
Categorias
Todas as mensagens
Link
Evento
tiras
premios
desenho
quadrinhos
|
|
O FUTURO DOS QUADRINHOS.

Todo mundo quer saber qual é o futuro dos quadrinhos, ou até simplesmente o futuro do quadrinho brasileiro. Todo mundo quer saber o que vem depois, o que está lá na frente. Todos querem saber agora, imediatamente, sem esperar que chegue realmente. Pra que esperar, afinal?
O que me separa dos meus sonhos é o tempo que eu vou levar pra concretizá-los. Este mesmo tempo é que dará mais significado e força a estes sonhos, pois se eles chegassem hoje, sem tempo, espera ou esforço, amanhã já seriam esquecidos ou atropelados pelo próximo sonho instantâneo. É justamente por saber que o caminho é duro e por ter percorrido tal caminho que eu dou valor ao meu sonho, à minha conquista. O tempo é a moeda. A espera é o valor. Mas de nada vale esperar sentado. O futuro só chega para aqueles que vão atrás dele, que caminham pra frente – às vezes até para trás – e aprendem com cada passo, cada tropeço, cada pedra no caminho.
Não existe mapa para o futuro e o caminho nós fazemos todos os dias. A jornada nem sempre é regada por momentos felizes, mas o futuro lhe aguarda de braços abertos, então levanta logo e continua seguindo. Chorar sentado não ajuda ninguém. Reclamar no escuro não vai mudar a vida de ninguém, não vai tocar o coração de ninguém e ninguém vai te levar no colo pelo resto do caminho. Seu futuro é seu e ninguém vai te mostrar o caminho ou te levar até lá.
Eu e o Fábio estamos tentando fazer projetos diferentes, desenhando séries mensais com roteiros de outras pessoas. Não desistimos das nossas histórias, dos 10 Pãezinhos, pois eles estão sempre nos esperando lá na frente. Mas o caminho que escolhemos agora é esse e temos que percorrê-o, não importa o tempo que possa levar. Todo mundo quer saber qual o nosso próximo trabalho e querem saber já. Eu não sei qual é nosso próximo trabalho e tudo que eu posso fazer é trabalhar até chegar nele. Tenho que trabalhar muito, porque ninguém agüenta esperar pra sempre.
O tempo dirá.
Feliz ano novo pra todos.

Escrito por Gabriel Bá às 17h28 [ ]
[ envie esta mensagem ]
|
PARA O ALTO E AVANTE.
Esse é o lema para o ano que vem. Para todo mundo, de preferência. De que adianta ficar no mesmo lugar, fazer as mesmas coisas e não acrescentar nada? Não, o negócio e colocar o pé na estrada e sair trabalhando.
Trabalhamos muito em 2005. Foi o ano em que mais fiz Quadrinhos, em que mais fiz trabalhos diferentes, em que mais vi que o Quadrinho nacional vem crescendo novamente e, o que é melhor, com qualidade. Acho que estão surgindo novos artistas, novos contadores de histórias, novos personagens dessa nossa história de poucos e bons. Ou de poucos e ruins, também, pois existe muita porcaria no Quadrinho nacional.
Mas toda profissão tem seus frutos estragados, o importante é prestar atenção nos que estão bons, saborosos.
Ano que vem, chega Caixa de Areia, o novo álbum do Mutarelli. Logo no começo do ano, para que as pessoas o tenham como referência para todos os meses seguintes. Assim, desde o começo, o ano promete ser um ano difícil, onde todo quadrinhista vai precisar dar o couro para provar o seu valor.
Para nós da padaria, o ano de 2006 deve ser o ano da regularidade e da frequência. Vamos encarar esse desafio de um gibi mensal que, mesmo sendo publicado lá fora, nos prepara para os próximos projetos aqui dentro. Todo projeto nos ensina alguma coisa, nos abre portas, apresenta o nosso trabalho pela primeira vez para alguém. É por isso que, sempre que você resolver fazer alguma coisa, qualquer que seja, faça o seu melhor. Faça aquilo que te caracteriza, aquilo que é a sua cara, aquilo que você espera de si mesmo. Não faça merda. Já basta a política.
Se você for político, então tudo bem. Faça merda. Já estou acostumado.
Fazer Histórias em Quadrinhos não tem nada a ver com glamour, com fama, com balada. É muito trabalho, todos os dias, e é o trabalho que só depende de você. Toda desculpa para o atraso, para o desleixo, para o mal feito, é justamente uma desculpa, e é culpa sua. Tomara que nesse ano que está chegando, todos os quadrinhistas que surgiram com tanta força em 2005 não comecem a criar desculpas para não produzirem quadrinhos em 2006.
A culpa é nossa.
Ano que vem, resta saber:
Culpa de quê?
Escrito por Fabio Moon às 18h15 [ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Lendo distraído.
No livro que eu estou lendo agora, o narrador conta sua história (lembra, na verdade) enquanto ouve outra. Algumas pequenas histórias, detalhes da trama maior, ainda são jogadas em pontos aleatórios do livro, para criar uma tapeçaria mais elaborada daquele pequeno universo. Enquanto leio, penso em histórias que quero inventar e em histórias que aconteceram comigo, do mesmo modo que o narrador pensa na sua própria história enquanto ouve a história do velho careca.
As idéias surgem de outras idéias. Surgem de conversas, de livros, de imagens e de vidas alheias, algumas conhecidas e algumas ficcionais. Estamos criando no momento em que algo interessante nos arremessa para o mundo da lua.
Estamos criando no momento em que nos distraímos da realidade.
O trabalho pesado está em perseguir o momento da criação, completamente involuntário e espontâneo, com horas e horas de concentração e dedicação voluntária a um trabalho que deve manter sua força mesmo depois de terminada a tempestade.
Será que devemos estar sempre distraídos?
Escrito por Fabio Moon às 12h06 [ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Olhando para os mestres.
Ou "Eu não leio jornal, mas leio as tiras" Já é de conhecimento de algumas pessoas que me conhecem que eu não leio jornal. Tenho uma opinião bem específica sobre a imprensa em geral e uma razão que me basta pra dormir tranqüilo à noite. No entanto, se um jornal me cai no colo, dou uma olhada no que me parece interessante e, claro, vou direto às tiras ver o que os mestres andam fazendo hoje em dia. Com a internet, hoje posso ler as tiras todos os dias, mesmo não lendo jornal.

Sempre admirei o Angeli e, se ele fazia seu Angeli em crise inspirado pelo underground de Crumb, eu criei meus os Loucos porque li muito Angeli quando era moleque.
Eu sempre gostei muito do Bob Cuspe, Rê Bordosa, Mara Tara e todos os outros personagens do Chiclete com Banana, mas eram as tiras do Angeli em crise que mais me chamavam a atenção, justamente por mostrarem o próprio artista e suas reflexões, mesmo que básicas e mundanas.

Teve uma época que acreditei que o Adão fosse seguir os passos do Angeli, não só no estilo como também na temática de suas tiras. Numa vertente semelhante, também vejo no Allan Sieber um discípulo da linha "Angelesca" de cartunistas. Ainda assim, acho que, como ele, não haverá outro tão logo, pois o próprio Angeli ainda vive e trabalha e transporta as barreiras e limites de sua obra um pouco mais pra longe do resto dos mortais que o seguem.
Não é segredo algum que o Fábio e eu idolatramos o Laerte, não só seu trabalho mas sua pessoa. Se um dia eu recebi um sinal de que eu estava no caminho certo querendo fazer Quadrinhos foi pegar um ônibus com o Laerte no meu primeiro dia de faculdade e, 2 anos mais tarde, trabalhar na Bienal com a então mulher dele e freqüentar sua casa regularmente. Tem muita gente que esquece - ou nunca soube - que o Laerte contribuiu com 9 edicões dos 10 Pãezinhos ainda em fanzine, em 97, incluindo ele mesmo e a gente algumas vezes.

Gênio, hoje ele saiu da fórmula da piada e do humor direto pra trabalhar a seqüência, o quadro-a-quadro, um retrato sem igual do "não-sentido" da vida em tiras tão incompreensíveis quanto maravilhosas. Às vezes, muito tristes, mas tal é a vida e, hoje mais do que nunca, é isso que vemos sem paralelo na obra do Laerte.
Quando me propus a fazer minha série de tiras Os Loucos, tinha sempre o trabalho deles dois na minha mente como meta, como parâmetro, como bíblia. Mas eu não sou um homem de tiras, de soluções rápidas, de genialidade instantânea. Consegui fazer 7 tiras, uma por semana, com muito esforço. Eu gosto muito delas, mas é um gigante sinal de fracasso numa empreitada de adentrar este grande veículo de massas que é o jornal. O que me deixa um pouco mais aliviado é que, como eu já disse, eu não leio jornal.
Escrito por Gabriel Bá às 10h16 [ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Personagens reais e imaginários - parte 2.

Acho que a grande diferença da personagem e do figurante é a personalidade. Você precisa saber qual é a do cara só de olhar para ele, enquanto os figurantes podem ser genéricos, estão lá só para encher a cena.
Os figurantes podem ser pessoas fora de foco, por assim dizer. Eles são a multidão, o cenário, o ambiente. As personagens precisam que você defina qual suas emoções e como essas emoções são traduzidas em gestos, ações e roupas.
Estamos criando vários personagens essa semana. Todos fictícios. Todos inventados.
Nosso amigo Gustavo Duarte, por outro lado, cria os personagens reais dos esportes em suas charges, e hoje ele está lançando um livro, CHARGES DO LANCE, a partir das 19:00 no bar São Cristovão (rua aspicuelta 533, tel: 3097 9904). Ele vive dizendo que tem vontade de fazer Quadrinhos. Quem sabe agora que já publicou um livro, decide colocar em prática essa vontade. Aliás, o Gustavo é foda. Aqui vai a capa do livro dele:

Escrito por Fabio Moon às 11h05 [ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Nada de ficar sentado sem fazer nada!

Nos Estados Unidos, esse negócio de quadrinhos funciona um pouco diferente daqui. Em primeiro lugar, funciona, e para que funcione, planos são feitos com meses de antecedência. E, por causa desses planos, que agora são nossos planos, a correria aumentou um pouco até o final da semana que vem.
O gibi que o Bá vai desenhar, o Casanova, tem planos de começar em Abril. Para isso, tem que ter a capa pronta para o dia 16, além de até quatro páginas para mostrar naquele catálogo de lançamentos que os americanos tem, o PREVIEWS. O primeiro número tem de estar todo pronto no meio de Janeiro, e assim do mesmo modo pelos meses e gibis seguintes. Desse modo, antes do primeiro número estar nas lojas, o Bá já terá desenhado ao menos três ou quatro números.
O Bá está desenhando a primeira página hoje.
Escrito por Fabio Moon às 19h15 [ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O irmão menor e o irmão maior.

Nasceu mais um irmão. Um pouco maior que o primeiro, mas ainda assim lindo. Veio com uma mancha do lado esquerdo do rosto (parece um "i"), mas fora isso, é praticamente igual ao anterior.
ROCK'n'ROLL foi um projeto realizado entre irmãos. Mais do que o nosso normal, pelo menos, já que incluiu os irmãos Bruno D'Angelo e Kako. Nada mais natural, então, do que ter uma versão irmã da revista publicada lá fora.

ROCK'n'ROLL, nos abriu as portas para a Image Comics. Não só estamos publicando essa revista com eles, mas temos projetos em andamento que eles querem publicar. Se esses projetos vão dar dinheiro, eu não sei. Espero que sim, mas isso tem sempre que ser o resultado do trabalho, e não o objetivo inicial.
O objetivo inicial é fazer o que ama, e fazer bem feito.
Só se vive uma vez, não dá para passar a vida inteiro fazendo o que não gosta.
Escrito por Fabio Moon às 11h59 [ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|
> |
|