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Quase Nada 031
Escrito por Gabriel Bá às 07h56 [ ]
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mudanças e os rascunhos do caderno.
Algumas mudança vêm por aí. A primeira chega neste final de semana na nova edição da Época São Paulo. A edição será a última com uma História em Quadrinhos nossa. O projeto editorial está mudando e é hora da revista focar em outras coisas. O espaço que tivemos na revista foi fundamental para que pudéssemos experimentar novas técnicas artísticas e narrativas em pequenas histórias, e gostamos muito do resultado do que foi produzido. 
A segunda vem pelo jornal de sábado. Nossa tira Quase Nada está mudando de dia e, a partir desse sábado, passa a ser publicada na edição de sábado da Ilustrada. Os mecanismos de funcionamento de uma publicação diária são diferentes de tudo com o que trabalhamos antes e essas mudanças, mesmo fundamentadas, sempre nos pegam de surpresa. Esperamos que aqueles que nos acompanham pelo jornal continuem nos acompanhando mesmo com a mudança de dia, e que novos leitores possam nos descobrir. Nos serve de consolo nesse momento saber que o Laerte achou que mudar a nossa tira de dia é bem bacana. Aparentemente, ele gosta dos sábados. 
Escrito por Fabio Moon às 18h17 [ ]
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Quase Nada 030
Escrito por Gabriel Bá às 14h06 [ ]
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Máscaras
É uma das primeiras lembranças que eu tenho de interação com o desenho. Eu deiva ter uns sete anos, estava na primeira série, tinha mudado de escola e tinha novos amigos. Só pode ter sido na primeira série, pois só estudei naquele prédio durante esse ano. Não lembro de uma sala determinada, não lembro se era aula de artes (devia ser), mas me lembro das máscaras. Eu estava desenhando máscaras em papel sulfite para os meus amigos. A gente recortava o contorno do desenho, colava o papel num palito de sorvete pra poder segurar na frente do rosto e pronto. Talvez não fosse sulfite, eu lembro que algumas máscaras não aguentavam em pé enquanto outras ficavam durinhas. Essa é a minha lembrança mais antiga de alguma coisa que eu realmente me lembro de ter desenhado, lembro da sensação boa quando terminei o desenho e me lembro que o bom mesmo era compartilhar esse desenho com os amigos. As máscaras eram de personagens da turma da Mônica.

Precisamos fechar o texto do roteiro para o livro comemorativo dos 50 anos da carreira do Maurício de Sousa. A idéia surgiu, veio rápido, e só precisa das palavras certas. O desenho vem depois, na semana que vem, e logo, logo, já estará tudo pronto.
Escrito por Fabio Moon às 18h53 [ ]
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Quase Nada 029
Escrito por Gabriel Bá às 15h22 [ ]
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A capa da Buffy.
Saiu na semana passada nos Estados Unidos o gibi Buffy: Tales of the Vampires, escrito pela nossa amiga Becky Cloonan e desenhado pelo nosso amigo Vasilis Lolos (que fizeram tanto o 5 como o PIXU com a gente) e, para juntar mais uma vez o trabalho de todos nós, os editores dessa revista nos convidaram para fazer uma capa variante (a capa oficial foi feita pela Jo Chen, que é a capista oficial da revista da Buffy). A revista da Buffy tem grande visibilidade no mercado americano e, trabalhando todos juntos nesse projeto, chamaríamos atenção para todos como um time - e um time que, no mês que vem, vai lançar o encadernado do PIXU nos Estados Unidos e precisa de toda a visibilidade possível. A Becky então nos passou a história (falando sobre problemas de relacionamentos, tema que tanto gostamos) e o Vasilis nos mandou o rascunho dos personagens principais. Partimos então ao trabalho. Passo 1 - o Rascunho inicial Nossa primeira idéia foi a de fazer uma imagem só, mas acabamos dividindo a capa em dois para ficar mais climática, misteriosa, e para ficar mais fácil a divisão entre quem iria fazer o que entre o Bá e eu. 
Passo 2 - os rascunhos do Bá A capa fala de dois elementos da história: o triângulo dos personagens centrais, e o cenário onde acontece muito da ação (o fliperama). A parte de cima seria mais expressiva e a de baixo, mais sombria. Qualquer um de nós poderia fazer a parte de cima ou a de baixo da capa, mas acabamos optando por uma versão onde o Bá desenharia a parte de cima, pois concluímos que a minha arte-final com pincel daria uma expressividade maior para a cena no fliperama, que é uma imagem mais simples. O rascunho do Bá funciona para determinar as áreas de preto, para refinar as poses e para buscar um equilíbrio entre o que desenhar e o que sugerir. 
Passo três - arte-final Arte-final é a parte mais divertida do desenho, mais criativa, mais solta. É quando o desenho passa a existir em preto e branco e, assim, é nossa etapa preferida da criação. 
Passo final - cores Desde que começamos a trabalhar com o colorista Dave Stewart (que colore o Umbrella Academy, coloriu o Sugarshosk, e vem colorindo praticamente tudo o que a gente faz hoje em dia nos EUA), aprendemos muito sobre cor e sobre maneiras de colorir o nosso desenho, e estávamos morrendo de ansiedade por uma oportunidade de praticar tudo o que estávamos cozinhando na cabeça nessa nossa fase pós-Dave. A cor ainda tem a cara dos trabalhos que fazemos coloridos, mas fico feliz em ver um avanço, e achei que o resultado ficou bem bacana. 
Escrito por Fabio Moon às 12h15 [ ]
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Quase Nada 028
Escrito por Gabriel Bá às 20h45 [ ]
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Oficina de HQ em Julho!
Somos apaixonados por Quadrinhos e queremos que mais gente encontre essa paixão. Uma das formas de passar isso pra outras pessoas é dando aulas, coisa que um dia pretendemos fazer mais, quando o tempo permitir. A convite do Marcelo Campos, decidimos pensar em uma oficina de um dia para oferecer no mês de Julho na Quanta Academia de Artes. E aí vai:
Como contar uma história... em Quadrinhos ou: o Quadrinista que pensa
"Exemplos e exercícios para refletir quais são as melhores maneiras de se contar um história EM QUADRINHOS, partindo tanto de idéias quanto de roteiros, abertos ou fechados."
Quem já fez algum workshop ou oficina conosco sabe que fala-se muito, pensa-se muito e desenha-se pouco. Vamos desenhar muito mais do que outras oficinas, afinal são 6 horas de curso, mas não queremos formar mão de obra acéfala, mais um de muitos Quadrinistas que fazem tudo por inércia, simplesmente porque as coisas já eram assim quando começaram. Queremos transformar as pessoas em autores, em profissionais que pensam nos porquês do seu trabalho, nas escolhas que levam uma história a ser contada de um jeito e não de outro. A abordagem do curso pode te ajudar em diversos tipos de trabalho, desde ilustração até em storyboard, mas principalmente nos seus trabalhos em quadrinhos. Como sempre escrevemos e desenhamos nossa próprias histórias, costumamos pensar no texto e desenhos juntos, uma coisa sempre ajudando a outra. Quando trabalhamos com outros roteiristas, pensamos como nosso desenho pode contar MELHOR aquele roteiro. Quando adaptamos o Alienista, vimos qual melhor maneira de usar o texto original do Machado, onde precisaríamos mudar trechos pra encaixar melhor na linguagem dos Quadrinhos e o que poderíamos contar só nos desenhos. Entendemos que existem pessoas que querem ser somente desenhistas ou roteiristas, mas se querem trabalhar com Quadrinhos, ambos precisam pensar nas duas coisas. Então este curso serve tanto pros roteiristas, quanto desenhistas, quanto praqueles que querem fazer as duas coisas. A oficina acontece no sábado, 11 de Julho, das 10h às 17h.
Eles montaram uma grade super bacana de cursos e oficinas para o mês de Julho.
Informações e inscrições para nossa oficina, clique aqui. O endereço da Quanta é: Rua Dr. José de Queirós Aranha, 246 – Vila Mariana São Paulo, SP, 04106-060, Brasil 0(XX)11 3214-0553 0(XX)11 3214-4873 quanta@quantaacademia.com
Escrito por Gabriel Bá às 12h17 [ ]
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Quase Nada 027
Escrito por Gabriel Bá às 10h41 [ ]
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E essa veio assim.
Algumas vezes, vem fácil. Mais ou menos assim: Nós temos uma limitação, que nesse caso é o número de páginas. Duas páginas. Não tem problema, não é mesmo? Nós fazemos histórias de uma página para a Época SP, fazer uma de duas deve ser quase igual. Temos o dobro do tempo também, então continuamos na mesma. Eu sugiro um personagem que tem um potencial gráfico maior, mesmo sabendo que o outro personagem foi o que o Bá escolheu primeiro e que é ele que vai acabar desenhando a história. Mas o que eu sugeri desperta uma faísca no Bá, que se lembra de uma foto velha que nós achamos que poderia ser usada na história. Faz sentido, penso, e no sentido que faz dentro da minha cabeça, eu digo a ele como nós podemos incluir a foto velha na idéia original com o personagem que eu sugeri. Imediatamente, a idéia melhora. Era o elo perdido e, de repende, nós temos mais do que uma idéia. Temos uma história. Eu queria que todas as idéias viessem assim.
Escrito por Fabio Moon às 19h39 [ ]
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