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Quase Nada 268

 

Quase Nada 268

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 12h13
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Olhando para o que temos na prancheta hoje

Eu e o Bá temos trabalhado em vários projetos ao mesmo tempo. Essa rotina já faz anos. Um pouco como resultado dessa vida de freelancer, que nos faz pensar em aceitar todas as propostas que nos fazem (com medo de que falte trabalho quando o projeto atual acabar), e um pouco porque existem projetos, e pessoas querendo colaborar conosco, que são impossíveis de dizer não, acabamos trabalhando em várias histórias, algumas grandes, algumas pequenas, algumas escrevemos o que queremos desenhar, e outras apenas desenhando o que outras pessoas escreveram.

Faz bem, de tempos em tempos, dar um passo pra trás e olhar pra essa coisa toda... olhar pra nossa prancheta e prestar atenção em todas essas facetas deste delicado cristal no qual trabalhamos.

Depois de um ótimo almoço com dois atores cheios de histórias pra contar – esse mundo dos atores e do teatro e das histórias onde os personagens não são apenas traços fica nos chamando cada vez mais –, terminei de escrever o roteiro da nova história. Mandei para a editora por email, feliz –foi o ponto alto da minha semana, o baixo sendo o jogo da terça – e aproveitei pra dar esse passo pra trás e espiar de longe o que andamos fazendo.

- Meu caderno de rascunho está aberto numa página de desenho de modelo-vivo, resultado das aulas que dei no ano passado. Estava numa outra página, mas aquele desenho eu ainda não posso mostrar, então virei até essa página pra tirar a foto.

- Os cartões no topo esquerdo são para uma edição especial do BRPD: Vampire para a loja Gosh, em Londres.

- Logo embaixo, o emaranhado de cores são o registro da preparação das cores que eu usei na minha história para a edição Magenta da antologia da Vertigo, CMYK Vertigo Quarterly.

Já comecei a separar algumas artes originais pra levar pra San Diego, para a Comic Con – parto em uma semana – e é por isso que essa capa do Killjoys está aí, ao centro, olhando pra nós.

À direita, rascunhos e roteiros do quarto volume do Casanova, que eu e o Matt Fraction estamos produzindo no momento. Acho que estou um pouco atrasado nas páginas do Casanova, já que o roteiro que eu estava escrevendo tomou mais tempo do que eu esperava.

Boom!

Pa-Zow!

De volta ao trabalho. Não importa se você trabalha num projeto só, ou em vários. Se você acredita no que está fazendo, tudo vale a pena e você deve dar o seu melhor em tudo o que fizer.



Escrito por Fabio Moon às 11h26
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Quase Nada 267

 

Quase Nada 267

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 11h37
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Quase Nada 266

 

Quase Nada 266

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 08h31
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passo-a-passo de um Casanova

Esta semana, no meio dessa correria que é tentar trabalhar em dias de Copa, registrei o passo-a-passo de uma ilustração, desde o rascunho no caderno até o desenho final. Fui postando as fotos no meu twitter, mas agora vou colocar tudo aqui pra mostrar um pouco do processo. Tomou dois dias da minha semana, dias em que eu devia estar trabalhando num roteiro novo, mas acho que o resultado final ficou bacana, e foi por uma boa causa.

Desde 2009, contribuimos anualmente com um desenho original para um leilão que acontece em San Diego durante a Comic Con, cuja renda vai para a CBLDF (Comic Book Legal Defense Fund). Começamos fazendo desenhos mais soltos, mas com o passar do tempo temos caprichado mais, tentando doar originais que arrecadem mais dinheiro para a organização. Este ano, como incentivo aos artistas, a loja TFAW (Things From Another World), que ajuda a arrecadar desenhos e promover o leilão, vai fazer pôsteres dos desenhos, que os artistas poderão também vender em convenções e eventos, então resolvi fazer um desenho colorido que virasse um bom pôster. Para que não tivesse nenhum problema de copyright com os pôsteres, pediram para usar somente personagens próprios, evitando os da Marvel e da DC, então abri o caderno de rascunho e comecei a pensar.

1. RASCUNHO

Inicialmente, pensei em fazer um desenho com os personagens do Sugarshock, pois a história que eu fiz com o Joss Whedon foi bem popular, e ultimamente o Joss, dirigindo o segundo filme dos Vingadores, está mais popular do que nunca. Pensei numa imagem envolvendo todos os integrantes da banda, rabisquei no caderno e já comecei a trabalhar no desenho final. O lápis do desenho grande já não tinha a mesma energia do rascunho e, quanto mais eu tentava fazer tudo funcionar direitinho, menos eu gostava do desenho. Era o fim de uma terça-feira, e deixei para a quarta. Às vezes, começar logo cedo te dá outra perspectiva.

Não deu outra. Quarta, já acordei decidido a começar do zero e parti para uma das minhas atuais fontes de inspiração: o Pinterest. Hoje em dia, ao invés de ficar gurdando imagens de referência em pastas dentro do computador, coloco as imagens que eu acho que podem me ajudar em ilustrações e histórias futuras no Pinterest. Dêem uma fuçada na minha galeria e vocês encontrarão elementos que inspiraram tiras, histórias e ilustrações.

(à direita, o rascunho do Sugarshock. À esquerda, o do Casanova).

Procurando as imagens, a primeira decisão foi mudar os personagens. Ao invés das integrantes da maior banda da galáxia, decidi fazer um desenho do Casanova, nosso espião inter-dimensional sexy. Tudo é possível no universo do Casanova, e logo encontrei algumas fotos que me inspiraram a fazer um novo rascunho. Mostrei pro Bá, ele gostou, mas disse: "Tira o barco e a onça. Tá muito cheio de coisas".

Concordei e comecei a desenhar.

2 - Lápis e Arte-final

Eu tento deixar meus lápis solto, sem muitos detalhes, pra ainda colocar várias decisões criativas na hora da arte-final. Acho que isso mantém todas as partes do processo interessantes criativamente. Técnicas como o pincel seco não tem um equivalente no lápis, então não perco tempo tentando resolver com traços finos as manchas do desenho final. A prática vai te dando confiança pra deixar cada vez mais escolhas pro pincel, e você começa a contar com as manchas e com os elementos mais abstratos para comporem sua imagem.

3- Cor

Tenho praticado aquarela quando posso e aproveitei este desenho para continuar experimentando. Desde o rascunho, já sabia que queria fazer as cores desse jeito, então também fui deixando no lápis e na arte-final algumas escolhas para a aquarela. Pensei também que precisava terminar o desenho no mesmo dia (acabei terminando na manhã do dia seguinte), então escolhi uma maneira de colorir mais solta, mais expressiva, que funcionasse para o desenho.

Gostei de fotografar o passo-a-passo, mostra bem o pensamento por trás da cor. Comecei dando uma "sujada" no papel com um amarelo bem aguado. Depois, usei cores frias e escuras no fundo para ajudar a destacar os personagens, e escolhi um vermelho para elementos dos três personagens para ajudar a chamar o olhar do público para eles, e para dar uma unidade ao desenho. O chão quadriculado com vermelho ajuda na unidade. Por fim, coloquei os alaranjados e verdes na parede e na água, fechando a composição do desenho, e terminei com pingos aleatórios para "sujar" um pouco mais, para dar mais uma cara de "desenho" e menos uma cara de "foto".

Escaneei, tratei e enviei por email. Verei os pôsteres este ano, na convenção de San Diego, ao mesmo tempo que darei adeus ao original, torcendo para que ele encontre um lar acolhedor na coleção de algum fã.

De volta à prancheta, que o roteiro novo me espera. 



Escrito por Fabio Moon às 18h35
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Quase Nada 265

 

Quase Nada 265

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 10h11
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Quase Nada 264

 

Quase Nada 264

 

 



Categoria: tiras
Escrito por Gabriel Bá às 11h32
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Quase Nada 263

Quase Nada 263

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 10h39
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Quase Nada 262

 

Quase Nada 262

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 15h39
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O que mudou depois de 3 milhões de visitas em 10 anos?

Falta quase 1100 pra completar 3 milhões de visitas no nosso blog, que completa 10 anos em 2014. Você já leu? (se você está aqui, talvez a resposta seja "sim")

Sempre nos perguntamos se ele ainda é necessário, relevante. Ele sempre foi o lugar onde discutíamos os Quadrinhos, os bastidores, detalhes da profissão, da linguagem, do mercado. Ele servia para aproximar o público do processo de criação, do cotidiano do autor, enquanto este está "escondido" produzindo seu próximo livro. Muitas respostas para perguntas que recebemos todos os dias estão aqui.

Não colocamos mais tantos textos quanto antes, mas virou o canal onde muita gente vê as tiras há quase 6 anos.

Será que ainda tem gente que nos descobre através do blog? E será que ainda tem gente que só conhece o blog?

Quando começamos, blog era "O" canal de comunicação com o público na internet. Quase todo mundo tinha blog. Hoje quase todo mundo que tinha blog já o abandonou, trocou por um tumblr, ou fica mesmo só com o twitter, o Facebook ou o Instagram. Nós adicionamos todos estes outros canais, querendo atingir a todos, por todos os lados, mas não abandonamos o blog.

Faz tempo que não escrevo algo grande aqui, mas é por um bom motivo: o Dois Irmãos. Quando acabar o livro, terei muita coisa pra contar, assunto que pode render mais 10 anos e, eu espero, atingir bem mais gente.



Escrito por Gabriel Bá às 18h19
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