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Histórico

CCXP Tour - 10 anos depois

Em 2007 fomos convidados do FIHQ - Festival Internacional de Humor e Quadrinhos - um festival que englobava Quadrinhos, Cartum, Charge e Caricatura. Montado dentro da Torre Malakoff, no coração do charmoso Recife Antigo, ele tinha a cara dos eventos da época, tímido no tamanho, com exposições e debates, aberto ao público. Naqueles tempos, ainda levávamos nossas HQs na mochila pra vender pro público. Foi um evento muito massa (como dizem por lá), onde conhecemos outros autores nacionais e internacionais, entre eles o Mascaro e o Lin, organizadores do evento, o Baptistão (já conhecíamos, mas pudemos passar mais tempo juntos) e até os convidados internacionais, o boliviano Alejandro e a peruana Avril, do coletivo Viñetas con Altura, responsável pelo festival do mesmo nome que acontece em La Paz, para o qual eu fui convidado em 2010. Em 2007, estávamos viajando o Brasil em eventos como esse, comemorando dez anos dos 10 Pãezinhos, dez anos de carreira. Mal sabíamos que aquilo era ainda somente o começo.

 

 

 

Dez anos depois, o segundo evento de Quadrinhos que nos levou ao Recife é um reflexo do crescimento do mercado nacional, assim como do ótimo momento dos autores brasileiros. A CCXP Tour Nordeste aconteceu de 13 a 16 de Abril no Centro de Convenções de Pernambuco e trouxe um pouco do que o público encontra na irmã mais velha, a CCXP em São Paulo: grandes espaços dos estúdios de cinema, lojas de colecionáveis e outras mercadorias relacionadas ao universo geek, palestras e anúncios exclusivos com convidados internacionais, entre artistas e atores de cinema e televisão. E  teve o já famoso Artists’ Alley, o setor do evento com fileiras de mesas com artistas vendendo revistas e livros, pôsteres e originais e autografando muitos livros que o público trazia ou comprava. A grande feira de Quadrinhos dentro de um evento de cultura pop. É ali que o mercado nacional de Quadrinhos está.

 

Todo mundo via estampada na cara do público a felicidade de ter um evento desses acontecendo no Nordeste. Na nossa mesa parou gente de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Bahia, Pará, Maranhão. Fãs que viajaram horas de carro ou de ônibus pra estar ali, às vezes por um único dia. Pra essas pessoas, um evento como o FIQ ou a CCXP em São Paulo são um sonho muito distante, mas um evento em Recife foi um sonho possível. O mesmo pode-se falar dos artistas presentes, a maioria que não chegava aos eventos mais distantes era dali do Nordeste, e alguns poucos e bravos de São Paulo, Rio, Minas e do Sul atravessaram o país para estar ali. 

 

 

 

O aumento de eventos de Quadrinhos pelo Brasil inteiro está ajudando muito o mercado nacional, mas ainda estamos numa fase transitória e de adaptação, tanto dos organizadores, como do público e dos autores. Quando só existe um evento, todos precisam ir naquele evento. Quando há mais opções, é preciso pesar se vale mais a pena estar presente em todos ou muitos, ou se vale focar nos maiores ou mais perto da sua casa.

 

A CCXP Tour Nordeste foi um oásis no deserto que é o mercado nacional. Como já acontece na edição de São Paulo, trouxe um evento extremamente bem organizado, cheio de atrações internacionais e chamou muita atenção, colocando os Quadrinhos e o universo de cultura pop nos holofotes, mesmo que por um breve feriado de Páscoa. Mas o trunfo de um evento assim não está no seu tamanho ou no lucro dos expositores, e sim no potencial transformador que ele tem de afetar a vida de novos leitores e novos autores, gente que vive longe de tudo e que, até aquele momento, nunca havia pensado que era possível fazer Quadrinhos, trabalhar com isso e criar mundos.

 

Só o tempo nos dirá o que encontraremos no Recife daqui a dez anos.



Escrito por Gabriel Bá às 16h31
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Diretamente de Boa Viagem - CCXPTour

Fomos à Recife pela primeira vez há 10 anos atrás, para participar do FIHQ (Festival Internacional de Humor e Quadrinhos). Ficamos apaixonados com a cidade, com o centro velho, com nosso passeio pelas ruas de Olinda e pelo clima festivo das noites recifentes. Em 2007, estávamos desenvolvendo os detalhes iniciais do que viria a se tornar o Daytripper, e tamanha foi a boa impressão que essa viagem nos deixou que quase fizemos a história se passar em Recife ao invés de São Paulo. A nossa cidade acabou virando também a cidade do Brás, mas o jornal onde o Brás trabalha foi inspirado no edifício do jornal Folha de Pernambuco, o mais antigo de Recife, um dos mais antigos do Brasil. Aquela viagem foi épica.

Chegou a hora de testar a capacidade de Recife de nos surpreender mais uma vez.

Nesta semana, estamos em Recife para participar da CCXP Tour Nordeste, que acontece de 13 a 16 de Abril no Centro de Convenções Pernambuco, entre Recife e Olinda. Estaremos na convenção todos os dias, na maior parte do tempo na nossa mesa no Artists’ Alley (B20). Teremos vários livros pra vender, pôsteres, e assinaremos todos os livros que os leitores trouxerem. Já percebemos depois do primeiro dia que o calor, que temíamos que não faria parte de um centro de convenções dominado pelo ar condicionado, estaria ausente, mas o calor em Recife é mais forte e foi parte integral da nossa experiência. Está nas pessoas, na animação, no ar e no clima. Estamos numa convenção quente.

Participaremos de duas palestras. Uma na sexta, sobre o autores de Quadrinhos Brasileiros, juntamente com o Vitor Cafaggi, o Rafael Coutinho e a Bianca Pinheiro, às 15h no Auditório Ultra. No Domingo, às 18h, voltaremos ao Auditório Ultra para falar sobre a nossa parceria com o Social Comics, onde disponibilizamos na plataforma digital o nosso primeiro livro da série 10 Pãezinhos, O Girassol e a Lua, que completou 20 anos em 2017. Veja o vídeo onde anunciamos essa parceria. Teremos novidades nesta palestra, não percam.

Preparando essa nova edição do Girassol, olhando os originais, reescaneando, encontramos alguns desenhos do processo. O desenho abaixo foi o primeiro desenho que o Bá fez dos personagens depois que eu contei pra ele sobre a ideia que eu tinha tido e mostrado uns rascunhos de personagens que eu tinha feito.

 



Escrito por Fabio Moon às 00h19
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Falando em viagens

Falando em viagens, estivemos em Bauru e Sorocaba dando palestras no SESC como parte do FestA! (Festival do Aprender) que eles promoveram através de várias de suas unidades. Foi bom voltar para Bauru, cidade do nosso querido amigo Gustavo Duarte (o Gustavo, inclusive, fez questão de ir conosco para nos apresentar aos seus pontos favoritos de seu centro do universo), e fazer um bate-papo animado com o povo de lá, uma nova geração de leitores e autores praticamente virgens do nosso trabalho; novos leitores, aquele frescor e aquele ânimo para quem está descobrindo uma nova paixão. Além do Gustavo, pudemos colocar um papo em dia com os irmãos Vitor e Lu Cafaggi, quadrinistas mineiros dos mais talentosos, que dariam uma palestra no dia seguinte.

Nossa palestra em Bauru foi sobre viagens, sobre o trabalho que viaja, e sobre a crescente demanta do autor, e não só do trabalho, em festivais pelo Brasil e pelo mundo afora. Durante nossa estada em Bauru, demos uma entrevista logo após a sessão de autógrafos para o site Persona: confira aqui.

No dia seguinte, depois de ficar até as quatro da madrugada acordados aproveitando a mais completa experiência bauruense, partimos para nossa palestra no SESC de Sorocaba, e lá encontramos outro talentosíssimo quadrinista mineiro, o Lelis. Novamente, o público muito interessado estava, na sua maioria, ouvindo uma palestra nossa pela primeira vez. Voltamos para São Paulo exaustos depois de dois dias de viagem, duas palestras, várias horas dirigindo, mas completamente recompensados com essa interação com o público.

Agora é produzir muito até Recife.



Escrito por Fabio Moon às 12h05
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CCXP Tour em Abril

Quando decidimos que vamos viajar menos, é para poder ficar mais tempo no estúdio e produzir mais. Algumas vezes, nossa produção tem uma motivação, e em certos casos essa motivação são as viagens, e então produzimos com alguma viagem em mente.

Viajamos menos para planejar viajar novamente.

Atualmente, enquanto estamos escrevendo uma nova história e desenhando dois outros Quadrinhos, estamos também nos preparando para nossa próxima viagem. Somos convidados da primeira CCXP Tour Nordeste, braço que se desdobra da bem-sucedida CCXP aqui de São Paulo, que acontece de 13 a 16 de Abril em Recife (no centro de convenções de Pernambuco, que na verdade já fica em Olinda). Estaremos lá todos os dias, participaremos de palestras, teremos mesas no Artists' Alley, teremos nossos livros e teremos novidades.

Nos vemos lá.



Escrito por Fabio Moon às 10h40
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Dia da Mulher

Todo dia eu agradeço às mulheres da minha vida por me ajudarem a ser um ser humano melhor. (alguns homens ajudam, também)

Ainda assim, fiz esse desenho hoje, no Cintiq, para começar esse dia agradecendo uma vez mais.



Escrito por Fabio Moon às 11h09
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100 anos de Will Eisner

Hoje, Will Eisner completaria 100 anos.  Ele é um dos quadrinistas mais importantes da história da nona arte mundial, e influenciou gerações com suas histórias e com seus livros sobre a arte de fazer Quadrinhos. O site Omelete colocou online diversos artigos falando da importância de Eisner, e publicou uma galeria de quadrinistas nacionais prestando homenagem ao artista cujo nome é sinônimo de excelência (e que não por acaso batizou o maior prêmio de Quadrinhos do mercado americano, o Eisner Award).

Eu e o Bá fizemos este dois desenhos especialmente para a ocasião.

O Bá retratou os personagens fantasmas de O Edifício, primeira história do Will Eisner que lemos e que nos marcou muito.

Eu resolvi desenhar o personagem mais famoso de Eisner, o Spirit, mas enquanto pensava na pose, no terno, no chapéu, fiquei pensando que, se Eisner fosse criar o Spirit nos dias de hoje, para os dias de hoje, talvez esse espírito do tempo fosse uma mulher. Por que não?

Conhecer o trabalho de Will Eisner é um bem que você faz para você mesmo e, se você quer fazer Quadrinhos, é leitura obrigatória para todo contador de histórias.



Escrito por Fabio Moon às 16h00
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Um quadrinho por dia.

Sempre que nos perguntam sobre alguma dica para quem quer entrar ou melhorar na profissão, uma das que valem para qualquer momento é: você precisa praticar sempre. Se você quer escrever, precisa escrever um pouco todos os dias. Se você quer desenhar, precisa desenhar um pouco todos os dias. Do mesmo modo que o jogador de futebol precisa treinar todos os dias, você também precisa exercitar seus músculos: os da mão, e seu músculo criativo, o cérebro. Esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto é que, enquanto estou escrevendo uma história, fico com aquela sensação de que não estou fazendo nada, de que não estou trabalhando, simplesmente porque escrever não é tão físico quanto desenhar. Muito do escrever está no pensar, em montar a frase dentro da cabeça para depois colocar no papel, e essa falta de um rabisco e de um rascunho visível me deixa esse sentimento falso de que estou inerte e inútil durante a maior parte do dia.

Esses dois pontos me motivam a manter cadernos de rascunho por perto, a rabiscar pessoas, cenários, situações ou mesmo movimentos abstratos, o rabiscar por rabiscar, para que eu tenha um registro físico e visível do que eu fiz naquele dia, naquela semana, naquele mês. Também existe o prazer do desenho sem compromisso, sem prazo, sem cliente e sem propósito outro que não o de colocar traços e cores no papel. O desenhar por prazer talvez seja o ponto mais importante de manter o caderno de rascunho (que não precisa nem ser um caderno).

Hoje comecei um exercício narrativo no caderno de rascunhos. A ideia é desenhar um quadrinho por dia e, quadro a quadro, ir montando uma história. 

Vou colocando o passo-a-passo instantâneo no twitter, no facebook e no instagram. Para o blog, quero colocar um making of um pouco mais detalhado, contando um pouco das inspirações por trás de cada quadro. Uma história para cada pedaço da história.

Vamos ver no que que dá.

 



Escrito por Fabio Moon às 21h28
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Paco

O Bá tem um cachorro que se chama Paco. Para não ficar sozinho em casa durante o dia, ele vem junto com o Bá para o estúdio durante a semana, e divide com as histórias e os desenhos a nossa atenção diária.



Escrito por Fabio Moon às 16h44
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Um longo dia do Quadrinho Nacional

Hoje é comemorado o Dia do Quadrinho Nacional, mas este post começa no sábado, enquanto eu e o Bá trabalhávamos. Meu telefone fez o barulho de mensagem recebida e fui checar. Era o Michele, editor da Bao, nossa editora italiana. Na mensagem, um vídeo do Michele, em pleno Festival Internacional de Angoulême (maior festival de Quadrinhos da Europa), juntamente com o François, nosso editor francês na Urban Comics. Aparentemente, ambos estavam reunidos naquele sábado frio para discutir o nosso futuro. "Planos estão sendo feitos", eles disseram, sorrindo, transbordando mistério.

Pegamos o celular e fizemos um vídeo de resposta, transmitindo nossa ansiedade e, de quebra, dando um pouco do sabor tropical àquele dia de inverno no festival francês. Enquanto em Angoulême fazia 9ºC, em São Paulo o verão nos presenteava com 30ºC no meio do dia.

 

Mas vamos voltar para o Quadrinho Nacional. Recebi duas mensagens pelo facebook no final de semana. A primeira, do site Meninas Geek, era um pedido para falar um pouco mais sobre a capa que eu fiz para a revista do Adventura Time. Direcionei as meninas para um site americano que tinha feito a mesma pergunta, onde eu mostrava os rascunhos feitos antes da capa, e respondi duas perguntinhas mais. O resultado você confere aqui.

A segunda mensagem foi do Érico Assis, jornalista e tradutor de Quadrinhos, perguntando no que eu trabalharia no dia de hoje, para uma matéria que ele estava fazendo sobre o Quadrinho Nacional. Respondi:

"Oi Érico. Estou escrevendo uma história, trabalho nela no período da manhã. À tarde, tenho um roteiro de uma HQ para desenhar. Amanhã, provavelmente só lerei o roteiro e farei anotações sobre o layout das páginas. Tenho um bate-papo às 19h com o Bá e o Rafa Coutinho na livraria Tapera Taperá, no centro, com mediação do André Conti, para celebrar o dia do Quadrinho Nacional. Depois da palestra, faremos sessão de autógrafos."

Dia cheio.

O Rafa vai lançar um livro novo este ano, o Mensur. Espero que ele fale um pouco sobre ele no bate-papo. O Bá e eu lançaremos este ano a versão brasileira do nosso livro com o Neil Gaiman, o How to Talk to Girls at Parties (ainda precisamos decidir como será o título final em português). Os detalhes sobre o bate-papo podem ser encontrados aqui.

Falando em Neil Gaiman, seu livro mais aclamado, o Deuses Americanos, que está prestes a virar série de TV, vai também virar uma série em Quadrinhos. O site the Hollywood Reporter tem uma prévia de mais de 10 páginas no primeiro número, além de divulgar com exclusividade a capa variante que eu fiz para essa edição. Você pode ver as páginas, e a capa, clicando aqui.

Aos que estão em São Paulo e pretendem ir ao bate-papo, até mais tarde. Para o resto, a pergunta que o Érico fez: No que você vai trabalhar hoje, no Dia do Quadrinho Nacional?



Escrito por Fabio Moon às 09h26
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Premiações, publicações, inscrições, evoluções.

Uma das maneiras de dar mais visibilidade ao seu trabalho é ganhando prêmios. Eles não são um atestado de qualidade, não representam a verdade universal, mas ajudam a destacar seu trabalho dentre tantos outros. O mercado Nacional de Quadrinhos é pequeno e atinge pouca gente, mas quando uma publicação é indicada ou vence um prêmio, geralmente é gerada uma atenção maior sobre ela, um interesse da imprensa, do público. Uma fagulha de curiosidade que pode resultar em novos leitores, assim como também ajuda a mostrar o seu trabalho aos colegas de profissão, que podem não conhecê-lo. Um prêmio não deixará seus próximos trabalhos mais fáceis, mas ajudará o seu caminho, como um carimbo no passaporte dessa viagem que nos leva a vida inteira.

Neste sábado, dia 28 de Janeiro, acontecerá a entrega do Troféu Angelo Agostini. O evento acontece no Memorial da América Latina, Auditório da Biblioteca Latino-americana - Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 (ao lado do Metrô Barra Funda), tem entrada franca e começa às 13h, com uma programação cheia de palestras e debates. A entrega dos prêmios será às 16h. Os premiados foram:

Melhor desenhista: Mariana Cagnin ("Black Silence")

Melhor roteirista: Alex Mir ("Segundo tempo", editora Draco)

Melhor cartunista: Guabiras (Jornal O povo - Fortaleza CE)

Melhor lançamento: "Spectrus, paralisia do sono" (Thiago Spyked, Ed. Crás)

Melhor lançamento independente: "Protocolo, a ordem" (vários autores)

Melhor WEB Quadrinho: "Marco e seus amigos" (Tako X e Alessandra Freitas)

Melhor Fanzine: "Café ilustrado" (Thina Curtis e Fabi Menassi)

Prêmio Jayme Cortez: Ivan Freitas Da Costa (Chiaroscuro Studios)

Mestres: Arthur Garcia, Gualberto Costa, Sérgio Graciano e Sidnei L. Salustre

O Angelo Agostini é um prêmio controverso, com votação aberta ao público, onde alguns acreditam que os vencedores são simplesmente aqueles que fizeram mais campanha entre os amigos, independente de sua real qualidade ou mérito. Todos os anos ele traz surpresas, rostos novos e trabalhos que muita gente nem viu (sendo este um problema do nosso mercado fraco e rarefeito). Independente da sua opinião sobre o prêmio, ele é um dos mais tradicionais e traz, sim, um retrato da produção de Quadrinhos no Brasil.

E 2017 traz mudanças no outro grande prêmio do Quadrinho Nacional, o HQ MIX. Esse ano, para concorrer ao 29º Troféu HQMIX, as editoras, autores e produtores de quadrinhos no Brasil deverão inscrever suas obras no site da premiação, de acordo com as categorias, no período de 16 de Janeiro a 28 de Fevereiro. Junto com a inscrição, deve-se enviar um PDF com a história ou tese (ou fotos e descrição de um evento, no caso de exposição), para garantir que a comissão julgadora veja seu trabalho. Com isso espera-se acabar com os problemas de divulgação e relevância de uma escolha de candidatos sem o real conhecimento de todos os trabalhos produzidos. Fica então a cargo dos autores e editoras se mobilizarem para que sua publicação chegue à organização do prêmio para poder ser indicada.

Há um desconto progressivo para grupo de inscrições de uma só entidade:

Até 5 inscrições – R$ 15,00 cada

De 6 a 10 inscrições – R$ 12,00 cada

Acima de 10 inscrições – R$ 10,00 cada

O pagamento poderá ser realizado através de PayPal ou PagSeguro. Ao final da inscrição, um email com o seu número de inscrição e instruções sobre o pagamento será enviado.

Sim. É isso mesmo. Você paga pra inscrever seu livro, assim como muitas outras premiações e festivais competitivos. Essa outra novidade dá um peso maior à inscrição, exige maior comprometimento por parte dos autores e editoras e também ajuda a financiar o prêmio, que é feito a duras penas pelos organizadores, com pouquíssimo patrocínio. 

Todas as dúvidas e informações sobre as inscrições e categorias do HQMIX podem ser encontradas no site da premiação.

 



Escrito por Gabriel Bá às 16h32
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