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BANG BANG na Ilustrada

Hoje saiu uma breve resenha sobre o BANG BANG na Ilustrada, logo acima das tiras. O texto segue abaixo.

Coletânea da Devir com dez histórias reúne nova geração de quadrinistas em torno da temática do faroeste.

Brasileiros visitam o oeste em "Bang Bang".


MARCO AURÉLIO CANÔNICO
DA REPORTAGEM LOCAL

Índios, pistoleiros, donzelas, desertos, saloons... toda a simbologia típica do Velho Oeste norte-americano está retratada em "Bang Bang", coletânea com dez histórias em quadrinhos que a Devir está lançando no Brasil, após ter sido lançada nos EUA pela editora Terra Major.
Mas quem está acostumado a HQs de faroeste como "Tex" e "Ken Parker" vai se surpreender com o material de "Bang Bang": a coletânea reúne vários expoentes da nova geração de quadrinhos brasileiros e uma trinca de americanos que levam a mitologia do Oeste e seus personagens arquetípicos para novos padrões -tanto nas ilustrações (todas em preto-e-branco) quanto nos roteiros.
Como bem define o especialista Primaggio Mantovi em sua ótima introdução, "a grande corrida para o Oeste pode ser considerada o nascimento da nação americana e de sua história. Nasceu o culto do "self-made man", mas também aquele do fora-da-lei". Mas essa temática tipicamente norte-americana traz embutida em si uma série de questões filosóficas -sobre vida e morte, lealdade e justiça, amor e ódio- que dizem respeito à história humana, donde se entende o interesse e a pertinência do faroeste além das fronteiras dos Estados Unidos.
É sobre esses valores universais que falam as histórias de "Bang Bang". O amor e sua dimensão trágica, por exemplo, estão nos textos de Fábio Moon ("Ninguém Olhará por Nós") e de Rafael Coutinho ("Sobre Daisy"), assim como em "Cara de Índio", de Shane Amaya e Gabriel Bá, que fala do romance entre um índio e uma branca e da busca que um de seus filhos faz por suas raízes.
A consciência atormentada, mas amoral, dos profissionais da morte está bem retratada em personagens como o médico Doc Holliday (de "Ele Morreu na Cama", escrita e desenhada por Peov) e no tenente Lou de "Rio Abaixo", escrita por Ricardo Giassetti e ilustrada por Fabio Cobiaco, que também mostra os estragos da política de expansão econômica norte-americana.
Há ainda personagens históricos (como o célebre mágico Houdini, que aparece em "Uma Nova Liberdade", de Jeremy Nisen e Jefferson Costa), humor (na breve e divertida "Mercado de Peixe da Família Lao", de Rafael Grampá) e narrativas que se resolvem quase que exclusivamente com a arte, como na cinematográfica (e belíssima) "Ntsayka Ikanum", de Kako, sobre a tribo paiute.
O grupo de autores inclui uma única representante feminina, a americana Pam Noles. Em "Stagecoach Mary", ilustrada por Bruno D'Angelo, ela mostra que as mulheres também tiveram lugar de destaque no Velho Oeste.

Bang Bang
Editora: Devir
Quanto: R$ 27 (184 págs.)



Escrito por Gabriel Bá às 13h41
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A vida que te atropela.

Todo mundo tem sonhos. Sonhar é fácil, é gostoso, dá um calor bom dentro da gente. Quem não quer mais alguma coisa? Quem não quer saber mais, dizer mais, viajar mais, amar mais? Está em nossa natureza querer sempre mais, buscar incansavelmente pelo sonho de não estar sempre no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, sendo a mesma pessoa. Se somos sempre a mesma pessoa, somos iguais sempre na novidade, no dia que é diferente do anterior mesmo que carregue a fachada de uma rotina. Queremos que nossa vida seja o sonho da vida realizada, da vida vivida.

Queremos sonhar e queremos viver.

Como tudo isso dá trabalho.

Muito mais trabalho se você não tem seus sonhos ali, na sua frente, dia após dia. Os sonhos que mantemos na cabeça acabam ficando escondidos pelas necessidades diárias, pela conturbada vida urbana, pela vida que aparece na nossa cara e nos pede satisfação. É difícil se manter focado em seus sonhos quando a vida te puxa para os mais diferentes lados. É muito difícil se transformar numa figura múltipla que consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo, porque você já descobriu que a vida não pára quando você corre atrás dos seus sonhos.

No último mês, fomos atropelados pela vida cotidiana, fazendo vários trabalhos legais de ilustração. Esse reconhecimento como ilustradores, que continua crescendo e que toma a maioria do nosso tempo, acaba nos desviando dos nossos sonhos como quadrinhistas, tomando o tempo em que deveríamos estar fazendo novas histórias. Essas novas histórias, uma minha e uma do Bá, estão na nossa prancheta desde Julho, transferidas da prioridade do Sonho para o beco da Realidade. Nessa correria, atrasamos o término das histórias, que deveriam ter sido mandadas para a editora lá nos Estados Unidos em Setembro.

Estamos batalhando um livro com histórias nossas nos Estados Unidos desde 2002, um livro que finalmente será publicado em 2006 e que tem todo um cronograma para se tornar real. Não podemos sacrificar todo esse esforço esquecendo desse sonho que vive na nossa cabeça, no nosso coração, somente porque temos trabalhado muito e cada dia mais.

Até a semana que vem, estaremos presos no nosso calabouço, vivendo o sonho uma vez mais, garantindo que ele se torne realidade.

Escrito por Fabio Moon às 12h55
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Dedicatórios.



Hoje terminei mais uma página de uma nova história. Só faltam duas e essa história estará pronta.

Terminei a página com o pincel cheio de tinta e, mão de vaca como sou, não quis desperdiçar a tinta que restava nas cerdas. Peguei um papel em branco e fiz esse desenho aí, que é o meu desenho de piloto automático do mês, com o personagem que eu desenhei no Bang Bang, que acabou de sair aqui no Brasil pela Devir.

O desenho foi feito direto com o pincel, sem lápis preliminar. Até que não ficou tão ruim. O Bá sempre comenta comigo como nossos "desenhos dedicatórios", feitos nos livros em lançamentos, melhoraram muito desde os tempos de O Girassol e a Lua.

Como ainda tem muito dia para o dia de hoje, vou continuar na história, quem sabe ainda termino outra página. Bom final de semana, bom Tim Festival para os que vão, e boa votação no domingo. E, só para terminar, não percam um workshop gratuito com o Lourenço Mutarelli amanhã à tarde, no Centro Cultural São Paulo, sobre roteiro. Não sei o horário certo, passe a tarde toda no CCSP e aproveite também as exposições, que um pouco de cultura não faz mal a ninguém.

Escrito por Fabio Moon às 11h33
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Essa é a minha.


ilustração para matéria da Folha de São Paulo sobre ratos em São Paulo.

Tenha opinião.

Importante é ter opinião.

A sua opinião me diz que tipo de ser humano você é. Que tipo de ser humano você quer ser.

Não seja superficial. Dê importância às coisas, às pessoas, aos assuntos. Dê importância a si mesmo e não seja superficial.

Faça sempre o seu melhor. Faça algo, e faça bem.

Não seja apenas mais um no meio da multidão.

Tenha opinião.

Não seja um rato.

Escrito por Fabio Moon às 18h14
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A violência existe.



Já fizemos uma HQ autobiográfica onde quase fomos assaltados no metrô de Paris. Na história, com somente 8 páginas, não pude abordar tudo que passou na minha cabeça, tudo que senti.

Ao contrário do típico assalto brasileiro, não havia armas. Era um bando de moleques falando alto, me confundindo. Por mais estranho que possa parecer, não havia muito o risco de morte. Eles não pareciam querer meu mau, somente meus pertences. Talvez por isso mesmo eu tenha reagido e pego de volta meus óculos das mãos de um dos meliantes. Em São Paulo, eu entrego tudo (geralmente eles querem tudo), falo pro cara ficar calmo e penso na morte.

A maior violência daquele evento não foi física, nem apanhei nem tive uma arma apontada pra minha cara. Mesmo assim, me senti muito indefeso, no meio de um monte de franceses que não moveram um dedo pra me ajudar.

Em 2004, em Bauru, voltando de uma balada para o hotel que estava hospedado, um amigo e eu fomos atacados por um grupo de baurulinos, agredidos a pedradas e socos. Eu pulava de lá pra cá, me esquivava, repetia que não queria confusão. Não ia brigar, mas consegui apartar a briga com meu amigo, cercado por 3 deles, com a nuca sangrando. Pra mim, o mais marcante foram os gritos "mata!" que não saem da minha cabeça.

Já fui assaltado de todas as formas possíveis, sou uma das pessoas mais desconfiadas que conheço, o "paulistano noiado" que nem na praia relaxa. Já me perguntei se eu mataria alguém, mas não sei a resposta. Já senti pena, medo e raiva. Ódio mortal, daquele que você se pergunta o que aconteceria se você virasse a mesa. Pra mim, de tudo que me aconteceu, agradeço a Deus que nunca ninguém se feriu.

A violência existe e temos que viver com ela, mas podemos escolher a paz.

É a minha escolha.

Escrito por Gabriel Bá às 17h48
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SIM.

Fim de semana que vem acontece o referendo do desarmamento e todo mundo está falando a respeito disso. Muita gente é a favor, muita gente é contra e muita gente não sabe o que quer. Eu vou acordar muito cedo pra trabalhar neste dia, pois este ano sou presidente da mesa. Sei que a proibição de venda de armas e munição pode não resolver o problema da violência, que a coisa é mais profunda, mas sou completamente a favor dela. Mas de que vale minha opinião, não é mesmo?

Semana passada, a FOLHA nos ligou pra fazer um trampo para um caderno especial do desarmamento que eles vão publicar neste domingo, dia 16 de Outubro.



Eles encomendaram a capa do caderno e duas HQs em cima de depoimentos, um a favor e outro contra. Como a FOLHA não tomou partido, a ilustração da capa também não podia tender pra nenhuma das duas frentes. Ralamos, pensamos muito, fizemos vários rascunhos. Alguns mais ousados, outros mais banais. Mesmo eles tendo escolhido uma das idéias mais óbvias, o resultado final não poderia ter sido melhor.

Temos muito orgulho deste último trabalho e, por um lado, fizemos nossa parte.

PS: o desenho acima não foi aprovado, por passar a mensagem de armas como proteção.

Escrito por Gabriel Bá às 17h46
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Realidades.

O FIQ foi ótimo. Para mim, pelo menos. Conheci muita gente, conversei com muitas pessoas que nunca tinha visto, vi trabalhos, livros, fanzines, dei autógrafos e fiz desenhos. Mostrei a pasta que levei com um pouco da minha história, desde os primeiros fanzines, recortados e colados num boneco já amarelado, passando por páginas do Rolando, onde a caneta porcaria que eu usei já está deixando os traços pretos num tom de marrom cocô, até chegar às páginas que fizemos na semana passada, fresquinhas da nossa padaria, que mostravam minha vã tentativa de desenhar super-heróis e que mostravam que o último trabalho da semana passada, para a Folha de São Paulo, foi um trabalho de quadrinhos.

Conheci muitos fãs. Conheci muitos fanzineiros. Conheci muitos artistas. É para isso que eu vou aos festivais, aos eventos, é para isso que eu faço palestras e é para isso que eu escrevo nesse blog. O contato com as pessoas é sempre muito importante para o artista, para o fã e para o aspirante a qualquer coisa. Esse tipo de contato você não consegue na internet em lugar algum.

A internet não foi feita para contato pessoal, então não levem para o lado pessoal.

Se alguém ficou chateado com nossa palestra do FIQ, onde dissemos que não avaliamos portfólios por e-mail, que não visitamos sites que nos mandam por e-mail, que não vemos desenhos de pessoas que nos escrevem por querer seguir o nosso caminho, paciência. Ficar vendo e-mail nos afasta da prancheta, nos afasta das histórias, assim como milhares de outras coisas das quais não podemos escapar. De todas as coisas que podemos escapar, nós escapamos para ficar na prancheta desenhando as histórias que gostamos.

Não levem para o lado pessoal.

Eu acho o contato pessoal do fã com o autor muito importante. Da mesma forma, acho importante o contato do profissional com o iniciante. Mas também acho que hoje em dia as pessoas confundem um pouco o que é realmente fazer quadrinhos, como é a vida do quadrinhista, qual a realidade, o dia-a-dia. Vivemos nessa era das comunicações globais, da internet, onde todo mundo conhece e tem acesso ao autor das histórias que gosta de ler. Todo mundo sabe quem ele é, como ele se parece, se ele é bonito ou feio. Todo mundo virou celebridade, pois aparece em todos os lugares. É o status de ser conhecido, de ser alguém. A facilidade desse aparente conhecimento, dessa aparente fama, causa confusão e causa desilusão. É fácil, graças a internet, aparecer e dizer a que veio. Mas a internet não facilita o seu trabalho.

Fazer quadrinhos é sentar na prancheta e desenhar. É terminar sua história é mostrar para os outros. É ver como os outros reagem às suas histórias. É acreditar no que você faz. Se você me encontra no evento e me mostra o seu trabalho, tudo o que eu quero é conhecer o seu trabalho, conversar com você e responder da maneira mais honesta que eu puder ( o que na maioria das vezes pode parecer rude e seco se o seu trabalho estiver ruim). Eu acredito nos quadrinhos e vou a eventos como o FIQ porque é importante essa relação entre os quadrinhistas, entre os artistas e entre os fãs. Mas quando eu estou no estudio, o mais importante é sentar na prancheta e desenhar, porque só assim se faz quadrinhos.

Sendo assim, desenhem suas histórias, façam seus fanzines, mandem cartas. Se ninguém responder suas cartas, se ninguém ler suas cartas, e daí? Você vai parar de desenhar? Você vai parar de escrever? Vai parar de colocar para fora o que tem a dizer? Se você desistir assim tão fácil, você tem mais a ver com as facilidades da internet do que com as dificuldades dos quadrinhos.

Escrito por Fabio Moon às 18h49
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BANG BANG!

Lançamento do BANG BANG.




Dia 13 de Outubro, esta quinta feira após o feriado, às 19hs, acontece o tão esperado lançamento do nosso álbum de faroeste BANG BANG, já lançado nos EUA durante a Comic Con International de San Diego.

Trata-se de uma coletânea de 10 histórias de faroeste cobrindo todos os aspectos deste gênero tão cativante e que está um tanto esquecido. Reunindo um grupo de 14 pessoas, sendo 11 brasileiros, o livro é um exemplo de força de vontade e de qualidade do Quadrinho nacional.

O evento acontece na FNAC de Pinheiros, com a presença de 10 autores e, além de coquetel de lançamento e autógrafos, teremos a apresentação de um episódio do seriado BONANZA (Multi Media Group), com as aventuras da família Cartwright que desbravou o Velho Oeste, numa das séries clássicas da televisão mundial.

Dia: 13 de outubro (quinta-feira)
Horário: das 19 às 22 horas
Local: FNAC Pinheiros, Av Pedroso de Morais, 858
Fone: (11) 4051-3000




Escrito por Gabriel Bá às 09h28
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Ficando acordado antes da viagem.

Um trabalho super legal que pintou para a Folha de São Paulo nos ocupou pelos últimos dois dias (e duas noites). Como a maioria dos trabalhos de jornal, foi corrido e de última hora e, com a viagem para Belo Horizonte, acabamos perdendo um dia inteiro do nosso apertado cronograma.

Não importa, trabalho legal não aparece todo dia e é aí que você precisa colocar o pau na mesa e mostrar que é homem e que dá conta do recado.

Desculpem o palavreado chulo, mas algumas expressões já nasceram na lama.

Partimos em algumas horas para o FIQ. Há dois anos, fomos ao nosso primeiro FIQ por conta própria, com a cara e a coragem (e a nossa revista especial 10 Pãezinhos com a história "Feliz Aniversário, Meu Amigo"), buscando descobrir qual a cara do quadrinho nacional, do fã nacional, dos eventos nacionais.

E foi no FIQ que redescobrimos o fã de quadrinhos. O fã que vai ao evento, vê a exposição, compra nossas revistas e nos faz perguntas, o fã que organiza tudo isso por acreditar nos quadrinhos, o fã que acredita na arte, seja ela qual for, e que apoia e ajuda toda forma de cultura, e por fim redescobrimos o fã de quadrinhos que existe em nós.

Tudo isso existe aqui, no Brasil. Não precisamos viajar para convenções de San Diego, para a França ou para onde quer que seja para mergulhar num evento em que a paixão pelos quadrinhos movimente a todos. Não precisamos conhecer todos os artistas, pois eles estão lá não para serem idolatrados, mas muitas vezes para serem descobertos pelo público. No último FIQ, descobri o Toppi, mestre italiano das HQs. Quem sabe o que eu vou descobrir esse ano.

Quem sabe se alguém vai ao FIQ para descobrir os 10 Pãezinhos.

Alguém deve ir.

Lá, ele descobrirá que somos dez sendo apenas dois.

e aos que vão ao FIQ...

Procurem pelos gêmeos. Estaremos por lá, passeando ou participando de palestras, ou conversando com o público, com os leitores e com os outros autores. Teremos debaixo do braço uma pasta com algumas páginas dos nossos próximos projetos. Seja educado, seja paciente, e talvez você saiba o que a padaria anda produzindo.

Se você ainda não comprou os nossos livros, vá ao FIQ e compre todos. Compre pelo menos um. Ou traga os que você já tem. Todo livro nosso que vemos, nós colocamos dedicatória, fazemos desenho, colocamos nossa assinatura. É quase um vício, então mentenha seus livros protegidos caso não queira nossos rabiscos frenéticos nas primeiras páginas.

Boa viagem, boa sorte e até a volta.

Escrito por Fabio Moon às 02h09
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Todo dia.

Minha profissão é diferente das outras, mas nem por isso menos séria. Os 10 Pãezinhos nasceram num fanzine em 1997, quase como uma brincadeira, mas hoje entre as publicações mais sérias do mercado nacional.

Enquanto muita gente faz humor e brinca com a realidade, eu revelo problemas, discuto sentimentos, falo das pessoas. Não quero criar polêmica, não quero falar sobre coisas que as pessoas não querem ouvir. Quero fazer os leitores pensarem pra além da minha história, na história deles.

Eu tenho problemas, sentimentos, sou uma pessoa e, fazendo Quadrinhos, penso na minha história.

Pense você também em quem você é e no que está fazendo.

Escrito por Gabriel Bá às 00h11
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O monstro dentro de nós.



Estou criando monstros para essas páginas de super-herói que estou desenhando. As páginas precisam estar prontas na quarta, então isso é tudo o que eu vou escrever até lá.

Escrito por Fabio Moon às 22h13
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Informações sobre o FIQ - 1

4º FESTIVAL INTERNACIONAL DE QUADRINHOS



5 a 9 DE OUTUBRO DE 2005

CASA DO CONDE, BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS

EXPOSIÇÕES NACIONAIS


Auto-Retrato: Lourenço Mutarelli. Exposição composta de 110 obras enfocando quatro fases do criador: Fanzines, Primeira Fase, Trilogia Diomedes, Cinema, Literatura e Teatro. Curadoria: Lucimar Mutarelli

Ilustra Brasil 2, BH. Exposição com 60 obras de ilustradores brasileiros, com elementos cenográficos, organizada pela Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB). Curadoria: SIB

Nelson Cruz. A exposição reúne 66 trabalhos, obras e esboços, do criador mineiro Nelson Cruz, que apresentará, sobretudo, sua última criação: Moby Dick de Hermann Melville; assim como as obras sobre a viagem de Guimarães Rosa pelo interior de Minas Gerais, ilustradas no álbum No longe dos Gerais. Curadoria: Nelson Cruz

10 anos de Graffiti. Esta exposição é composta por 50 obras sobre a revista Graffiti. A principal revista de quadrinhos de Belo Horizonte comemora 10 anos de existência assinalando a contribuição de autores de quadrinhos mineiros e de outros estados do Brasil que passaram por suas páginas. Curadoria: Grupo da revista Graffiti

Cidades Ilustradas. Exposição composta pelas ilustrações dos livros da série "Cidades Ilustradas", da Casa 21 (editora), apresentando as publicações: Rio de Janeiro (Jano), Belo Horizonte (Miguelanxo Prado), Curitiba (Cesar Lobo), Salvador (Marcello Quintanilha), Belém (Jean-Claude Denis) e Cidades do Ciclo do Ouro (Marcelo Lelis).

Quadrinhos na Imprensa de Minas Gerais. A exposição contempla 49 trabalhos originais, reunindo diversos artistas atuantes nos principais órgãos de imprensa do Estado de Minas Gerais. Curadoria da quadrinhista Chantal Herskovic.

INTERNACIONAIS

Atelier des Vosges. Exposição reunindo 74 reproduções de 12 autores franceses da nova geração de quadrinhos, comemorando os 10 anos de existência do "Atelier des Voges". Curadoria: Kirsi Kinnunen

A arte de Andrea Pazienza. A exposição enfoca a produção do italiano, já falecido, Andrea Pazienza, considerado um gênio pelos atuais desenhistas italianos e europeus. A mostra apresenta 30 obras originais, algumas delas realizadas durante a viagem do artista ao Brasil. Curadoria: Marina Pazienza Comandini

Mágico Vento. Composta de 40 reproduções de diversos artistas italianos, a exposição sobre a série "Mágico Vento" é roteirizada por Gianfranco Manfredi. Curadoria: Gianfranco Manfredi

Eddie Campbell. Exposição de 30 obras originais do desenhista inglês Eddie Campbell, parceiro do escritor Alan Moore na obra "Do Inferno" (From Hell). O autor - reconhecido internacionalmente - apresentará obras com roteiros próprios e em parceria com grandes autores. Curadoria: Eddie Campbell

Gary Panter. A exposição é composta de 30 obras originais de Gary Panter - um autor importante do movimento punk americano dos anos 70 - reconhecidamente o artista gráfico mais influente dessa geração. Curadoria: Gary Panter

Philippe Squarzoni. A exposição traz 30 reproduções do artista francês Phillipe Squarzoni, criador de ilustrações sobre áreas de conflito no mundo. Curadoria: Philippe Squarzoni

MESAS

Reflexão e análise das políticas editoriais dos quadrinhos, do processo criativo dos quadrinhos contemporâneos, de suas possibilidades nos sistemas educativos e de sua contribuição para o processo da leitura e literatura.
Local: Auditório Belmonte

Dia 5, às 20h - Quadrinhos e política. Coordenação: Gonçalo Júnior (SP). Participação: Luiz Oswaldo Rodrigues - LOR (BH), Gilberto Maringoni (SP), Philippe Squarzoni (França).

Dia 6, às 14h30 - Quadrinhos e Educação. Coordenação: João Marcos Parreira Mendonça (Governador Valadares). Participação: Waldomiro Vergueiro (SP) e Antonio Éder (Curitiba).

Dia 6, às 20h - Cidades Ilustradas. Coordenação: Roberto Ribeiro (RJ). Participação: Marcelo Lélis (BH), César Lobo (RJ) e José Octávio Cavalcanti (BH).

Dia 7, às 20h - Quadrinhos e História. Coordenação: Wellington Srbek ( BH). Participação: Nelson Cruz (BH) e Jô Oliveira (Brasília).

Dia 8, às 14:30 ou 16h30 (não sei direito, então é melhor divulgar os dois horários. Se puderem chegar cedo, melhor garantir)- Quadrinhos e Internet. Coordenação: Amauri de Paula (BH). Participação: Fábio Moon (SP), Gabriel Bá (SP) e Samuel Casal (Florianópolis).

Dia 8, às 20h - Políticas Editoriais de Quadrinhos. Coordenação: Sidney Guzman (SP) Participação: Douglas Reis (SP), Rogério Campos (SP) e Silvio Ribas (BH).

Dia 9, às 20h - O Humor engraçado. Coordenação: Arnaldo Branco (RJ). Participação: Alan Sieber (RJ) e Ed da Silva Rodrigues (BH).

ENCONTRO COM CRIADORES

Conversas descontraídas com criadores, convidados, em forma de entrevista, conduzidas pelo entrevistador (para cada criador uma entrevista) com participação da platéia, em torno da trajetória do criador, seu processo de criação e sua identificação no universo da arte seqüencial.
Local: Auditório Belmonte

Dia 6, às 18h30 - Entrevistado: Gary Panter (EUA). Entrevistador: Renato Alarcão (RJ).

Dia 6, às 18h30 - Entrevistado: Lourenço Mutarelli (SP). Entrevistador: Carlos Patati (RJ).

Dia 8, às 16h30 - Entrevistado: Nelson Cruz (BH). Entrevistador: Marcelo Castilho Avellar (BH).

Dia 8, às 18h30 - Entrevistado: Frederic Boillet (FRA). Entrevistador: Rogério Campos (SP).

Dia 9, às 18h30 - Entrevistado: Eddie Campbell (ING). Entrevistador: Sidney Guzman (SP).

Escrito por Gabriel Bá às 13h35
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Informações sobre o FIQ - 2

ENCONTRO DE ANIMADORES DE CINEMA INDEPENDENTE
Apoiado pela Associação Brasileira de Cinema de Animação será realizado um encontro de animadores independentes de Belo Horizonte e de outros Estados. O encontro terá a participação da cineasta americana Signe Baumane e está dividido em mostras e debate.

Encontro de Animadores - encontro de diretores de animação com a presença da diretora norte-americana Signe Baumane. Dia 08, às 11h. Local: Auditório Belmonte.

Mostra Brasileira de Cinema de Animação - dia 5, às 21h. Local: Tenda Angelo Agostini
Uh, uh, uh, lá, lá, lá, Ié, Ié! (Leonardo Gibran, Luciana Eguti, Paulo Muppet, Rafael Coutinho), A feira dos imortais (Leo Ribeiro), Animato (Direção coletiva),Como surgiu a noite. (Andrés Lieban), Das Cabinet des Doktor K. (Rodrigo Borges), Dia D (Céu d'Ellia), Historietas assombradas: para crianças mal-criadas (Victor Hugo Borges), Kactus Kid (Lancast Mota), Maria Dolores (Dinho Marques, Luiz Carlos Rodrigues), Nave mãe (Otto Guerra, Fabio Zimbres), O arroz nunca acaba (Marão), Por que o canguru salta em duas patas (Andrés Lieban), Roque: a jogada mortal (Leo Ribeiro), União Soviética (Eduardo Perdido), Plutão (Sávio Leite e Clécius Rodrigues), Desirella (Carlos Eduardo Nogueira)

Mostra Avoid Eye Contact - dia 6, às 21h. Local: Tenda Angelo Agostini

One of those days (Um dia desses) (Bill Plympton), Push comes to shove (Bill Plympton). Drink ( Patrick Smith), Handshake (Aperto de mão) (Patrick Smith), Sub! (Jesse Schmall), Dirdy birdy (John Dilworth), Bathtime in Clerkenwell (Aleksey Budovskiy), Roof sex (Sexo no telhado) (PES), Moonraker (Fran Krause), Life (Vida) (Mo Willems). Atlas gets a drink (Atlas pega uma bebida) (Mike Overbeck), Frog (Sapo) (Chis Conforti), The stork (A cegonha) (Nina Paley), Fetch! (Pega!) (Nina Paley), Coffee (Café) ( Rohitash Rao), Bar Fight (Briga de bar) (Christy Karacas).

Mostra Signe Baumane - dia 7, às 21h. Local: Tenda Angelo Agostini

The witch and the cow (A Bruxa e a Vaca), infomercials for dentists (Cinco institucionais para dentistas), Woman (Mulher), Natasha, The threatened one (Ameaçado), Tiny Shoes (Sapatinhos), The gold of the tigers (O ouro dos tigres), Dentist (Dentista), Five fucking fables (Cinco fábulas fodas).

Mostra Mineira de Cinema de Animação - dia 8, às 21h. Local: Tenda Angelo Agostini

Ogum (Ricardo de Souza), Velocidade (Dedé e Leleu), Sinfonia (Simon Pedro Brethé), Secador, massa e lente (Pablo Lobato), O bloqueio (Cláudio Oliveira), Dilúvio (Magda Rezende), Pescaria (Chico Marinho), Na correria (Thiago Fazito), O vento ( Sávio Leite).

Exibição do longa metragem Meninos de Deus, de Peter Care. Dia 9, às 21h. Local: Tenda Angelo Agostini

OFICINAS
Atividades de iniciação aos quadrinhos e/ou desenvolvimento da linguagem destinadas ao público visitante.

Quadrinhos e Sala de aula. Professor: João Marcos Parreira Mendonça. Local: Sala Luiz Sá
Dias 5, 6 e 7, das 9 às 12h. Inscrição prévia pelo telefone 3277-4631.

Iniciação aos quadrinhos. Professores da Casa dos Quadrinhos. Local: Tenda Angelo Agostini
Dias 5, 6 e 7 - das 9 às 10h, das 10 às 11h, das 14 às 15h e das 15 às 16h
Dias 8 e 9 - das 10 às 11h, das 11 às 12h, das 14 às 15h e das 16 às 17h

Avaliação de portfólio. Professor: Cotrim. Local: Sala Luiz Sá
Dias 5, 6 e 7 - das 13 às 15h e dias 8 e 9 - das 10 às 12h e das 13 às 15h

Mangá. Professor: Anderson. Local: Sala Luiz Sá
Dia 5 - das 15 às 16h

Quadrinhos. Professores: Bolson, Eric e Raton. Local: Sala Luiz Sá
Dia 6 - das 15 às 18h

Caricatura. Professor: Danilo Dias. Local: Sala Luiz Sá
Dia 7 - das 15 às 18h

Visão panorâmica da arte de fazer quadrinhos. Professor: Antônio Éder. Local: Sala Luiz Sá
Dia 7 - das 15 às 18h

Roteiro. Professor: Gianfranco Manfredi. Local: Sala Luiz Sá
Dia 8 - das 15 às 18h

APRESENTAÇÃO DE COSPLAY
Dia 8, às 18h. Local: Tenda Angelo Agostini

ATIVIDADES DE RPG
De 5 a 9, das 19 às 22h. Local: Sala Luiz Sá

EXIBIÇÃO DE ANIMES
Dia 7, às 19h. Local: Tenda Angelo Agostini

GIBITECA
Espaço de exposição e consulta de parte do acervo pertencente à gibiteca da Biblioteca Infantil e Juvenil de Belo Horizonte.

LANÇAMENTO DE PRODUTOS
Diário do morcego de Sílvio RibasO espinafre de Yukiko de Frédéric Boilet Revista Mendelévio dez (comemorando os dez anos de publicação do personagem Mendelévio) Revista Muiraquitã (especial FIQ). Roteiro de Wellington Srbek e desenhos de Laz Muniz

APAIXONADOS POR QUADRINHOS

www.apaixonadosporquadrinhos.com.br

Exposição virtual de quadrinhos - edição especial 4º FIQ

FEIRA DE QUADRINHOS
Atividade importante do FIQ, o livro sintetiza o resultado final do esforço maior do autor. Será feita a montagem de uma feira representativa da atual produção de quadrinhos no país.

Mais informações: (31) 3277-4621 (Fundação Municipal de Cultura/BH)
Casa 21: (21) 2205-8661

Escrito por Gabriel Bá às 13h34
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Duas peças


Esses dias, fui ao teatro. Fui descobrir novas maneiras de contar histórias, fui relembrar que, às vezes, é preciso pouco para dizer muito.

Mais Um é uma peça sobre os momentos que roubamos das pessoas que observamos. São vidas que vivemos mesmo sem querer, sem poder evitar. Foi ao mesmo tempo estranho e instigante particupar da peça por dentro do cenário.

E que cenário.

A solução cenográfica é, sem dúvida, uma das grandes sacadas dessa peça. Saí com vontade de fazer alguma coisa assim, simples mas eficiente, que deixasse as pessoas pensando.

Do mesmo modo, A volta dos gigantes, antes também me deixou pensando. Me deixou pensando na vida daquelas atrizes, daquelas personagens singulares que se repetiam diferentemente a cada passada. O gigante do teatro se revelou íntimo, pessoal, onde basta uma cadeira com o público sentado para que a história aconteça na frente deles.

Acho que as peças estão nas suas últimas semanas, então recomento que vocês não demorem. Mais Um está em cartaz no Centro Cultural São Paulo, de quarta e sexta às 21:30 e de domingo às 20:00. Já A volta dos gigantes, antes está em cartaz sextas e sábados na Rua Jerico, 275 (na rua do Forum de Pinheiros, na Vila Madalena, em frente ao mercearia São Pedro) às 21:00.

Escrito por Fabio Moon às 20h56
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