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Antes da partida, uma questão de atitude.

Faça aquilo que você fala e fale somente o que realmente acredita. Essa é´a mensagem de biscoito da sorte dessa tira. Talvez eu tenha misturado um pouco da desilusão feminina nos homens, talvez eu tenha colocado um pouco de autobiografia na piada, não importa.
Atitude é tudo.
"É claro que conteúdo torna a atitude mais interessante", diria o exótico panda chinês. Concordo, mas é preciso saber como colocar pra fora suas qualidades. De um modo não pornográfico, evidentemente.
Até a volta.
Escrito por Fabio Moon às 16h07 [ ]
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Onde encontrar nossos livros?
Muita gente nos pergunta onde encontrar nossos livros. É, de fato, uma dúvida pertinente, pois o grande público está, cresceu acostumado a comprar Quadrinhos em bancas de jornal. No entanto, essa situação mudou e a produção de Quadrinhos Nacionais hoje vai pras livrarias e lojas especializadas, raramente chegando às bancas.
Uma das páginas menos visitada do nosso site é a página das Histórias, que se encontra "dentro" da página dos autores no menu lá de cima. Nesta página, tem todas ou quase todas as histórias que fizemos, ou os livros que publicamos. Lá está dito também quais editoras publicaram cada livro e onde encontrá-los. E aqui vem a grande dica:
Sempre que possível, tem ali a opção de comprar pela internet, pois este é o mundo moderno que vivemos hoje. A distribuição dos livros de HQ pelo Brasil inteiro é difícil e lenta e comumente você não encontrará o livro que procura sempre que vistar um livraria. Ou você mora em um lugar onde não tem grandes livrarias ou lojas especializadas em HQ. Mas hoje pode-se comprar Quadrinhos pela internet, em qualquer parte do Brasil.
Temos um apreço muito grande pela FNAC, pois lançamos O Girassol e a Lua lá em 2000 e sempre fomos muito bem tratados, pois eles têm muito cuidado com Quadrinhos. Coincidentemente, seu site tem os melhores preços pra vender os nossos livros, dentre os sites de venda por internet. Por esse motivo, nós incluímos o link de todos os livros que fizemos na página de Histórias, pra quem quiser comprá-los pela internet.
O nosso novo livro, CRÍTICA, já pode ser comprado pelo site da FNAC, neste link aqui.
Escrito por Gabriel Bá às 15h31 [ ]
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10 Pãezinhos em Curitiba.
Dia 30 de Novembro, terça feira, estaremos em Curitiba. Vamos lançar o livro novo na Itiban e curtir o dia inteiro e a noite inteira. Vamos lançar também camisetas em parceiria com a Candyland. Quem conhece, sabe que eu não preciso dizer mais nada. Peguem seus ônibus e taxis cor de cheddar e venham assistir à uma palestra biarticulada.

Nosso lançamento na FNAC foi ótimo, mas acho que falamos um pouco demais. É a empolgação de poder falar sobre o que a gente faz e um pouco (um pouco demais) de egocentrismo. Coisa de artista, talvez. A gente diz que não tem, mas descobrimos que somos humanos como todos os outros.
Semana que vem, sábado, dia 4 de Dezembro, também estaremos lançando o livro na Comix, em São Paulo, com três toldinhos na calçada mesmo, falando com as pessoas que passarem por lá.
Obrigado a todos que compareceram ao lançamento ontem. Significa muito para gente.
Escrito por Gabriel Bá às 14h23 [ ]
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Como fazer um dia valer por 2 anos?
Lançamento do novo álbum - 10 Pãezinhos: CRÍTICA! FNAC Pinheiros - Av. Pedroso de Moraes, 858.

Uma das coisas que nós descobrimos ao longo dos anos é que nnão adianta nada produzir ótimas histórias se você não souber divulgá-las. Este é um dos motivos que nos leva a colocar tanto empenho no site e no blog, pois eles são nossa ligação com o mundo.
Nós gostamos muito das histórias que estão no livro novo e essa foi uma das razões da gente esperar tanto tempo pra lançá-lo. Somente uma das histórias é desse ano, todas as outras já estavam prontas em Junho do ano passado. Mas tudo tem o seu tempo. E esse tempo chegou.
Mas, e agora, hoje, o que fazer? Pra quem acompanha o blog, fica fácil perceber que nós pensamos em Quadrinhos constantemente. Nos problemas, nas vantagens, na linguagem, nas histórias. Por esse motivo, criar um tema para dar uma palestra a qualquer momento, em qualquer lugar não é um grande desafio. Logo, pra dar aquele "algo a mais" para o público presente no lançamento, também daremos uma palestra sobre a produção de um álbum de HQ de 100 páginas e como continuar produzindo histórias mesmo sem publicá-las.
E o que mais??

Nós adoramos contar histórias e a maneira que escolhemos contá-las foi com Quadrinhos, mas isso não quer dizer que não nos interessemos em outras formas de narrativa. Já pensamos em fazer livros, livros ilustrados, temos muita vontade de fazer desenhos animados e até filmes. Mas nosso empenho nos Quadrinhos toma muito, pra não dizer todo nosso esforço criativo. Mas como sempre dizemos que os Quadrinhistas precisam fazer um esforço a mais pra vingar neste mundo, este ano nós tentamos algo novo. Convidados por um amigo que trabalha com TV e Documentários, nós escrevemos 2 roteiros e gravamos 2 curtas etse ano. Um deles foi pro festival do minuto e o outro nós fizemos no embalo, pois os dois faz`em parte de um projeto maior. E nós vamos aproveitar o lançamento do nosso livro também pra passar os dois curtas, já que as pessoas vão lá pra ver novas histórias e pra ouvir o que nós temos pra dizer.

É isso aí, estamos todos correndo, mas a vida passa. São muitas histórias e muitas formas de contá-las. Apareçam lá e já fiquem avisados: dia 30 estaremos em Curitiba.
Escrito por Gabriel Bá às 10h16 [ ]
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A graça das mulheres - parte 2.
Ou somente "o que você acha dessas camisetas com frases escritas?"

Escrito por Fabio Moon às 10h38 [ ]
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Está pronto!
Hoje recebi uma ligação da DEVIR. O livro está pronto!
Além disso, eles pediram mais 100 revistas ROCK'N'ROLL pra distribuir Brasil afora. Então essa é a chance de vocês, que não moram em São Paulo e não têm acesso fácil aos Quadrinhos nacionais. Pra comprar a revista, mandem um email para maladireta@devir.com.br, dizendo a cidade que você mora para saber o preço do frete. Para maiores informações, liguem para (11) 3347-5703.
O livro estará nas grandes livrarias a partir de sexta. Mas acredito que esse esquema do email também funcione para ele.
Escrito por Gabriel Bá às 19h12 [ ]
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Põe pra fora, menino!

Passo o dia inteiro pensando. Enquanto desenho, enquanto como, até mesmo enquanto dirijo (um verdadeiro perigo), toda hora estou pensando em alguma outra coisa que não a que estou fazendo. Normalmente, estou pensando em quadrinhos. Ou mulher, mas pensar em mulher é fácil, é gostoso, enquanto pensar em quadrinhos dá trabalho. Minha mente está constantemente montando um quebra-cabeças de histórias, de situações, de diálogos. Poucos são os momentos em que eu verdadeiramente paro para pensar, onde essa é realmente a minha função, onde qualquer outro ato é secundário. Talvez o momento mais propício que encontrei, em todos esses anos, para pensar sobre quadrinhos seja o que estou no banheiro.
Eu adoro pensar quando vou ao banheiro. Talvez seja próprio da natureza do local, de sua função empírica, mas o fato é que, no banheiro, tudo flue com mais naturalidade. Até conversar ao telefone, eu faço melhor no banheiro. No banheiro, quando penso em quadrinhos, só existe a história que se desenrola na minha cabeça. Todo o resto é cenário. Esteja eu olhando para a pia, para o chão, para o azulejo ou para o teto, no banheiro eu vejo o mundo inteiro e todas as pessoas como se, de fora, espiasse curioso pela janela.
Quando eu estava crescendo, eu tinha uma enorme coleção de gibis. Na época, mais de cinco mil (número que cresce, embora mais lentamente, até hoje). A estante onde eles ficavam era constantemente acessada durante o dia, pois enquanto criança eu lia e relia os mesmos gibis várias vezes, tamanha era a paixão pelas histórias. Épocas da minha vida ficaram guardadas na minha mente relacionadas com as capas das revistas que ficavam no topo de cada pilha.
O cômodo onde a estante se encontrava era, naturalmente, o banheiro.
O banheiro se tornou personagem de nossas histórias. Das reais e das imaginárias. Tudo pode acontecer naquele momento em que você se recolhe dentro do banheiro. Você pode encontrar com alguém, pode estar sozinho. Você pode estar se sentindo um merda ou pode até ter orgulho do próprio cocô. O banheiro é, talvez, depois do amor, o nosso tema mais recorrente. Talvez seja porque, assim como todo mundo se apaixona, todo mundo acaba indo ao banheiro.
Nosso novo livro tem histórias que se passam no banheiro. Algumas saíram fácil, outras com um pouco mais de esforço. Vocês sabem como é.
"Põe pra fora, menino", dizia minha vó, do lado de fora do banheiro, quando eu era pequeno.
Escrito por Fabio Moon às 17h10 [ ]
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Esperando.
Quanto tempo alguém é capaz de esperar pra contar uma história? Sabe aquela história ótima que aconteceu com você e você está louco pra contá-la, mas deve esperar o momento certo ou a pessoa certa pra fazê-lo sem desperdiçar sua ótima história. Nosso novo livro é todo formado por histórias que nós esperamos até agora pra contar, até o momento certo.
Destas histórias, a mais forte é, sem dúvida, O Sapo, uma história que eu fiz inteiramente no mês de janeiro de 2003. Ela me tomou por inteiro, representava tudo que passava pela minha cabeça e foi um importante rito de passagem colocá-la no papel. Este rito só estará realmente completo quando essa história for publicada e lida.
Quanto tempo alguém é capaz de esperar pra ler uma nova história?
Só faltam 5 dias.
Escrito por Gabriel Bá às 20h50 [ ]
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A nova crítica dos Quadrinhos.

Muitos são aqueles que reclamam do Quadrinho Nacional. Reclamam do mercado e que não dá pra produzir histórias boas. Reclamam que só sabemos babar ovos para o que vem de fora. Reclamam das já poucas histórias que são produzidas. O maior problema é que essas reclamações não melhoram em nada a situção do Quadrinho Nacional. A única coisa que vai mudar esse quadro é produzir novas histórias.
Isso é o que nós sempre dizemos pra todos aqueles que querem fazer Quadrinhos, mas não sabem por onde começar. Façam Quadrinhos.
Com essa introdução, começo aqui a divulgação do lançamento do nosso novo álbum, 10 Pãezinhos: CRÍTICA, que acontecerá na FNAC de Pinheiros na sexta feira que vem, dia 26 de Novembro, às 19 horas. É o nosso terceiro álbum, muito aguardado tanto pelos nosso poucos e fiéis fãs como por nós. É importante para o nosso querido mercado de Quadrinhos que novas histórias sejam produzidas sempre, pra mantê-lo vivo. É isso que nøes tentamos fazer, sempre produzir novas coisas, mesmo que não sejam publicadas imediatamente.
Este álbum contém 10 histórias que foram produzidas desde 2002 até hoje. Mesmo com a agonia de passar meses e até anos sem publicar nada, sem aparecer para o público, guardamos todas elas para o momento certo de publicá-las. O momento finalmente chegou. Durante a semana inteira estaremos falando um pouco mais do livro, de cada história e do que acontece em 2 anos que não cabe num livro de 100 páginas.
Escrito por Gabriel Bá às 20h35 [ ]
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10 Pãezinhos na TV UOL
Saiu a entrevista que fizemos pra TV UOL sobre nosso trabalho, o site o novo e o livro que vamos lançar semana que vem. Assistam aqui.
No entanto, acho que é exclusivo pra assinantes UOL.
Escrito por Gabriel Bá às 15h36 [ ]
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A graça das mulheres.
Ou somente "o que as mulheres pensam quando estão solteiras?"

Hoje, começo a explorar o universo feminino numa nova série de tiras. Sempre tive curiosidade em descobrir por quanto tempo seria capaz de sustentar personagens femininas de maneira interessante, falando de temas cotidianos, de assuntos que você normalmente descobre quando acaba conhecendo mesmo aquela menina bonita por quem, num primeiro olhar, se engraçou. O desenhista sempre busca a beleza estética da forma que desenha. O desafio é o miolo, a essência, as emoções das pessoas.
Toda quarta-feira, teremos novas tiras. Estarão, como é de se esperar, na página das tiras. A página principal apresenta a tira da semana e, clicando nos links laterais, você segue para as nossas diferentes linhas de personagens.
Escrito por Fabio Moon às 10h43 [ ]
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Personagens de uma vida nem sempre real, mas sempre lembrada.

Durante o processo de uma história em quadrinhos, você pensa sobre muitas coisas que acabam ficando de fora das páginas. Agora, por exemplo, com essa história de apenas 5 páginas para a revista Maquinação, eu fico pensando o que vai acontecer com as personagens depois da história. Eu sei que, provavelmente, não vai acontecer nada, talvez eu nunca mais as use, mas enquanto desenho fico pensando no que esse momento registrado na história significará para cada um dos envolvidos. Creio que o que realmente me intriga é como as pessoas que vão ler a história vão reagir e, fazendo isso, as relaciono com as personagens que desenho.
Quando você lê uma história, é como se parte de você vivesse o que você está lendo e, assim, quando a história acaba, as personagens da história sobrevivem nessa parte de você e o que acontece a partir daí depende de você.

O que eu mais gosto de desenhar é, sem dúvida, mulher. Acho que poucos temas são tão essencialmente ligados à linha quanto a figura feminina. Acho, por isso, que essa minha preferência pela linha me afasta do desenho mais tradicional dos super-heróis.
Do jeito que eu vejo, os super-heróis são feitos de formas. Músculos e mais músculos os definem. É de massa que os heróis precisam. As mulheres, entretanto, são diferentes. O fio do cabelo, a linha dos ombros, o lábio desenhado, os contornos e caminhos que o olhar traça ao percorrer o corpo feminino, tudo remete à linha.
Quando você desenha uma garota, você segue com os olhos o caminho que percorre com as mãos, um caminho que já percorreu com a mente. Esse caminho conta uma história, uma vida, a personalidade de alguém que, enquanto vejos, temos vontade de conhecer.
Tem gente que prefere desenhar os homens que destroem muralhas. Eu prefiro desenhar as garotas que destroem corações.
Escrito por Fabio Moon às 18h13 [ ]
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Pra quem não apareceu...
Quem não foi ao Bate-Papo UOL na sexta feira pode ver o arquivo completo aqui.
Escrito por Gabriel Bá às 14h46 [ ]
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A audiência do nosso papo.
Ontem o Bate Papo foi bem legal, com perguntas interessantes e pessoas novas interessadas no nosso trabalho. É sempre bom entrar em contato com novos leitores e interessados em virar artistas ou contadores de histórias.
365 pessoas passaram por lá, um número que o pessoal do UOL falou que é muito bom. Logo após o nosso bate papo foi a vez de uma gostosa que posou na TRIP. Quase 2000 pessoas assistiram ao papo com ela.
Escrito por Gabriel Bá às 11h22 [ ]
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Mesmo do escuro, falamos sem parar.

A tecnologia ajuda um pouco, mas atrapalha muito. Aqui estamos nós, trabalhando como sempre, mas com uma pequena diferença: sem internet.
Nesse momento de retrocesso tecnológico, o fato da casa que usamos como estúdio ser velha e suas linhas telefônicas serem gastas e frágeis torna impossível a conexão discada. O que fazer? Conectar em casa mesmo, fazendo o trajeto casa/estúdio algumas repetidas vezes durante o dia.
Agora só falta criarmos algo pra fazer que seja diretamente ligado com a internet.
Já sei!
Vamos fazer um bate-papo virtual no UOL, para falar do novo site, do novo livro e das novas histórias
Bate-Papo 10 Pãezinhos! novo site, novo livro, nova história!
a partir das 19;00 de hoje, no bate-papo UOL.
Apareçam.
Escrito por Fabio Moon às 09h09 [ ]
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Nosso trabalho aqui e lá, e quando ele começa a voltar pra casa.

Como alguns de vocês sabem (é difícil me acostumar com esse novo público tão grande e novo que acabou de nos conhecer), nossa história "Meu Coração, Não Sei Por Que", publicada aqui em 2000/01 pela Via Lettera, foi publicada este ano nos Estados Unidos pela editora AiT/Planet Lar sob o nome URSULA. Foi lançada em julho para a San Diego Comic Con e tudo que sabíamos até agora é que havíamos vendido uns 700 exemplares logo de entrada.
Hoje chegou aqui uma carta da editora prestando contas sobre o semestre e, qual não foi nosso espanto, a carta trazia um cheque dos lucros deste semestre. Agora sabemos que o livro vendeu um pouco mais de mil cópias, quanto foi gasto até agora e que já cobriu os custos. Claro que não é muito dinheiro, mas é um sinal de que vale a pena lutar pelos seus sonhos e ter a paciência de esperar que eles comecem a se realizar.
O importante é continuar fazendo novas histórias e, aos pouquinhos, espalhá-las por todos os cantos.
Escrito por Gabriel Bá às 18h13 [ ]
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Aparecer

"O que vai aparecer hoje?"
Essa deve ser sempre a pergunta para o artista, sejam você perguntando para mim, seja eu perguntando a vocês, seja o artista perguntando a si mesmo.
Todo dia, algo precisa aparecer.
Fazer histórias em quadrinhos trata muito de repetição. Assim como o cotidiano, quando se torna muito repetitivo, fazer quadrinhos pode ser monótono e chato. Se nada de novo aparecer no seu dia, parece que você não viveu, perdeu seu dia, seu tempo, sua vida. Encontrar o estímulo no cotidiano, se surpreender com o mundo lá fora, descobrir o diferente no ordinário, é um desafio que todos temos que enfrentar. E fazer histórias em quadrinhos trata justamente de vencer esse desafio.
Quando você pensa na história, essa explosão de criatividade é tamanha que te alimenta por dias. Dessa nova energia, você começa a desenhar, refazendo com as mãos o caminho que já fez com a mente. Primeiro, pode ser que faça um rascunho, esboço, para ver se a ação funciona e para determinar o ritmo de cada página. Aí, passa tudo novamente pelo desenho mais rebuscado da página final, usando lápis, lapiseira ou algo assim. Depois disso, é preciso voltar às páginas desenhadas para finalizá-las com nanquim, seja usando caneta, pincel, ou pena. De certa forma, você desenha novamente a mesma página, adicionando agora o volume do traço, determinando relações claras de figura e fundo, luz e sombra e de claro e escuro.
Seu roteiro, a faísca inicial, volta uma vez mais quando você estiver fazendo as letras na história, separando os diálogos em balões, recordatórios e outros efeitos gráficos do mundo dos quadrinhos. Provavelmente, você mesmo vai revisar o seu texto antes da impressão, significando uma outra leitura do seu material.
Falta alguma coisa? Talvez, depende da verba. Se ela existir, você ainda vai revisitar suas páginas para adicionar a cor, cor essa que, assim como a arte-final, serve para realçar a figura e fundo, sombra e luz, claro e escuro e ajuda a passar a atmosfera e clima da história.
Sendo assim, você vai e volta na mesma página, no mesmo quadrinho, várias vezes antes de terminar a sua história. Como tornar cada retorno um novo passo, uma nova descoberta, um novo aprendizado? Talvez, e aí fica a critério de cada um, o segredo esteja em pensar o que você mais gosta de cada etapa do trabalho e tentar sempre garantir que seu trabalho ofereça (a você mesmo) essas qualidades. Se você ficar satisfeito ao término de uma parte do trabalho, terá mais energia para a próxima.
Todo dia, algo precisar aparecer.

Escrito por Fabio Moon às 19h11 [ ]
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Aviso aos navegantes de primeira viagem.
Como qualquer boa História, você precisa estabelecer o seu cenário, seus personagens e o motivo que os leva a fazerem o que fazem. Este site não podia ser diferente.
Nós fazemos Histórias em Quadrinhos e acreditamos que o mais importante de tudo é ter uma boa história pra contar, muito mais do que desenhos bonitos. Por esse motivo que este blog existe, para passar idéias sem que os desenhos entrem no meio e atrapalhem. Assim como uma boa HQ, os desenhos têm que ajudar o texto a conta a história.
Mas os desenhos são o que diferencia a História em Quadrinhos de outras formas de literatura. Por isso não podiam faltar vários tipos de desenhos neste site, desde simples ilustrações, até charges com opiniões sobre o mundo, tiras que tentam ser engraçadas no nosso universo de histórias sérias, capas e até rascunhos. Aliás, rascunhos podem contar mais sobre uma história do que um desenho final ou algumas palavras.
Vocês tem muitas coisas pra explorar no site (2 minutos da sua vida não vão te matar) e nós temos muito trabalho a fazer. Aqui é tudo muito simples, bem preto no branco. As melhores histórias não são as mais difíceis de entender, mas aquelas que fazem todo sentido do mundo.
Amanhã é o grande dia, o início de uma nova história.
Escrito por Gabriel Bá às 18h36 [ ]
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Comece pequeno.

Quando uma idéia surge na sua cabeça, é ótimo ter tempo, um papel e uma caneta na sua mão pra deixá-la fluir e ver até onde ela pode ir. Algumas vezes, às dez horas da noite, você pode escolher entre dormir, sair de casa, ou sentar no sofá e seguir as suas idéias. Se você tem uma história pra fazer, um trabalho pra entregar, é melhor sentar no sofá.
Pensar em qualquer história tem seu momento fácil e outro difícil. Fácil é o fato de você poder contar a história que você quiser, sobre qualquer coisa. O difícil é que você pode contar sua história sobre qualquer coisa. Então, o que escolher? Se você tiver a mínima noção do que você quer contar ou pra quem você vai contar sua história, o seu caminho pode ficar um pouco mais claro, mas ainda assim sua opções continuam beirando o infinito. É hora de escolher, decidir o que você vai contar e o que você não vai contar, deixar para outro dia, outra oportunidade, outra história.
Você não precisa contar mega sagas de 500 páginas sempre. É difícil contar uma boa história de 5 páginas, mas é um bom jeito de começar a praticar para sua saga. Você precisa contar muitas historinhas antes de escrever sua grande obra prima. É sempre melhor escrever pequenos lixos do que passar anos escrevendo seu grande e enorme lixo.
Pegue um papel e uma caneta e deixe suas idéias correrem. Comece pequeno. Tudo na vida começa assim.

Escrito por Gabriel Bá às 17h19 [ ]
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só fazendo piada hoje.

Escrito por Gabriel Bá às 18h14 [ ]
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Um novo começo.
Mais um mês começa e, com ele, uma nova fase para todos os amantes do Quadrinho nacional, sempre tímido, mas sempre bravo e insistente.
O nosso querido e premiado blog mudou de endereço, ganhou seu lugar ao sol. Agora esperamos que, com ele, possamos trazer ao conhecimento de um público mais amplo mais desse imenso e maravilhoso universo das Histórias em Quadrinhos, seus meandros, personagens e, principalmente, dificuldades.
As pessoas estão acostumadas com o humor nos Quadrinhos, mas não é só de piadas que se faz uma boa história. As pessoas estão acostumadas com tiras no jornal, mas uma boa história séria pode ter muito mais do que 3 ou 4 quadros. Isso é o que as pessoas conhecem e confiam. Mas Histórias em Quadrinhos não são só isso.
Quando crianças, estávamos acostumados a ter 10 Pãezinhos na mesa do café da manhã. Era o costume, o conforto, a certeza. Todos os dias podíamos contar com aquilo e, assim, gravou-se na nossa memória para toda nossa vida ainda por vir.
Esse é o espírito de nossas histórias. Queremos histórias para lembrar, lugares para conhecer, personagens para se apaixonar. Queremos que os nossos 10 Pãezinhos também permaneçam com os leitores e os acompanhem por toda suas vidas que ainda estão por vir.
Escrito por Gabriel Bá às 15h52 [ ]
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