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Histórico

Dia do Quadrinho Nacional


cena de "Smoke and Guns", uma das novas histórias.

"As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte", de Angelo Agostini, começou a ser publicado em 30 de Janeiro de 1869 e é considerada a primeira história em quadrinhos, em sequência e com um personagem fixo publicada no Brasil. Por essa razão, essa foi a data escolhida para celebrar o Dia do Quadrinho Nacional.

Hoje, mais do que em qualquer outro dia, o quadrinhista deve sentir orgulho da profissão. Deve, também, sentir orgulho de ser brasileiro, de viver em um país que inventou o samba, que tem o futebol-arte, onde nasceu a Gisele Bündchen e onde a sua primeira História em Quadrinhos foi produzida antes do Yellow Kid (nome do personagem criado por Richard Felton Outcault que é reconhecido como a primeira história em quadrinhos, mas que foi publicado somente em 1894).

Amanhã, voltarei a todos os trabalhos que se acumulam aqui na padaria. Farei mais cenários para o desenho animado em que estamos envolvidos, farei alguns storyboards, farei contas e provavelmente irei ao banco pagar contas. Mas só amanhã.

Hoje, farei Quadrinhos.

Escrito por Fabio Moon às 18h29
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O segredo da moda... e a verdade também.


Vestido de bolinhas por Raya de Goye.

Não vou dizer que eu não acho algumas modelos lindas, algumas são, mas a maioria é muito sem graça. Elas são muito jovens, muito magras e, se você encontra no meio da rua, nem olha. Para mim, o grande charme dos desfiles está mesmo nas roupas. Tá bom, as modelos ficam charmosas com as roupas glamurosas e cheias de brilho (desfile de modelos peladas ia parecer um campo de concentração), mas o que interessa, o que sobrevive mesmo ao caos de uma semana de moda, são as roupas.

Para um quadrinhista, prestar atenção às roupas é como prestar atenção ao cenário. Você localiza sua história e seus personagens quando você desenha um cenário que realmente passe a impressão de que aquele lugar existe. Da mesma forma, as roupas podem nos transportar para outras épocas, outras culturas, outras situações. Uma roupa bem desenhada acrescenta ao personagem um gosto por se vestir, por querer parecer bonito, uma escolha em querer ser mais humano do que os seus simples traços no papel. Seu personagem pode até ser um jacaré, mas ele se veste tão bem que você nem repara.

Você precisa se preocupar com o mundo da moda para ser um bom desenhista, para criar personagens legais com quem as pessoas se identifiquem? Não, não precisa. Faz a diferença? Faz.

Escrito por Fabio Moon às 12h49
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Histórias em Quadrinhos estão na Moda!

Morar em uma cidade como São Paulo pode ser desgastante, cansativo, até infernal. Muito trânsito, muita poluição, muita gente. Muita gente diferente. E é aí que São Paulo se torna uma das melhores cidades do mundo pra se viver. Você encontra todos tipos de pessoas, lugares totalmente diferentes, tudo convivendo caóticamente junto.

Esta semana a cidade abriga o universo paralelo da moda e por causa disso, do nada, milhares de pessoas ligadas à moda surgem na cidade. Claro que estas pessoas existem o ano inteiro (será?), mas nessa semana estão todas num só lugar: no São Paulo Fashion Week, evento que está acontecendo no prédio da Bienal no parque do Ibirapuera. São estilistas, jornalistas, maquiadores, curiosos, fotógrafos e, finalmente, modelos. Claro que o mais importante de tudo são as roupas, mas como elas não andam sozinhas ou flutuam, é preciso olhara para aquelas magrelas maravilhosas que desfilam de lá pra cá pelo prédio.




Todo desenhista precisa de modelos e qualquer detalhe que você coloque a mais no figurino dos seus personagens pode trazê-lo à vida. Nós estamos sempre observando o mundo, as pessoas desfilando na rua, nos bares, as roupas e os detalhes da vida. É preciso saber o que está acontecendo no mundo pra criar sua nova "coleção", pra escrever sua nova história. Escolher a roupa certa pro seu personagem é metade do caminho andado quando se está pensando na sua atitude e personalidade. É o uniforme do seu super-herói e ele tem que funcionar.

Por vários caminhos diferentes, o universo da moda entrou na vida dos 10 Pãezinhos. Em 1997, ano que o fanzine nasceu, eu trabalhava diagramando a revista da PAPARAZZI, quase somente com fotografias, e eu e meu chefe fizemos um catálogo para a M. Officer. O Fábio eu eu trabalhamos na Bienal de Artes de São Paulo, então já passamos muitos dias e noites naquele prédio enorme e cheio de curvas. Minha irmã (sim, temos uma irmã, nossa modelo, musa e delicadeza do nosso mundo bronco) já trabalhou com produção de moda e com assessorias de imprensa no próprio SPFW. Em 2001 fizemos uma HQ de duas páginas pra revista da MTV, sobre a vinda da Gisele Bündchen naquele ano. Temos amigos que hoje são jornalistas e fotógrafos e estão todos enolouquecidos trabalhando no evento. Até o Budismo me levou a um desfile este ano, pra ver a Gisele. Além disso, precisamos de roupas pra vestir e enorme é o prazer de montar um belo figurino para sair na rua como mais um personagem de uma história em Quadrinhos.

O Fábio fez uma história chamada Fora de Moda, tratando deste universo de desfiles, modelos, pessoas maravilhadas e as surpresas que a passarela e a vida nos reservam e ela faz parte do nosso último livro, CRÍTICA.

Pra comemorar o aniversário de São Paulo, este feriado onde todos fogem da cidade ao invés de aproveitar a calmaria agradável que toma conta dela, e em decorrência dessa semana de moda na cidade, vamos disponibilizar esta história em PDF para que as pessoas possam vê-la e dar a sua opinião.

Pra baixar a história, clique na imagem abaixo (talvez precisem clicar com o botão da direita e escolher "salvar arquivo").



Escrito por Gabriel Bá às 20h13
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A campanha continua!




A data de entrega das cédulas de votação do prêmio Angelo Agostini não é mais dia 20 de janeiro (ontem). Foi prorrogada (ou nós que vimos errado mesmo) para dia 10 de Fevereiro.

Ainda dá tempo de votar nos 10 Pãezinhos!



Clique aqui, baixe sua cédula, imprima e vote na gente. Estamos concorrendo nas categorias de melhor desenhista de 2004 (pode escolhar um dos dois, agente não fica bravo), melhor roteirista de 2004 (essa, claro, se vocês gostaram das história do nosso novo livro, 10 Pãezinhos: CRÍTICA) e melhor lançamento de 2004 (esse ano, lançamos a revista independente ROCK'n'ROLL e o novo livro, 10 Pãezinhos: CRÍTICA).

Não vote nos 10 Pãezinhos como melhor fanzine, não fazemos mais fanzines desde 2000.

Vote no nosso amigo Gustavo Duarte como melhor cartunista, que ele merece.

É isso aí, não tenha preguiça de ir ao correio mandar o seu voto. Mande seu voto para o seguinte endereço:

AQC-ESP/Worney Almeida de Souza
Caixa Postal 675
São Paulo/SP
CEP 01059-970

Saiba mais sobre o prêmio nessa matéria do Universo HQ.

Escrito por Gabriel Bá às 16h07
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Primeiros encontros.



Nem tudo na vida pode acontecer no tempo que a gente quer. Esse é o grande lance do mundo compartilhado: você dá o seu melhor, mas depende de todo mundo para que continue bom, ou apenas para que continue. Um telefone sem fio da vida.

Eu adoro chegar no horário combinado, mas vivo chegando atrasado. Quando chego cedo, é cedo demais, ou são eles (ou elas) que ainda estão presos no trânsito do cotidiano.

Se você quer fazer História em Quadrinhos, enfrenta esse problema. Primeiro, você quase que já nasce querendo sair desenhando seu gibi. Já se acha um talento não reconhecido afoito por desenhar seu super-herói predileto. Nunca fez uma história na vida, nunca terminou uma página, mas já quer ser o desenhista do Batman.

Depois (muito depois, viu? Vá desenhar e volta daqui a alguns anos), você tem o nível de trabalho, tem a cultura necessária, tem a atitude e tem até o material pronto, e aí você precisa esperar o mercado. Alguém para publicar sua história, alguém para mostrar, alguém para precisar de você no momento em que você está passando na frente dele.

Você tem, até certo ponto, como fazer acontecer. Pode correr atrás, pode desenhar sempre, pode fazer seu fanzine sozinho e pode sair vendendo. Pode mandar desenhos e histórias para os editores, pode se juntar a outros como você - sim, você é estranho, mas não é único. Enfim, não durma no ponto, esteja pronto para o que der e vier. O resto a gente nunca sabe.

Felizes são os escoteiros, que estão sempre alertas.

Escrito por Fabio Moon às 16h49
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O OLHAR DE FORA.



O que mais enriquece o homem é o convívio com os outros (com as outras, diria o Bá). Somos, na essência, a soma de nossas experiências, somos o mundo em que vivemos e, assim, somos necessariamente ligados ao nosso mundo para sermos nós mesmos. Toda essa bobagem inicial vem para dizer o quão importante é a relação entre a história em quadrinhos e o leitor.

Somente na mão do leitor a História em Quadrinhos está pronta, e somente nos olhos do leitor ela funciona ou não. A resposta do público, a opinião das outras pessoas, é o resultado do trabalho terminado, a avaliação de quanto a história os atinge, os afeta e os move.

Movimento é essencial. Não adianta fazer nada e continuar no mesmo lugar. Assim, não adianta ter aquela grande idéia que ficará sempre na sua cabeça, não adianta desenhar uma história, ou mesmo escrever um conto, e não mostrar para ninguém, não adianta achar que você é artista sozinho. Em primeiro lugar, tudo o que você cria é resultado do que te afeta e te interessa no mundo, então é ao mundo que você deve direcionar sua criação. Só assim o ciclo continua, o trabalho vai e a resposta ao seu trabalho vem. Cada resposta trará novas perguntas e você sairá contando novas histórias em busca das respostas.

Fazer Histórias em Quadrinhos é contar histórias e você precisa encontrar seu público.

Criá-lo, se for necessário.

Escrito por Fabio Moon às 10h16
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Desafios.



Ontem, fiz essa ilustração para a Revista AOL sobre a tragédia de um casal de brasileiros no Aconcágua. Foi um trabalho de urgência, feito rápido, na adrenalina do momento. Não trabalhando em nenhum jornal diário, nunca achei que essa adrenalina diária me atingiria, mas ela veio ontem e o medo que eu nutria, de não conseguir pensar numa ilustração na hora, mandar o rascunho e terminar, colorir e tudo mais, tudo em duas horas, esse medo passou quando a imagem do casal na montanha apareceu na minha cabeça.

Às vezes, você se vê frente a alguns desafios. Algumas pessoas, como as da matéria, preenchem suas vidas na busca de desafios. Quanto maior, melhor. Eu não fujo de desafios e foi muito bom fazer um trabalho, logo no começo do ano, e sair com a sensação de que ao menos esse desafio foi vencido.


A idéia, o rascunho inicial, e a versão final ao lado, ainda em preto e branco.

Escrito por Fabio Moon às 16h44
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Lançamento do FRONT 15.

Neste sábado, dia 15 de Janeiro, das 13 às 17h, acontece o lançamento do Front #15 (96 páginas), na ABRA Santa Cruz (Rua Domingos de Morais, 2267 - próximo ao Metrô Santa Cruz - São Paulo/SP). O FRONT é um dos projetos que mais incentivou os Quadrinhos Nacionais nestes últimos anos, com sua lista de discussão na internet, onde vários autores podem discutir suas idéias, roteiros e desenhos, sendo um espaço para mostrar o lado mais adulto e reflexivo dos Quadrinhos.

Vale a pena aparecer e conferir os trabalhos, conhecer pessoas e comprar as edições anteriores. O álbum será vendido no lançamento com 50% de desconto, de R$28,00 por R$ 14,00.


Escrito por Gabriel Bá às 12h19
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Vote nos 10 Pãezinhos!



Existem dois grandes prêmios de Quadrinhos no Brasil, o HQ Mix e o Angelo Agostini. Este último é uma homenagem ao pioneiro dos Quadrinhos, Italiano radicado no Brasil que fez uma das primeiras Histórias em Quadrinhos do mundo, dependendo somente de quem conta a história. De qualquer forma, ele é importante mesmo e recentemente foi publicado "As Aventuras de Nhô Quim & Zé Caipora", com seu trabalho.

Muito bem, agora chegou a hora da propaganda.

Votem nos 10 Pãezinhos para o Troféu Angelo Agostini!



Podem participar todo quadrinhista (profissional ou amador), estudioso, colecionador ou aficionado pelo quadrinho nacional. Baixe a cédula aqui, imprima, preencha e depois mande pelo correio, até o dia 20 de Janeiro, para:
AQC-ESP/Worney Almeida de Souza
Caixa Postal 675 - São Paulo/SP - CEP 01059-970


As categorias são:
Melhor Desenhista;
Melhor Roteirista;
Melhor Lançamento;
Melhor Fanzine;
Prêmio Jayme Cortez;
Melhor Cartunista;
Mestres do Quadrinho Nacional.

Estamos concorrendo nas categorias melhor desenhista, melhor roteirista e melhor lançamento. Pra desenhista e roteirista, vocês podem votar em 2 nomes, escolhendo um primeiro e um segundo lugar. No melhor lançamento, onde entram todas as publicações com produção de artistas nacionais que tiveram seu número #1, exemplar especial ou número único lançado em 2004 para o mercado brasileiro, vocês podem votar tanto na revista "ROCK'N'ROLL" quanto no álbum "10 Pãezinhos: CRÍTICA", pois ambos foram lançados em 2004.

Lembrando sempre que não é obrigatório votar em todos os itens, mas tente lembrar as coisas legais que você leu o ano passado.

Leia mais sobre o prêmio e como votar em cada categoria nesta matéria do Universo HQ.

Escrito por Gabriel Bá às 15h42
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Se liga!



Nem sempre as coisas acontecem do jeito que a gente quer. O jeito é se adaptar, mudar de ritmo conforme a batida, não perder o rebolado e, principalmente, a classe.

Mas não vamos exagerar, né?

Às vezes, acho que vivemos no mundo do exagero. Queremos muito e queremos rápido. Chegamos rápido a lugares interessantes e, sem parar para entrar no clima, queremos que o lugar se adeque ao nosso ritmo. Do mesmo modo, vamos embora num piscar de olhos, sem levar lembranças, sem conhecer ninguém, sem fazer a diferença.

Para se fazer tira, é preciso brincar com o exagero, pois a situação "normal" que dá origem à tira pode causar uma reação maior do que se vê a princípio, então o artista da tira precisa aumentar o fato visual para passar o que se passa dentro dos personagens.

Nem toda tira pode ser sutil, mas até aí nem todo mundo entende sutileza.

Escrito por Fabio Moon às 11h40
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Só acaba quando termina.

Muitas vezes, quando uma história começa, você imagina um final para aquele começo e, a medida que sua história vai te dando mais dados, mais elementos, você vai modulando seu final, criando outros, imaginado o desenrolar daquela aventura na sua cabeça, esperando ansiosamente para que uma das suas alternativas se concretize no final.

O que acontece quando uma história não acaba do jeito que você queria? O que você sente quando a história que você tinha imaginado não acontece, o fim que você tinha na sua cabeça nunca chega e, ao invés disso, vem outro totalmente inesperado e, principalmente, indesejado. Às vezes finais diferentes são bons, às vezes somos surpreendidos pelos caminhos que as histórias tomam e os destinos que elas nos levam, mas algumas outras esse novo final acaba com a gente, acaba com a história.

No ano passado eu comecei uma longa história sobre a vida, seus problemas e defeitos que a tornam tão única e maravilhosa de ser vivida. É uma história triste, amarga, mas com alguma esperança e que, no final, bem lá no fundo, deixa uma mensagem feliz. Assim eu espero, pois ainda não cheguei ao final dela. Mas na minha cabeça ela termina bem e eu farei de tudo para que ela chegue até seu final.

Outra história que eu comecei o ano passado não terminou como eu queria, como eu imaginava que ela terminaria. Aliás, não esperava que ela terminasse ainda, mas não foi o que aconteceu. Às vezes, quando você imagina muito uma história que acaba de começar, sem antes esperar o que ela vai lhe mostrando e pra onde ela pode te levar, você não está realmente preparado pra vivê-la do jeito que ela se apresenta. É preciso saber dosar o seu olhar entre o que está acontecendo e o que você quer que aconteça.

Estamos pensando em outra nova história, mas ainda não sabemos bem o que acontece, nem como termina, mas queremos que ela termine bem. Mas nunca se sabe o fim que ela nos reserva. Só nos resta aguardar.


História feita para a revista Pista deste mês (número 11, com uma entrevista conosco). Procure a revista nas baladas de São Paulo, onde ela é distribuída (grátis). A história acabou não entrando na edição final, mas aqui está.

Escrito por Gabriel Bá às 11h46
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Ano novo, novas histórias.

2004 foi um ótimo ano para nós, pois muita coisa aconteceu. Um ano que fez parecer que nós realmente estamos andando para frente e levando nosso sonho de fazer Quadrinhos a sério e que é possível contar histórias para as pessoas. Para isso, contudo, é preciso ter novas histórias para contar.

Se o ano passado foi muito bom, devemos isso à nossa empreitada independente de ROCK'N'ROLL, nosso prêmio de melhor blog no HQ Mix, nosso novo site e ao nosso novo álbum, Crítica. Talvez pareça muito, talvez não pareça nada, mas a gente sempre fica com aquela sensção que dava pra ter feito mais.

Temos muitos projetos pra 2005. Até pra além deste ano, pois muitos deles só existem como vontade de contar uma história, ainda nos rascunhos e idéias, mas que sabemos com base no nosso rítmo e na dificuldade e complexidade de tais projetos o quanto nós demoraremos com sua produção.

Coisas pra se esperar pra este grande ano que acabou de começar:

- ROLANDO, escrito por Shane Amaya, arte de Fábio Moon e Gabriel Bá, cores de Steve Oliff e Kirk Mobert. Nosso primeiro trabalho profissinal de Quadrinhos finalmente será publicado em português, um épico medieval emocionante, como raramente se viu antes. Um dos nossos trabalhos que eu mais gosto, mesmo sendo tão antigo (produzido de 1996 até 1999);

- Smoke and Guns, um projeto que o Fábio está desenhando para o exterior. Uma grande aventura cheia de armas, cigarros e mulheres gostosas;

- The Cold Season, outra história que o Fábio está desenhando pro exterior.

- Mais uma revista independente em parceiria com o Bruno e o Franco;

- Participação no próximo livro da Terra Major, somente com histórias de faroeste.

Além disso, temos novos projetos e histórias começando e terminando. Queríamos muito publicar um álbum novo este ano, além do ROLANDO, mas acho difícil. Querer fazer um pouco de tudo faz parecer que não estamos fazendo nada, mas ao final do processo todo, ninguém acredita como conseguimos produzir todas aquelas histórias. As pessoas acreditam que fazemos um álbum por ano e que ganhamos prêmios todos os anos. Nada disso é verdade, mas é o que eles acreditam.

Eu acredito que dá pra fazer um álbum novo por ano e que, somente por este motivo, já se merece um prêmio.

Escrito por Gabriel Bá às 13h33
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A graça das mulheres - a primeira do ano.



Estamos sempre correndo atrás do prejuízo, atrasados numa vida sem horários, buscando fazer mais, fazer mais rápido e, o que é mais difícil, fazer bem-feito.

Depois de feito, o que quer que seja, está lá e nada mais muda. Alguém pode ver amanhã ou daqui a anos, e lá estará, o que quer que você tenha feito, igual. Para essas pessoas, não importa se você fez rápido ou em grandes quantidades. Só importa se você fez bem-feito.

Faça o que quiser, mas faça bem-feito.

Escrito por Fabio Moon às 11h51
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Morre Will Eisner.



E se você não sabe quem foi Will Eisner, clique aqui, descubra e depois vá atrás de todos as suas histórias.

Escrito por Gabriel Bá às 14h13
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