados do outro lado da cidade. Ao desligar, abriu um sorriso e nos deu as boas-vindas, nos levou ao hotel e, então, ao festival.

Um pouco sobre o festival: parecido com os grandes festivais aqui no Brasil, com o FIQ ou a Rio Comicon, o espaço, situado na Mostra d'outremare (uma mistura de Memorial da América Latina com Pavilhão do Anhembi) era dividido entre diversos estandes com os mais variados tipos de histórias em Quadrinhos, e um espaço grande também dedicado para Cosplay, toys e jogos (de cartas, tabuleiro ou videogame). Transitamos bastante pela parte de Quadrinhos, vendo exposições de artistas italianos ou uma mostra super legal de artistas suíços feita inteiramente em post-its, entre outras, e vendo especiamente os estandes, onde concluimos que também na Itália existe uma linha de publicação mais tradicional, à lá Bonelli, mas que floresce uma nova geração de artistas com estilos e propostas as mais diversas. Uma grande diferença nessa convenção da Itália foi a presença grande de várias editoras com estandes próprios, o que facilita muito para o público encontrar todos os títulos que procura. Nas convenções no Brasil, são raras as editoras que tem estandes nas convenções, reforçando no Brasil a postura de que todo autor precisa ser um pouco independente, levando seus próprios livros para seu próprio estande, mesmo que os livros sejam publicados por uma editora. Num festival na Itália com tantas semelhanças com os festivais aqui no Brasil, essa foi para nós a maior diferença: viajamos leves, sem livros nas malas, e chegando lá fomos nos estandes das editoras, onde todos os nossos trabalhos publicados em Italiano (que são quase todos os nossos livros publicados) estavam disponíveis. Na Itália, assim como no Brasil, ainda existe essa dificuldade com relação à distribuição dos livros, que também não são vendidos em bancas de jornal. Os Quadrinhos migram para as livrarias e lojas especializadas, e essa equação ainda não encontrou uma boa sintonia, já que as livrarias precisam pedir os livros, os leitores precisam descobrir os livros e descobrir onde estes livros estão disponíveis. Nesse sentido, os festivais fazem a diferença. O público vai lá e, seja no estande dos autores ou no estande das editoras, descobre os livros que tinha esquecido ou nem sabia que queria.

Outra semelhança com os festivais do Brasil são os eventos onde os convidados tem a chance de interagir uns com os outros e se conhecer melhor, além de conhecer um pouco mais da cidade ou dos arredores (afinal, ir para a Itália e não ver a Itália é um pecado). Um evento do instituto Cervantes na beira do mar, com a projeção do filme de animação Chico e Rita, iniciou nossa jornada de reencontrar autores conhecidos, como o Inglês Paul Gravett, o francês Patrice Killoffer e a americana Melinda Gebbie, e conhecer outros autores, como o mexicano Tony Sandoval. No coquetel que deu continuidade à noite, ainda encontramos o organizador do festival, Claudio Curcio, e sua mulher, a editora da Dargaud, Gìsele de Haan. Procuramos também pelo suíço Frederik Peeters, mas aparentemente nenhum dos convidados suíços tinha chegado. Só fomos conhecer o autor de Pilules Bleues e Castelo de Areia (este último lançado aqui no Brasil em 2011 pela Tordesilhas) na noite seguinte, no coquetel no Castelo Sant'Elmo, antes da apresentação surreal do grupo de performers japonesas Tokyo Dolores, que aconteceu num cinema montado dentro do castelo.

Na manhã seguinte, fomos com alguns dos outros convidados para uma visita à Pompéia, antiga cidade romana destruída com a erupção do vulção Vesúvio em 79 d.C. e sepultada pela chuva de cinzas, permanecendo esquecida por 1600 anos. Hoje, é possível passear pelas ruas e entrar no resto das casas e prédios de mais de vinte séculos de idade, imaginar como deveria ser a vida de quem passava por lá e ainda apreciar alguns afrescos que sobreviveram ao tempo. Voltamos no começo da tarde para mais um dia cheio de autógrafos, desenhos e dedicatórias. No estande da Magic Press, que publicou o Umbrella Academy na Itália, várias pessoas compraram os livros durante o dia e os deixavam no estande para o Bá assinar quando chegasse, e assim tivemos uma ideia um pouco melhor de quanta gente comprou os livros durante o festival. À noite, o coquetel de abertura da exposição de Killoffer aconteceu no Institut Français Le Grenoble, onde também foi exibido um documentário sobre o Moebius. Comemos numa enorme varanda ao ar livre, rodeados de árvores gigantes, estas rodeadas de prédios em uma das muitas ladeiras de Nápoles. Conhecemos o autor e editor sul-coreano Kim Dae Joong e tentamos descobrir um pouco mais sobre o universo dos quadrinhos coreanos. Terminamos a noite num boteco ao lado do hotel, bebendo com os suíços, com Tony Sandoval e com a alemã Line Hoven.

Por causa do feriado do 1º de Maio, o festival teve ainda toda a terça-feira, e muita gente aproveitou o dia do trabalho para visitar a convenção. Além de assinarmos na área de autógrafos, ficamos um tempo assinando no estande da Panini, que tinha os dois primeiros volumes do Casanova disponíveis. (Agora só falta o Casanova ser lançado no Brasil, né?). No final do dia, o jantar de encerramento foi realizado na pizzaria Brandi onde, dizem as lendas (e uma placa pindurada em frente ao estabelecimento) foi criada a primeira pizza em 1889. Foi uma pizza Marguerita.Um jantar alegre, cheio de pizzas e bons vinhos, foi a despedida perfeita para um festival incrível. Mas a Itália ainda não queria que esse fosse o fim da nossa viagem, guardando ainda um último longo dia, assim como uma última longa noite.

Na quarta-feira pela manhã, fomos para Caserta, uma pequena cidade próxima de Nápoles onde visitamos o incrível palácio Real de Caserta, uma construção monumental que abrigou reis e rainhas e que nos transporta para uma outra época. É verdade que por toda Itália podemos ser transportados para outra época, mas Caserta impressiona pela escala monumental de cada aposento, de cada afresco ou pintura ou tapeçaria, ou ainda do imenso jardim. Em menor escala, Caserta Vecchia, a cidadela medieval que hoje é como um bairro perdido dentro da Caserta moderna, ainda presenva as pequenas ruelas e prédios da cidade rodeada por muros que a protegeram, de certa forma até do tempo, do mundo lá fora. Para terminar nosso passeio por Caserta, fomos ao mais inesperado dos lugares: uma loja de Quadrinhos. Steffano Perullo, nosso guia e anfitrião em Caserta, é o dono da Comix Experience, loja de Quadrinhos de Caserta, e passamos lá à tarde para mais uma sessão de autógrafos e desenhos. A mistura de fãs de Quadrinhos com jovens artistas sonhando com uma profissão no mundo dos Quadrinhos me pareceu muito semelhante com o que encontramos no público aqui no Brasil, e comecei a perceber que já estava com um pouco de saudade de casa. Mas a noite nos esperava e nossa viagem estava apenas começando.

Nesta noite, fomos jantar com Gìsele e Claudio, sua irmã Chiara, o canadence David Finch (que esteve presente durante todo o festival, mas passou a maior parte do tempo no hotel, desenhando páginas do Batman cujo prazo apertado não permitia aproveitar a Itália como se deve) e sua mulher e o coreano Kim num restaurante chamado Umberto que, numa parceria com o festival, tinha uma exposição do Moebius nas paredes (incluindo uma história curta que Moebius fez sobre a cidade de Nápoles) e um menu temático onde cada prato era nomeado em homenagem à obra do autor francês. Este foi um jantar incrível, regado a muito vinho branco, com uma dose de limoncello para nos esquentar e para nos preparar para o segundo tempo da nossa última noite na Itália, perambulando por barzinhos boêmios e ruas estreitas do centro histórico de Nápoles, já que em plena madrugada, partimos do hotel em direção ao aeroporto, onde nossa viagem continuaria não para casa, mas para o Canadá, onde éramos dois dos convidados do Toronto Comics and Arts Festival (TCAF). A parte canadence da viagem, entretanto, fica para outra ocasião.

O Bá editou este vídeo que reúne imagens da convenção, da cidade de Nápoles, além de imagens da nossa visita às ruínas de Pompéia e ao incrível palácio de Caserta.

Só falta aqui agradecer ao Claudio Curcio, idealizador e organizador do festival, por nos levar à Itália e ao seu festival (grazie, Claudio), ao Steffano Perullo por Caserta, e às responsáveis por manter todos os convidados internacionais vivos: Viola, Chiara, Alexandra e Giovanna. A todos do festival, pela experiência incrível, e aos nossos editores italianos, pelos nossos livros nessa língua mágica.



Escrito por Fabio Moon às 15h14
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Quase Nada 157

 

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Categoria: tiras
Escrito por Gabriel Bá às 12h06
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 Quase Nada 156

 

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Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 15h38
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Seguindo para o Norte

Hoje embarcamos. Neste final semana somos convidados da Napoli Comicon, na Itália, e no final de semana que vem somos convidados da TCAF em Toronto, Canadá. Temos palestras e sessões de autógrafos e esperamos conhecer muitos artistas novos, trabalhos novos, e cenário novos para nossas histórias. 



Voltaremos com a paixão pelos Quadrinhos pulsando, transbordando como só é possível quando você atravessa vários oceanos e mares e leva tudo isso dentro de você.



Escrito por Gabriel Bá às 16h08
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 Quase Nada 155

 

Quase Nada 155

 



Categoria: tiras
Escrito por Gabriel Bá às 11h46
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Quase Nada 154

 

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Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 11h47
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Indicados ao HQ MIX!

Depois de considerarem as diversas opiniões e sugestões coletadas, a comissão de jurados do troféu HQ MIX finalmente disponibilizou a lista de indicados ao prêmio deste ano e nós fomos lembrados três vezes.

- Edição Especial Estrangeira - Daytripper
- Destaque Internacional
- Melhor tira - Quase Nada

Mesmo nós dois sendo brasileiros e a história se passar no Brasil, Daytripper está listado como edição estrangeira por ter sido produzido para o mercado americano e publicado lá para depois ser lançada aqui (pela Panini). Pode parecer confuso, mas tecnicamente faz sentido e não tem problema. Pra gente, não faz diferença nenhuma, é o nosso livro.

Votam no HQ MIX somente pessoas ligadas à area de Quadrinhos de alguma forma (autores, editores, lojistas, jornalistas), ao contrário de premiações abertas aos votos do público. Se você nunca votou, inscreva-se enviando um email para hqmix@yahoo.com.br.

Continuamos firme na produção de novas histórias (que é o que realmente importa), mas é sempre bom ver as já produzidas serem lembradas com carinho.

E parabéns a todos os indicados.



Escrito por Gabriel Bá às 20h44
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Semanas de criação individual e coletiva

Crie

Eu tenho vontade de sempre fazer mais do que faço. Experimentar mais, trabalhar mais rápido. Tenho vontade de criar o tempo todo, fico imaginando histórias entre uma conversa e outra, às vezes entre uma frase e outra, e muitas vezes me deixo levar pelas histórias imaginárias que fico elaborando e acabo esquecendo de me concentrar com a realidade, seja ela um momento de trabalho ou um momento de lazer. Tenho vontade de criar tanto que acabo criando pouco. Quando respiro, tiro a cabeça mergulhada nas ideias e olho ao redor, me lembro de que o importante não é fazer tudo, nem muito, nem rápido: o importante é fazer bem feito. Faça com vontade de fazer mais, mas não com vontade de fazer de novo, ou pior ainda, sem vontade nenhuma.

Num delírio internético, eu e o Bá criamos um tumblr (tá, quem criou fui eu, mas é nosso) e, numa dúvida de um por quê criar outra janela virtual para o nosso trabalho, acabei decidindo que lá colocarei desenhos de caderno, rascunhos pensados ou não tão pensados, e aproveitarei para abarrotar a opção de "perguntas e respostas" que o tumblr oferece. Pelo menos uma ou duas vezes por mês, vou responder umas perguntas que as pessoas me mandarem pra lá, e vamos ver no que dá. Num primeiro momento, fica mais como espaço dos rascunhos e rabiscos, deixando esse blog para os textos mais sérios, elaborados, e para os desenhos mais bacanas e mais profissionais (Eu sei que, no final, acabo colocando o que me dá vontade em cada lugar, mas é divertido tentar se impor regras, metas ou limites e ver pra onde isso tudo leva).

O desenho abaixo é um desses de caderno que agora vai pro tumblr. Esses desenhos acabam surgindo da vontade de desenhar alguma coisa quando estamos muito tempo nos dedicando a outra atividade, como viagens, lançamentos ou, no caso, escrever um roteiro. Se, enquanto estou escrevendo o roteiro, não rabisco no caderno, passo a desenhar uma vez a cada duas semanas, que é quando faço as tiras Quase Nada para o jornal. E isso é muito pouco.

At the door

Eventos

Faremos parte de uma série de bate-papos no Itaú Cultural neste final de semana como parte do Jogo de Ideias especial HQ. O Jogo de Ideias é um programa que depois passa em canais de TV, e a gravação é feita no auditório do Itaú Cultural e é aberta ao público, com entrada franca. Clique no link para mais informações, mas no final de semana serão entrevistados o Luis Gê, o Laerte, o André Dahmer e nós. O nosso bate-papo acontece no sábado, dia 14, às 19h. Para assistir às gravações, basta chegar com meia hora de antecedência e retirar seu ingresso na bilheteria.

Paralelamente, não deixe de conferir a exposição Ocupação Angeli, que acontece no mesmo local e está incrível. Não é sempre (aliás, nunca temos oportunidade assim) que podemos ver um apanhado tão bem feito dos 40 anos de carreira de um grande artista nacional do traço.

Na semana que vem...

A semana que vem estará cheia de eventos. Parece que a temporada de eventos está acelerando mesmo.

Dia 19 às 18h, eu e o Bá participaremos, junto com o Laerte e o Fernando Gonsales, de um bate-papo sobre quadrinhos na mesa intitulada "Como são feitas as narrativas em quadrinhos?", como parte do Diálogos Ilustrados - o papel dos Quadrinhos na Universidade, que acontece no campus Guarulhos da Unifesp. O evento é aberto ao público.

Dia 20, eu estarei na Comix (alameda Jaú, 1998), a partir das 20h, para participar do lançamento do segundo número da edição nacional da revista FIERRO Brasil, publicado pela Zarabatana, no qual tenho uma história curta.

Dia 21 e 22, acontece o Quanta Con, evento realizado pela Quanta Academia de Artes em parceria com o Rafael Coutinho e que trará quadrinhistas de todas as áreas e partes do país para discutir, ensinar e compartilhar, em eventos gratuitos, tudo o que diz respeito ao ótimo momento do mercado nacional de Quadrinhos. Eu e o Bá participaremos cada um de uma palestra com outros autores, e mediaremos cada um uma outra palestra (veja na programação do evento). Nem a edição do ano passado do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), que acontece em Belo Horizonte, que foi um espetáculo para os autores e para o público, teve tanta palestra e oficina com autores nacionais como a Quanta Con. E, além disso, a maioria deles ficará lá durante os dois dias do evento vendendo seus trabalhos em mesas e bancas, num ambiente descontraído onde você pode ir, mostrar seu trabalho, fazer perguntas para os autores e participar do mundo de quem faz e curte Quadrinhos.  Já falei do evento antes, mas reforço: São Paulo não verá um evento de quadrinhos como esse tão cedo, então tanto os jovens artistas que sonham em entrar nesse mundo como os leitores terão na semana que vem uma chance única de ver de perto o mundo do Quadrinho nacional pulsando feliz.

Existe melhor momento para criar do que este, onde pessoas que você admira, torce e acompanha também estão criando? Não, acho que não. Criar, por mais que venha de um impulso individual, pessoal e intransferível, é mais gostoso quando não é feito num ambiente completamente e constantemente solitário. A solidão inspira, mas a produção solitária nos aliena. Vamos criar e fazer parte dessa criação coletiva que é o presente.

Deixem eu voltar agora para o roteiro, e nos vemos por aí.



Escrito por Fabio Moon às 20h01
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Quase Nada 153

 

Quase Nada 153

 



Categoria: tiras
Escrito por Gabriel Bá às 12h06
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Olé!

olé!



Escrito por Fabio Moon às 13h28
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