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Antes e depois.
 
Fiz esse desenho essa semana, segunda-feira de madrugada, enquanto eu fazia uma pausa entre um quadro de storyboard e outro, para registrar a cara do Bá, já com sono, fazendo as cores em páginas do Casanova. Escaneei o lápis para mostrar como se parece meu desenho a lápis, solto, rascunhado em alguns momentos e mais definido (ou firme, ou leve) em outros. Fiz a arte-final na terça e, colocando as duas imagens lado a lado, podemos ver quanto do resultado final dos meus desenhos fica para essa segunda fase.
Eu faço arte-final com pincel. Desde o risco mais fino até o mais grosso, uso o mesmo pincel. Meu traço, por incrível que pareça, é mais firme com o pincel do que com uma caneta e, enquanto o pincel pode, depois de dominada a técinica, fazer praticamente tudo que a caneta faz, a caneta não faz nem metade das coisas que um pincel faz.
É mais fácil usar caneta. Se você não domina o pincel, é também mais rápido usar uma caneta, ou várias, para finalizar seus desenhos. Mas o pincel, na minha opinião, confere ao desenho uma característica de "feito à mão", de único mesmo se imperfeito, que cria muito mais interesse a uma única imagem, e ainda mais numa história inteira.
Escrito por Fabio Moon às 13h54 [ ]
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No meio do caminho.

É mais gostoso desenhar com lápis de cor. Sua mão desliza com maior facilidade, pois ele é, em geral, mais poroso que um lápis de grafite (e também mais poroso do que lapiseiras, principalmente as de grafite azul). O maior problema é que o lápis de cor não apaga com facilidade.
Às vezes, não apaga de jeito nenhum.
A força que você economiza desenhando com lápis de cor você gasta tentando apagar o que você errou.
Eu gosto de desenhar com lápis azul pois, quando faço a arte-final, o azul parece desaparecer magicamente, tamanho é o contraste com o nanquim. Esse ano, em rascunhos, tenho desenhado usando outras cores e o resultado interessante está justamente no fato de que elas não "desaparecem" ao lado do nanquim. O lápis continua bem visível, ainda assim sem dar a impressão de sujeira que o grafite dá, criando um desenho de camadas, um raio-X do processo do desenhista.
Escrito por Fabio Moon às 13h35 [ ]
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Aqui, ali, lá e cá.
1. AS VAGAS ACABARAM.
Gostaria de agradecer a todos que manifestaram interesse pelo curso de Preto e Branco e dizer que já estamos estudando a possibilidade de abrir novas turmas e fazer outros cursos no próximo mês. Em breve teremos mais informações sobre isso.
2. QUANTA PRODUÇÃO!
Querem ver páginas originais do Casanova que ninguém viu? Querem ver páginas da nossa história do Concurso Literário? Querem ver o Fábio fazendo sua mágica arte-final com pincel?
 olha só a capa do PREVIEWS com o desenho do Bá.
Amanhã, sexta feira, estaremos na Quanta Academia de Artes, participando do evento Quanta Produção, onde vários artistas estarão nas salas de aula produzindo seus trabalhos e os participantes percorrerão estas salas e poderão assisti-los desenhando, pintando e colorizando ao vivo, além de terem a oportunidade de bater um papo com eles sobre sua forma de produção.
Entre os artistas presentes estarão Roger Cruz, Ivan Reis, Marcelo Brücke Caribé, Artur Fujita, Paulo Pina, Octavio Cariello, Renato Guedes, Davi Calil, Eduardo Ferrara, Ronaldo Barata, Julia Bax, Sabrina Eras e Greg Tocchini e nós dois (claro).
Diz ainda o release: "O evento acontecerá a partir das 19h e se estendera até as 21h. Antes do evento, às 18h, Marcelo Campos e Sergio Codespoti estarão avaliando portfólios com, no máximo, 5 trabalhos. Estes portfólios NÃO SERÃO AVALIADOS PELOS ARTISTAS que estarão trabalhando nas salas de aula, por uma questão de aproveitamento de tempo, para que os participantes possam esclarecer melhor suas dúvidas e curiosidades a respeito do processo de trabalho de cada um dos artistas."
A entrada para este evento será de R$ 50,00 pagos antecipadamente mediante inscrição pelo telefone 0XX(11)3214-0553, pelo e-mail quantaonline@terra.com.br ou pessoalmente na Quanta - Unidade I, à Rua Minas Gerais, 27 - Higienópolis.
3. OFICINA DE HQ em São José dos Campos.
Estaremos no sábado na FAAP de São José dos Campos (Av. Jorge Zarur, 650 - Serinbura), das 14hs às 18hs, ministrando uma oficina de HQ como parte do evento itinerante Ilustrando em Revista. Acho que a turma já está fechada, mas apareça antes ou depois pra bater um papinho.
Escrito por Gabriel Bá às 10h33 [ ]
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Tempo bom para cultivar sonhos.

Escrito por Fabio Moon às 14h03 [ ]
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pretos e brancos: CORRAM!

Jovem, você que é maior de 17 anos, sabe desenhar e quer fazer o curso de Preto e Branco, corra pra se inscrever. Já tenho 7 alunos confirmados, pagos e inscritos.
Aproveitando, saiu uma entrevistinha comigo no Globo Online, na coluna GIBIZADA, do Telio Navega, falando do Casanova, do De:Tales, do curso de PB e algumas coisitas a mais.
Escrito por Gabriel Bá às 15h22 [ ]
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PRETO no BRANCO: a vida como ela deveria ser.

PRETO E BRANCO. com Gabriel Bá
Eu acredito que podemos mostrar qualquer coisa com um bom desenho em preto e branco. Enquanto muitos desenhos se apoiam nas cores pra conseguir um bom efeito, o impacto de um desenho preto e branco bem trabalhado é muito mais marcante.
Todos os fundamentos sólidos de desenho, que se estendem a qualquer tipo de imagem, estática ou em movimento, monocromática ou colorida, estão presentes no bom uso do preto e branco.
O intuito deste curso é exercitar o olhar e fazer o artista pensar na composição da sua imagem e como o balanço entre preto e branco pode ajudar o desenho a contar a sua história. Não é um curso básico de desenho e não se restringe somente aos Quadrinhistas. O curso é voltado àqueles que querem se aprofundar mais no seu trabalho e aperfeiçoar o seu olhar.
Curso de Preto e Branco. Quatro encontros às quarta-feira, a partir do dia 5 de Abril, das 20hs às 22:30hs. inscrições e informações pelo email 10paezinhos@gmail.com 10 vagas. Faixa etária: a partir de 17 anos preço: R$ 100,00
Escrito por Gabriel Bá às 16h40 [ ]
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Um fim e um começo.

São quatro e meia da manhã e eu acabei a história. Fiz as três últimas páginas hoje, ou ontem, ou ontem e hoje, já que fiz o lápis durante a terça e fiz a arte-final depois da meia-noite.
É ótimo terminar uma nova história. É muito diferente de começar, existe uma sensação de que você liberou uma grande quantidade de energia e que agora você está mais leve. Eu deveria estar com sono, mas não estou. Deve ser toda essa energia liberada.
Ou talvez seja o terno.
Quando eu estava terminando Smoke and Guns, resolvi que trabalharia nas últimas páginas vestido de terno e gravata. Eu acho que a conquista de mais uma história terminada é uma ocasião especial e que é de bom tom se vestir apropriadamente.
Hoje foi outra ocasião especial.
Falando em terno, saiu a primeira chamada para o novo gibi do Bá, o Casanova, no site Comic Book Resources. Mostra a capa, mas não precisa clicar no link que nós mostramos a capa aqui também.

O pessoal da Image gostou tanto da capa que eles resolveram colocar também na capa do PREVIEWS, que é o catálogo de todos os lançamentos do mês para todas as editoras. Ficou assim:

O primeiro número sai em Junho, pela Image. A partir daí, é mensal. Se fosse o meu gibi, pelo menos uma vez por mês eu viria trabalhar de terno. Se quisesse impressionar, colocaria também a gravata.
Escrito por Fabio Moon às 04h09 [ ]
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As Loucas.
As mulheres são personagens freqüentes nas minhas histórias. Nada mais natural, sendo elas também tão presentes na minha vida. Mas a verdade é que eu não entendo as mulheres.

Eu sempre digo que não sei desenhar mulher. Aos olhos dos outros, talvez, isso possa parecer uma bobagem, mas eu sofro pra colocar no papel a imagem da mulher que eu tenho na minha cabeça.
A anatomia não tem regras rígidas, as linhas ditam movimento, a forma traz sentimentos e emoções. Desenhar uma mulher é muito mais que colocar uns traços no papel.

Toda vez que chego num resultado satisfatório, fico feliz com minha mulher desenhada. Essa felicidade, no entanto, se desfaz quando me deparo com a próxima mulher a desenhar. Depois de tantos desenhos, tantas mulheres, ainda não sei o que fazer. Sempre parece que eu não aprendi nada.
Nas histórias, percebi que a mulher que eu tenho na minha cabeça não existe e eu nunca conseguirei desenhá-la. Eu tenho que ficar feliz com as mulheres e as vidas que elas ganham no papel, pois elas são do jeito de devem ser.
Escrito por Gabriel Bá às 18h55 [ ]
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Alguns outros números, e o que aprendi esses dias.
Faltam dois capítulos. Faltam entre dez e doze páginas. Faltam sete dias.
Eu sempre falo que o melhor jeito de aprender a fazer Histórias em Quadrinhos é fazendo. Somente quando as imagens funcionam uma ao lado da outra, quadrinhos depois de quadrinho, você começa a perceber o que você precisa desenhar ou não, onde você precisa mudar o ângulo, onde você precisa de um close, essas coisas.
Você pode adorar fazer cenário, mas nem todo quadrinho precisa de cenário.
Você pode adorar sombras, mas as sombras devem obedecer a história e não a realidade.
Eu sempre aprendo mais fazendo as páginas do que somente desenhando no caderno. O caderno serve para que você aprenda a não ter medo de desenhar nada. Serve pra praticar a mão, o olho, o estilo. No meu caso, hoje em dia o caderno serve pra praticar francês.

Escrito por Fabio Moon às 12h00 [ ]
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8 ou 80.
Nossa maior fonte de inspiração. Razão das maiores alegrias e piores tristezas.

Pra quem merece, hoje é festa no manicômio.
Escrito por Gabriel Bá às 09h29 [ ]
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Aprendendo todos os dias.

O carnaval já acabou? Como é que as pessoas contabilizam o Carnaval esses dias? Vai até quarta-feira de cinzas, dura a semana inteira, não acaba mais (se você estiver na Bahia)?
Minha história para o Concurso Literatura para todos continua a todo vapor. Já terminei mais três capítulos que, juntos, dão 16 páginas. Faltam quatro capítulos para terminar a história, em aproximadamente vinte e cinco páginas. Se eu continuar fazendo duas páginas por dia, dá tempo.
Esquanto estou fazendo a história, fico pensando quanta gente vai participar. Será que todas as categorias vão receber material? Será que para os autores é interessante essa idéia de ter o seu trabalho usado para ajudar na alfabetização do país, ou os inscritos estão somente pensando nos dez mil Reais do prêmio?
Eu aprendi a ler lendo quadrinhos. Aprendi a gostar de ler lendo contos. Aprendi a gostar do Brasil lendo livros. Aprendi a gostar da língua portuguesa lendo poesia.
Esse concurso, para mim, é um modo de criar novos autores e um novo público para que as pessoas continuem aprendendo com as palavras como é linda, estranha e insubstituível essa nossa vida.
Na próxima vida, se eu voltar cachorro, quero voltar cachorro no Brasil, rodeado de pessoas falando em português.
Escrito por Fabio Moon às 13h49 [ ]
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Trilha sonora - 3

Escrito por Gabriel Bá às 08h51 [ ]
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Trilha sonora - 2

Escrito por Gabriel Bá às 10h27 [ ]
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