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Rápidas.

Estamos desenhando muito, o que é bom. Nos tira, por um certo tempo, da frente do computador, o que também é bom. Nada podia ser perfeito, então acabamos nos comunicando menos com os leitores. Mas algumas mensagens podem ser passadas:

1- Domingo, procurem algumas ilustrações minhas na Folha de São Paulo. desenhei alguns ratos do cotidiano, então vocês já sabem onde procurar.

2- O FIQ está chegando, nós confirmamos a nossa presença, de 7 a 9 de Outubro, lá em Belo Horizonte. Aos indecisos, aos ocupados demais para terminarem aquele fanzine que estavam preparando, aos desestimulados por não terem interesse pelas palestras anunciadas, fica a dica: uma das melhores oportunidades do FIQ é, sem dúvida, a visita às exposições que eles fazem. Conheça novos artistas, veja desenhos no original, descubra o processo de trabalho de uma página em quadrinhos, e saia do evento sabendo mais do que quando entrou.

3- Semana que vem, alguns textos sobre o processo de criação de páginas de super-heróis escritos pelo artista menos super-herói do mundo: eu.

Escrito por Fabio Moon às 16h47
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Primavera.



Estamos sendo enganados.

Nos disseram que a primavera começou, que as flores desabrocharam, que as mulheres sairam às ruas perfumando o dia.

Mentira.

Estamos no mais puro inverno, onde até as mulheres perfumadas sentem frio e ficam em casa.

Escrito por Fabio Moon às 17h46
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Para terminar.

Encontrei na internet.
Traduz momentos pelos quais todos passamos.
Traduz nossos sentimentos de que, às vezes, não fazemos o suficiente, não damos o nosso melhor, não contribuimos para nada.
Me fez rir.
Espero que vocês gostem.



Escrito por Gabriel Bá às 09h16
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A busca pelo artista.

Só depende de você.
Você é, quer queira ou não, o responsável pelos seus sucessos, pelos seus fracassos, pela sua vida.
Se você não faz, as pessoas não farão por você.
Se você não é, as pessoas não serão por você.
Só depende de você.










Escrito por Fabio Moon às 09h48
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Prática 6



É importante para toda história ter um fim. Mesmo que ela não acabe, precisa do fim. Toda história já começa com fim, não um, mas vários, um na cabeça de cada leitor que começa a ler já pensando como vai terminar. Todo mundo gosta de se imaginar capaz de descobrir o fim de uma história. A vitória pessoal se você acerta pode ser até melhor que a surpresa satisfatória de ter errado e do fim ser melhor que o que você imaginou.

Escrito por Fabio Moon às 17h26
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Prática 5



E as histórias continuam. Mesmo que os personagens mudem, mesmo que elas acabem, elas sempre continuam.

Quando as lemos novamente, elas continuam.

Quando nos lembramos delas, elas até continuam com algumas mudanças, pois a história que lembramos nunca é completamente igual à que lemos.

Quando as contamos para outras pessoas, pois temos nossas próprias palavras para contar até as histórias que não escrevemos, não criamos, não vivemos.

Escrito por Fabio Moon às 10h46
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Plano Malígno pra Dominar o Mundo.

Muito do nosso tempo é gasto planejando. Claro que isso pode ser encarado como vagabundagem ou preguiça, mas o fato é que nós gastamos muitos neurônios pensando na melhor forma de fazer tal história, melhor hora de lançar tal revista, melhor jeito de dizer tal coisa e por aí vai. A medida que o tempo passa, nos vemos obrigados a planejar várias coisas ao mesmo tempo, mesmo que nenhuma delas venha a acontecer este ano.

Só pra exemplificar, vou colocar aqui alguns dos nossos projetos, somente de Quadrinhos, que vão nos ocupar até o ano que vem.



Todo mundo sabe que a gente fez as HQs do CRíTICA no decorrer de 3 anos e esperamos o meomento certo de lançar o livro. Estas mesmas histórias, juntamente com o É Tarde pra Café estão também esperando sua vez de conhecer o mercado americano. Este ano nós fechamos o contrato pra lançar o ano que vem uma antologia com nossas histórias pela Dark Horse, chamada De-Tales, ou algo assim. No entanto, pra completar o livro, estamos fazendo duas histórias curtas inéditas, pra completar o conjunto de mensagens que queremos passar e assuntos a cobrir. Temos que terminar essas duas histórias esta semana pra mandar pra Diana, nossa editora, revisar tudo e começar a trabalhar no livro. Temos até dezembro pra fechar a capa e o projeto gráfico do livro. O livro deve sair em Junho de 2006.

No final de Maio, o Eric Stephenson entrou em contato conosco pra publicar o ROCK'N'ROLL pela IMAGE. Isso acontecerá em Novembro. Juntamente com essa proposta, ele perguntou se interessava trabalhar num projeto de série mensal inédtio escrito pelo Matt Fraction. Durante a Comic Con deste ano, conversamos com ele e eu decidi desenhar a série dele, chamada CASANOVA. Ele não tem nenhuma edição totalmente escrita ainda, mas sabe tudo que vai acontecer. Eu não desenhei nada ainda, somente um teaser ad (uma propaganda pra atiçar a curiosidade) que diz que a série será lançada na primavera de 2006.



Desde que lançamos o CRÍTICA, todo mundo quer saber qual o próximo projeto dos 10 Pãezinhos. Inclusive a gente. Durante muito tempo, o Fábio e eu achávamos que seria o PLOFT, uma história que eu escrevi e nós até começamos a desenhar... em janeiro de 2004. Depois de muito tempo passado e poucas páginas desenhadas (o projeto está parado desde maio de 2004 quando começamos o ROCK'N'ROLL), decidimos usar esta história de outra maneira, em outro projeto. Agora a próxima história longa vai começar do zero. Aliás, já começou.

Já estamos pensando numa nova história, mas sabemos que não dá pra lançar um livro novo este ano. É importante saber o que precisa ser feito e fazê-lo, não importa o tempo que isso demore. Já lançamos o ROLANDO este ano e ainda vamos lançar o BANG BANG em Outubro. Já é muita coisa pra se preocupar e divulgar.



Não podemos parar nunca, descansar, relaxar. Existem muitos relaxados por aí. Nós não somos a dupla mais produtiva do mundo, temos muito caminho a percorrer. Se planejarmos direito, não importa quanto tempo possa demorar, podemos chegar em qualquer lugar.

Escrito por Gabriel Bá às 09h42
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Prática 4 - todos os caminhos levam ao céu.



Hoje, começamos um experimento. Na verdade, comecei. O Bá começa o dele amanhã.

Estamos dando um curso de História em Quadrinhos no CEU (Centro Educacional Unificado), de duração de cinco semanas. Nos dividindo, conseguimos dar o mesmo curso em duas unidades (eu dou a aula de segunda na unidade Aricanduva e o Bá, a de terça na unidade Rosa da China), atingindo mais crianças e ensinando mais gente.

Ao menos, essa é a idéia. Basta saber, ao final das cinco semanas, quais serão nossas vitórias e quais serão nossas derrotas.

Escrito por Fabio Moon às 16h42
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Prática 3

Quando eu era garoto, lia todos os gibis da banca. TODOS. Adorava todas as histórias, tinha mil idéias, queria contar todos os tipos de histórias. A cada semana, começava umas três histórias diferentes.

No mesmo período que lia cinco gibis, conseguia desenhar UMA página. Aí, ficava pensando:

"Vou desenhar a outra página do meu épico de 300 páginas, ou vou ler mais uns cinco gibis?"

Quando eu era moleque, não teminei nehuma dessas histórias que comecei, porque o tempo do fã é muito diferente do tempo do profissional.

O fã dedica aos quadrinhos uma sentada.

O profissional deidca aos quadrinhos uma vida inteira.



Escrito por Fabio Moon às 14h43
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Pra além da tempestade.



Quando chove, nada funciona direito. A gente não enxerga tão bem através da chuva densa, nem escuta direito com o barulho intenso da tempestade. O céu escurece e o dia parece deixar de ser dia. Você perde a noção do tempo e só consegue pensar na chuva.

Este desenho, por exemplo, não vai muito além de um bando de riscos, sem ter tido o desejado efeito de chuva.

Muitas vezes, fazer uma história em Quadrinhos é como um dia de chuva. Você sabe o que quer contar, sabe o que quer desenhar, mas não consegue fazer direito, porque a chuva é forte demais pra você. Sua página não sai do mesmo ponto e, quando sai, não fica do jeito que você queria, obrigando você a apagar tudo e começar novamente. Sim, a chuva apaga suas pegadas por onde passa e o mesmo caminho nunca é realmente o mesmo.

Estamos todos na chuva e precisamos enfrentar o temporal. Existem milhares de outras profissões mais secas, mais seguras, pra pessoas feitas de açúcar. Quem tem medo de se molhar que fique em casa fazendo outra coisa. Sempre choveu e sempre choverá e isso não vai me parar. Eu sei que um banho quente me espera pra além da tempestade.

Escrito por Gabriel Bá às 14h24
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Por que a gente fica roxo quando apanha?



Ilustrador, vira e mexe, bate a cara na parede.

É a vida.

Quase sempre, quando o pessoal da Recreio recusa um desenho para as curiosidades, é justamente o desenho que a gente mais gosta que acaba recusado. Acabei cansando de ver essas idéias desaparecerem no papel para darem espaço para a outra versão da mesma ilustração, então tenho, de uns tempos para cá, terminado esses desenhos, usando um estilo um pouco diferente do que usamos na revista.

Talvez alguém se lembre dos macaquinhos que coloquei por aqui. Eles estão aqui para quem quiser dar uma olhada.



Escrito por Fabio Moon às 16h18
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Prática 2

Ninguém nasce sabendo. Todo mundo precisa aprender. Seja o que for, você só sabe se aprender, mesmo que tenha de aprender sozinho. Até quando você nasce, o médico te dá um tapinha para você chorar e aprender a respirar.



Escrito por Fabio Moon às 15h30
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Prática.

Para começar:


Escrito por Fabio Moon às 12h29
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A nova onda.



Enquanto eu mergulho de cabeça nas ilustrações de todos os meses, sobre os mais variados temas, fico pensando em novas histórias es quadrinhos. Quando posso, ou quando pedem, tento encaixar os quadrinhos nesses trabalhos outros.

Nem sempre dá certo, nem sempre fica bom.

Às vezes, prefiro deixar os quadrinhos somente para as histórias, pois o grande trunfo da imagem em quadrinhos é passar o que não está lá, o que não é óbvio, o que não é somente o que parece ser. E a maioria esmagadora das ilustrações para revistas quer mostrar o que está lá.

Sempre digo que os quadrinhos usam as imagens do mesmo modo que a poesia usa as palavras. Não faz sentido, então, escrever uma matéria em poesia, do mesmo modo que muitas matérias não podem ser "ilustradas" em quadrinhos. É como pensar que quadrinhos são apenas desenhos, ou que poesia é apenas rima.

A vida continua.

Hoje, lá vamos nós mais uma vez para a livraria Lima Barreto, falar desta vez sobre o Rolando. Falaremos de tudo, na verdade, mas o Rolando é a pauta do dia. Bom, da noite.

Para quem é cadastrado do Globo online (é de graça esse cadastro, viu?), cliquem aqui para algumas perguntinhas que eu repondi sobre o Rolando e sobre o evento de hoje. Fala também dos nossos próximos projetos aqui e no exterior.

Escrito por Fabio Moon às 17h30
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