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Histórico

O encontro dos Dois Irmãos

Dois Irmãos - SP 2015

Muito obrigado a todos que foram ontem ao Teatro Eva Herz para o bate-papo, e igualmente a todos que encheram o corredor do Conjunto Nacional e aguardaram na fila por três horas para conseguir um autógrafo. A espera de quatro anos por um novo trabalho foi um pouco maior, mas culminou na alegria que presenciamos ontem.

Dois Irmãos - SP 2015

A história deste livro está somente começando, e é uma história cheia de amigos, sorrisos, paixão e agradecimento. E vai longe.



Escrito por Gabriel Bá às 20h33
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Dois Irmãos, o tão aguardado retorno.

Salon du Livre de Paris 2015

“Quando Yaqub chegou do Líbano, o pai foi buscá-lo no Rio de Janeiro”.

Assim começa o primeiro capítulo da nossa nova HQ, Dois Irmãos, adaptação do romance homônimo de Milton Hatoum. A cena mostra o navio ancorado na praça Mauá, trazendo os pracinhas que retornavam da Segunda Guerra. Entre bandeiras, confete, festejos e celebrações, Yaqub carrega seu fardo de roupa e reencontra Halim, seu pai. Ele não estava retornando da guerra, mas de um período de cinco anos vivendo num vilarejo ao sul do Líbano, distante da família. Pode-se dizer que toda viagem é uma guerra. Você vai, faz a sua parte – planeja, observa, luta, vence ou perde – pra finalmente retornar. A guerra é um evento transformador, traumático. E como diz Halim no jantar de boas vindas do filho, “tudo melhora depois de uma guerra”.

Voltamos de nossa segunda viagem à França, a segunda relacionada ao nosso trabalho, aos Quadrinhos – ou BD, Bande Dessinée. Dessa vez fomos representar o Brasil no Salão do Livro de Paris e estávamos lançando um livro novo, a edição em francês do Dois Irmãos, o Deux Frères, pela Urban Comics, mesma editora que publicou o Daytripper, Casanova e L’Aliéniste. Foi a seqüência perfeita à nossa primeira viagem, quando fomos ao Festival de Angoulême com o Daytripper concorrendo à premiação principal do evento. Vimos o efeito que o sucesso do livro teve no público e na imprensa e a curiosidade que eles tinham em descobrir o novo trabalho “dos autores do Daytripper”.

Salon du Livre de Paris 2015

Depois do Salão do Livro, passamos uma semana promovendo o novo livro por mais cidades – Bordeaux, Pau, Nantes, Lille e Paris – em seis eventos diferentes, seis livrarias nos recebendo para sessões de autógrafos – ou dédicaces, em francês – várias pessoas descobrindo nosso trabalho, valorizando a presença dos autores, curiosos sobre o livro novo, sobre os antigos, sobre nossa carreira e sobre o Brasil. Demos muitas entrevistas (todas em francês), falamos da história, das escolhas, das adaptações (O Alienista e Dois Irmãos, ambos foram publicados na França). Foi uma semana intensa, que nos obrigou a pensar no trabalho, a entendê-lo melhor a fim de falar sobre ele, colocar em voz alta coisas que sabíamos somente em pensamentos, em reflexões, intuitivamente. Essa viagem nos preparou para a longa maratona de eventos e lançamentos que nos espera de volta ao Brasil.

Tour de France 2015 - Deux Frères

Foi a editora Urban Comics que nos levou à França, embora, no meio dos planos, o Fábio tenha sido convidado pelo Brasil para fazer parte da comitiva de autores que representariam o país no Salão do Livro. Isso ajudou muito, deu destaque à nossa presença lá e ajudou a fazer essa ligação com a produção literária e cultural do Brasil, assim como também estreitou nossa relação com outros escritores nacionais. A França iria olhar para nós de qualquer maneira, pois valorizam muito as BDs e os autores, mas por estarmos entre a comitiva brasileira, o Brasil deu mais atenção à nossa presença lá e ao nosso livro novo, muito mais do que quando fomos concorrer ao prêmio em Angoulême com o Daytripper.

Enquanto estávamos em terras estrangeiras, as notícias anunciavam nossos feitos, nossas conquistas, nosso avanço. Não só isso, o livro chegou às livrarias de todo o Brasil e, aos poucos, nas mãos de leitores espalhados pelos quatro cantos do país. Mesmo sem a presença dos autores, sem um evento, as reportagens começaram a sair na imprensa (como na Serafina, no Estadão, no IGN, na Página Cinco, na revista da Azul), as resenhas e comentários pipocam na internet. Já tive um breve encontro com livreiros na semana passada para falar sobre o livro e sobre a importância deles na hora de conversar com o público e sugerir as obras.

nas mãos do público

Esta semana, finalmente tem início a jornada de lançamentos e conversas com o público pelo Brasil, começando por Curitiba onde retornamos à ITIBAN, loja querida que nos recebe desde 2004 quando lançamos o 10 Pãezinhos: CRÍTICA, e que tanto ajuda a promover o Quadrinho Nacional. Estaremos lá neste sábado, 11/04, a partir das 16h. Segunda-feira estaremos de volta a São Paulo para fazer o grande evento de lançamento no Conjunto Nacional, com um bate-papo com o próprio Milton (desta vez inteiramente em português, pois já tivemos um no Salão do Livro de Paris, meio em português, meio em francês), seguido de uma longa (espero e temo) sessão de autógrafos.

lançamento ITIBAN
lançamento SP

Para um livro que demorou 4 anos pra ficar pronto, o caminho só está começando. Uma nova batalha nesta guerra sem fim. Depois de quatro anos em silêncio e reclusão, finalmente poderemos falar sobre o trabalho, sobre a história, e ouvir os leitores, este contato fundamental. Em português, de preferência.



Escrito por Gabriel Bá às 12h21
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Dois Irmãos pela França

Lá vamos nós novamente. Como um dos convidados do Brasil para representar a produção cultural do Brasil, parto para Paris para participar do Salon du Livre. Reencontro o Bá, que partiu no final da semana passada, e juntos começaremos o lançamento do nosso Dois Irmãos (Deux Frères, em francês) por lá. Quem nos acompanha pelas mídias sociais já viu fotos da edição brasileira conversando com a francesa, cada uma em sua língua. Chegou a hora de nós fazermos a mesma coisa e aumentar o diálogo com o público francês. Allons-y!

- Palestras e bate-papos

No Domingo, dia 22, teremos duas palestras durante o Salon, para falar de Quadrinhos. A primeira será as 12h30, no Pavilhão do Brasil, entitulada "Dois Irmãos: laços rompidos em HQ", onde conversaremos com o Milton Hatoum sobre nossa adaptação para os Quadrinhos do seu romance mais famoso. 

Às 14h, participo de outra palestra, no stand do CNL, entitulado "A era de ouro dos Quadrinhos Brasileiros", com o Lobo, o Marcello Quintanilha e o Daniel Galera, o editor francês Wandrille, com moderação do pesquisador francês Jean-Pierre Mercier. Falaremos do momento atual dos Quadrinhos no Brasil que, concordo, é muito fértil.

- autógrafos e "dédicaces"

Teremos sessões de autógrafo nos três primeiros dias do Salon. Nos dois primeiros, à tarde, estaremos no estande da editora Urban Comic (H29). No Domingo, estaremos no estande do Brasil das 15h30 às 16h30. E, a partir daí, começa nossa turnê por livrarias de Quadrinhos pela França. Segue aqui a lista:

-23/03, 15h, Paris

Librairie Bulles en tête 54 Rue des Dames 75017 Paris

-24/03 , 15h, Bordeaux

Librairie Mollat 15 Rue Vital Carles 33080 Bordeaux

- 25-03, 14h30, Pau

Librairie Bachi-Bouzouk 7 Rue Latapie 64000 Pau

26/03, 14h, Nantes

Librairie La Mystérieuse Librairie Nantaise 2 Rue de la Paix 44000 Nantes

27/03, 12h30, Lille

Librairie Astrocity 74 Rue de l’Hôpital Militaire 59000 Lille

27/03, 17h, Paris

Librairie Les Super Héros 175 Rue Saint-Martin 75003 Paris

Espero conhecer gente nova na viagem. Viajar serve para isso, para sair do lugar (literalmente), sair do que você conhece, e descobrir mais. Mais lugares, mais culturas, mais pessoas. A partir de Abril, estaremos de volta, e começamos então os lançamentos do novo livro por aqui.

Nos vemos na volta.



Escrito por Fabio Moon às 20h33
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Quase Nada 314

 

Quase Nada 314

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 14h17
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Quase Nada 313

 

Quase Nada 313

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 18h17
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Quase Nada 312

 

Quase Nada 312

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 12h16
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Nasceu!

Halim se assustou ao ver os dois dedos da parteira anunciando gêmeos.

Posso dizer que depois de vinte anos, aquele frio na barriga que dá quando estamos para lançar um livro novo não fica mais brando com o passar do tempo. A emoção continua a mesma, o nervosismo, a alegria. O livro chegou, para colocar um ponto final na etapa de produção e para iniciar finalmente sua vida no mundo, junto aos leitores. O livro chega nas livrarias essa semana e já estamos marcando as datas de lançamento aqui em São Paulo e em outras cidades. Tudo a partir de abril. Em breve, teremos todos os detalhes.
o livro chegou!
Este livro inaugura uma nova fase do nosso trabalho, com lançamentos em vários países, praticamente ao mesmo tempo. O Daytripper já foi publicado em 12 línguas, mas a negociação das edições estrangeiras só aconteceu depois do livro ser publicado nos EUA. Com o Dois Irmãos foi diferente. Durante a produção do livro, já negociamos sua publicação na França, com a Urban Comics (mesma editora que lançou o Daytripper, Casanova e Alienista), e esta edição também acabou de ficar pronta. Estaremos no Salon du Livre de Paris a partir do dia 20/03 para lançar o livro, além de fazermos uma pequena turnê de uma semana, passando por quatro cidades para promover o trabalho.


Também já negociamos a edição em inglês, com a Dark Horse (mesma editora que já publicou o De:Tales, Umbrella Academy, Sugarshock! e o PIXU). O livro só será lançado em outubro, mas ele já está em pré-venda. Existe a possibilidade da gente ir para lá para lançar o livro, mas isso fica mais pra frente.


Two Brothers


A negociação para a edição italiana está quase finalizada, também para sair este ano.

Estamos trabalhando na adaptação desde 2010, sem falar quase nada sobre o trabalho, mas correndo nos bastidores atrás destas publicações estrangeiras. Estávamos esperando a história ficar pronta pra começar a divulgar e promover o livro.

Para aquecer a curiosidade dos leitores, desde fevereiro eu tenho escrito textos no blog da Companhia das Letras, sobre as etapas de produção, detalhes do processo. Vocês podem ler os textos nos links abaixo. O último texto sai esta quarta-feira.

Meus filhos já fizeram as pazes? 

Novas leituras e a história de um roteiro

Desenhando Manaus

Linhas, traços, feições: Criando os personagens.

O fim do capítulo.



Escrito por Gabriel Bá às 13h55
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Quase Nada 311

 

Quase Nada 311

 



Categoria: tiras
Escrito por Gabriel Bá às 10h32
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Quase Nada 310

 

Quase Nada 310

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 16h18
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As nossas letras.

Numa outra ocasião, posso falar mais sobre as diferentes etapas da nossa relação com o letreiramento das nossas histórias, desde o momento em que começamos a usar fontes de computador no fanzine, ou de quando começamos a ter nossas histórias “letreiradas” por outras pessoas (uma delas o Nate Piekos, que por acaso tinha feito várias fontes que usamos com o passar dos anos), até o momento em que decidimos tentar tornar nossos Quadrinhos um pouco mais nossos voltando a letreirá-los nós mesmos e, se possível, à mão.

Existe uma tradição nos Quadrinhos em buscar uma uniformidade de certos aspectos da produção das histórias. Se as calhas entre os Quadrinhos tem o mesmo tamanho, o leitor se acostuma com elas e elas não chamam mais atenção do que os desenhos, é como se elas desaparecessem. O letreiramento de quadrinhos muitas vezes segue essa tradição, tentando criar um visual uniforme para os balões e para as letras para que elas ajudem a contar a história ao invés de distrair o leitor durante a leitura. Com o surgimento das letras de computador para Quadrinhos, foi possível para vários artistas produzir páginas que possuíam balões e letras com o mesmo padrão que as revistas das grandes editoras, que passaram a utilizar as novas tecnologias praticamente ao mesmo tempo que os artistas independentes. Essa inovação nos Quadrinhos, nos anos 90, possibilitou que o nosso fanzine 10 Pãezinhos, com suas cópias em xerox preto e branco, competisse e chamasse atenção em meio a todas as outras publicações encontradas nas lojas especializadas em que ele era vendido. Um dos pioneiros das letras por computador, Richard Starkings, criou a empresa Comicraft , que serve de referência em letreiramento para quadrinhos. Outra empresa que faz várias fontes e letreira várias histórias é a Blambot , do Nate Piekos.

Até hoje, utilizamos o computador para fazer as letras e os balões das nossas histórias.

Ainda assim, existe uma outra tradição de Quadrinhos, onde o estilo pessoal de cada artista vai além do desenho, incluindo também o balão e a letra. O Will Eisner incorporava as letras à narrativa, e isso dava um charme a mais às suas histórias. O Moebius achava absurdo outra pessoa letreirasse suas histórias, já que os balões utilizam tanto espaço da página, e ele mesmo acabou letreirando a história do Surfista Prateado que desenhou para a Marvel em 1988, fugindo aos padrões da época para um gibi de super-heróis. A ideia de que a letra do artista é parte indispensável do visual da história é muito forte no Quadrinho francês em geral, assim como no quadrinho autoral americano.

Fazer as letras à mão dá trabalho pra caramba. Quando você publica suas histórias em pelo menos duas línguas (português e inglês, no nosso caso), fica impossível fazer tudo na mesma página, mas mesmo assim você quer que a aparência da página (incluindo sua letra) seja a mesma. Assim, mesmo se fizéssemos as letras e os balões manualmente, na página, achamos que a hora de desenvolver uma fonte a partir da nossa letra tinha chegado. E foi aí que chamamos o Nate. Além dele ser um ótimo letrista e de já termos trabalhado com ele (ele é o letrista do Umbrella Academy e do Sugarshock nos Estados Unidos), ele também é um ótimo designer de fontes de computador, e tem feito um trabalho incrível transformando a letra de vários artistas em fontes de computador.

O Primeiro trabalho que demos para o Nate foi fazer a fonte a partir da letra do Bá. O Bá sempre teve a letra mais bonita que a minha, e sua letra sempre foi mais uniforme. Seu TCC na faculdade era uma história em Quadrinhos que ele letreirou à mão, e a partir daí ele definiu o visual de sua letra em seus Quadrinhos. Foi no ano passado, e já estávamos no processo final do “Dois Irmãos”. Além da edição em português da Quadrinhos na Cia, já estávamos negociando edições em francês, inglês e italiano. Queríamos a letra do Bá em todas as versões.

Desde 2008, voltamos a letreirar quadrinhos manualmente, na nossa tira semanal da Folha, a Quase Nada. Buscando uma unidade maior entre as tiras que o Bá fazia com as minhas, substituimos as letras por fontes de computador nas versões finais. Ainda assim, voltamos a praticar. Além disso, comecei a letreirar à mão as histórias curtas que tenho feito desde 2013, para tentar aprimorar e definir meu estilo. Depois do resultado incrível que tivemos com as fontes do Bá, vi que era uma questão de tempo para chamarmos o Nate para fazer sua mágica com a minha letra.

Eu pretendo continuar letreirando minhas próximas histórias manualmente, desenhando os balões, fazendo as letras em pelo menos uma língua diretamente na página. Cada vez mais, tenho tentado fazer com que todos os aspectos da produção das histórias se misture melhor, passando pelo lápis, pela arte-final, passando pelos balões e pelas letras, até chegar na cor.

Agora, com nossas letras transformadas em fontes, podemos fazer isso em várias línguas pelo mundo todo.



Escrito por Fabio Moon às 15h00
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