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Falando muito, desenhando pouco.

Depois de tanto tempo trancados no calabouço, até que vimos muita gente nessa última semana que passou. Sexta passada assistimos a palestra do Rod Reis na Quanta. Sábado demos uma palestra na Abra. Segunda feira demos uma entrevista pro Zé Oliboni, colaboardor dos sites Pop Balões e Universo HQ, terça para o Itaú Cultural/ TV Puc e quinta para um documentário da Anhembi Morumbi. Uma semana muito cheia, falando muito sobre Quadrinhos.

Com tantos acontecimentos e compromissos, acabamos desenhando menos do que gostaríamos esta última semana.

A primeira parte da entrevista que demos pro Oliboni já está no site Pop Balões e pode ser lida aqui.

Escrito por Gabriel Bá às 14h47
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Mulheres e os Quadrinhos.



Não é nenhum segredo que nós temos um grande apelo com o público feminino. Qual a razão? Não sei ao certo. Talvez a temática dos relacionamentos, o lado sensível, os personagens femininos sempre presentes nas nossas histórias. Os Quadrinhos são a nossa vida e as mulheres fazem parte dela.

Há muita reclamação sobre a idealização das mulheres nos Quadrinhos. Sempre magras, peitudas, gostosas. Não acho que elas precisem ser sempre assim numa HQ, mas elas precisam ser sempre lindas, a ponto de conquistar todos leitores masculinos e a buscar essa beleza em todas as leitoras.



Aos olhos de um homem apaixonado, sua mulher é a mais linda do mundo. E não há mulher mais linda que uma mulher apaixonada.

Escrito por Gabriel Bá às 11h04
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Divagando.


ilustração publicada na Folha de São Paulo

Enquanto o artista faz quadrinhos, ele é praticamente sequestrado do mundo. Fica muito tempo sozinho, olhando somente para o papel, para a prancheta, para um roteiro que pode o levar para longe. Se o artista descuida, desaparece.


ilustração publicada na Folha de São Paulo

Quando o artista volta para a superfície, parece um desamparado. Não sabe de nada, não se relaciona direito, fica procurando o seu lugar sem saber onde é. Não sabe muito mais nada além do que o consumiu durante todo esse tempo: a história.

O artista se transforma num personagem de suas próprias histórias, tão estranho ao cotidiano quanto os tipos que desenha.

Somente seus diálogos são um pouco menos criativos.

. . .

(Fazer quadrinhos é uma delícia, mas é extremamente solitário, e a mente da gente acaba divagando.)

Escrito por Fabio Moon às 15h05
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Zulu, vagalume e HQ.

Sexta-feira, fomos assistir a palestra do Rod Reis, colorista profissional de HQs, na Quanta. Foi bem bacana, bem instrutiva e bem divertida. Enquanto o Rod Reis falava, fiz esse rascunho no meu caderno. Até que ficou parecido.

hoje:
Enquanto o Bá termina o sexto número do Casanova, ele está também ilustrando um livro da coleção vagalume para a editora Ática. Quem nunca leu um livrinho desses quando era criança? Nós lemos e vem daí a vontade de ilustrar um livro dessa coleção e fazer parte dessa fase da infância de tantas crianças pelo Brasil inteiro.

Essa semana:
Essa semana, devemos trabalhar apenas com os quadrinhos. Se eu escrever alguma coisa por aqui até o final da semana, será sobre isso. As imagens, também.

Ao trabalho.

Escrito por Fabio Moon às 10h31
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Substituindo o assunto.


ilustração para a Folha de São Paulo de 21 de Setembro de 2006

Não quero falar sobre o novo projeto que estou fazendo porque o contrato ainda não foi assinado, está lá no departamento jurídico da editora. Fico preso nessa ansiedade louca de mostrar páginas, de falar do processo, mas é melhor esperar.

Quem já foi a alguma das minhas últimas palestras já sabe o que é, mas não sabe como está ficando, que é o mais importante (é, pelo menos, o mais legal).

Amanhã à tarde, mais uma palestra. Mais uma conversa com os apaixonados por quadrinhos. Estamos pensando em coisas diferentes para dizer, então é melhor vocês pensarem em coisas diferentes para perguntar.

As mesmas perguntas também são bem-vindas.

Antes da palestra, no entanto, vou pela primeira vez substituir um professor lá na Quanta, que precisou viajar e me chamou pra dar a aula no lugar dele. Bom, quem me chamou não foi o professor, foi o Marcelo, dono da escola, e eu só falei com a Sabrina, ajudante das tarefas manuais (telefonista). Fico esperando chegar lá amanhna e encontrar o Weberson pronto para me substituir caso eu não apareça.

Brincadeiras à parte, a idéia de ser o professor substituto é divertida e eu espero me divertir amanhã. Com seriedade, claro, pois os alunos estão lá para aprender e, mesmo com bom humor, eu vou amanhã para ensinar.

Escrito por Fabio Moon às 11h34
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A Jornada do Artista.

Uma coisa que eu aprendi ao mostrar minhas histórias é o efeito que elas causam nas pessoas. Você pensa em várias coisas pra produzir uma história, mas vai se supreender ao ver as reações e frutos do seu trabalho nos outros.

Fizemos nosso vídeo de relato da Comic Con deste ano pra compartilhar a sensação de realização que tivemos e mostrar aonde o nosso cominho está nos levando. Fizemos um vídeo com um tom épico, porque estávamos num momento homérico da nossa carreira. Ficou divertido e continuamos a nossa vida.

Com essa coisa de YouTube, compartilhar vídeos ficou muito mais fácil e, aproveitando isso, também colocamos alguns trechos das palestras que damos por aqui, sempre que possível. Não são cânones ou relatos da mais profunda verdade universal, mas são a nossa opinião. É o máximo que a gente pode oferecer nas palestras e até aqui no blog também.

Sempre fiquei feliz em ver pessoas que começaram a fazer fanzines por nossa causa, ou quando vejo referências ao nosso trabalho no trabalho de outras pessoas. Sempre me espanto quando alguém mostra uma encadernação dos nosso fanzines antigos numa edição "de luxo".

Hoje, recebi por email uma das melhores homenagens que eu poderia ter recebido: uma paródia.


Assistam aqui e riam tanto quanto eu ri hoje, o dia inteiro.

Escrito por Gabriel Bá às 17h30
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Amanhã, na Folha.

Me ligaram da Folha de São Paulo. Neste momento. Logo começo e, em menos de duas horas, cinco ilustrações devem ficar prontas. As ilustrações serão publicadas na edição de amanhã, onde os paulistanos poderão conferir se a velocidade e adrenalina fazem bem ou mal ao meu desenho.

Hoje, também, respondi algumas perguntas para uma matéria sobre esse curso de quadrinhos e cartum na Faculdade Estácio de Sá, no Rio. Entre as perguntas, veio essa do tempo para fazer um desenho. Pensei na hora nos desenhos para a Folha, onde sempre sou chamado assim, de última hora, mas não dei uma resposta específica.

Se a entrevista fosse amanhã, eu teria uma resposta diferente da que eu dei.

Escrito por Fabio Moon às 17h00
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Abrindo mais possibilidades.



Está acontecendo na unidade Santa Cruz da ABRA, aqui em São Paulo, a Terceira Mostra do núcleo de Quadrinhos. Além da exposição, os visitantes podem desfrutar de palestras e avaliação de portfolio.

Amanhã, dia 20, o Joe Prado, da Art &Comics, estará avaliando portfolios, dando dicas de como trabalhar no mercado americano e recolhendo os novos talentos. No site não fala o horário, então é melhor ligar na ABRA e perguntar.

Dia 23, sábado às 14h30, nós daremos uma palestra sobre HQ, falando um pouco sobre fazer quadrinhos no Brasil. Teremos a nossa revista Um Dia, Uma noite para vender, assim como exemplares dos primeiros quatro número da revista que o Bá publica nos Estados Unidos, a Casanova. Cada revista custa R$ 5,00.

Inscrições para as palestras e avaliação de portfólios: devem ser feitas com antecedência na secretaria da unidade.

Número de vagas: 40 para cada palestra e 30 para a avaliação de portfólios.

ABRA - Unidade Santa Cruz
Rua Domingos de Morais, 2267
Vila Mariana - próximo ao Metrô Santa Cruz

Telefone para informações:
(11) 5549-0955
segunda a sexta das 9h00 às 21h00
sábados das 9h00 às 14h00

Escrito por Fabio Moon às 09h05
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No meio do caminho...



Uma das poucas ilustrações que estamos fazendo esse mês, ainda no meio do caminho.

Escrito por Fabio Moon às 09h42
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CASANOVA no Entertainment Weekly

Enquanto eu desenho as páginas do capítulo 6, saiu uma boa notinha sobre o Casanova no Entertainment Weekly, mostrando ainda a capa do 2. Essa semana saiu o 4 nos EUA. Segue abaixo a notinha.



Escrito por Gabriel Bá às 10h54
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Ding.



Às vezes, você precisa de um elemento que ligue duas cenas. Você pode usar uma imagem ou pode usar uma palavra.

Ou um som.



A idéia de que o som se propaga nos leva da floresta para o descampado, do descampado para a vila, da vila para o próximo personagem.

Quando mostramos o personagem, queremos ver aonde ele está, e para onde ele está olhando.

Abre a cena.

A situação se complica.



Escrito por Fabio Moon às 13h29
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Casanova 4

Essa semana, sai mais um número do Casanova nos Estados Unidos. Aqui está uma página.



Escrito por Fabio Moon às 16h59
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o que eles estão dizendo?



O que você deve procurar como desenhista de uma história em quadrinhos? Se você não é o responsável por todo o entendimento da página, já que a história em quadrinhos é formada pela união dos desenhos com os textos, você deve ao menos deixar sempre o leitor curioso.

Seu desenho deve mostrar o que está acontecendo e, a partir do desenho, o leitor precisa querer saber o que os personagens estão dizendo. Ele vai então ao balão.

O balão, por sua vez, deve dar ao leitor as informações que ele precisa para querer seguir adiante para o próximo quadrinho.

E assim se repete durante toda a história.

Escrito por Fabio Moon às 11h33
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Um de cada, dos novos.



O clima, aqui no estúdio, é de produção. Muita coisa está acontecendo e o lado positivo de produzir muito é encontrar um bom ritmo de produção e se entusiasmar com os desenhos que são produzidos, como a imagem acima, feita do puro tesão de desenhar.



Personagens novos estão sendo criados para os raros projetos que estamos fazendo de ilustração e, também influenciados pela nossa boa fase nos quadrinhos, estamos contentes com o resultado.

Escrito por Fabio Moon às 12h03
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Sete.



Para todos que vem acompanhando a produção das capas do Casanova, aqui vai a capa do número 7. É a última capa antes do primeiro breque, antes do intervalo planejado pelo Bá e pelo Matt Fraction. A idéia, além de colocar elementos da história em si, era também incluir imagens de outras capas, como o Casanova de terno do primeiro número, a Zephir do segundo (usando um vestido com as "bolhas" que popularam as primeiras capas) e algum elemento em branco com contorno vermelho.

Escrito por Fabio Moon às 13h59
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Conhecendo novos e velhos artistas.

Se você quer desenhar, você gosta de desenho. Provavelmente já gostava antes mesmo de se tornar um desenhista. Com certeza, vai continuar gostando, mas chega um momento em que, ocupado com as preocupações e diversões diárias, você acaba perdendo o hábito de procurar novos desenhistas, descobrir novos estilos ou simplesmente acaba perdendo o contato com o trabalho daquele desenhista que você gostava quando era criança, ou quando estava na faculdade.

É importante para o desenhista continuar sempre curioso com o que está sendo produzido, quem está surgindo, quem está se reinventando. Você é do tamanho do seu mundo, e seu mundo se baseia no quanto você conhece dele. Quanto mais você conhece, maior é o seu mundo.

Eu visito vários blogs de desenhistas. Não comento muito, não mando e-mails (e muitas vezes não respondo), mas estou sempre olhando a produção dos blogs, vendo gente que está começando e gente que já está no mercado há muito tempo. Faz muito bem ao meu trabalho, mesmo não tendo nada a ver com o meu estilo. Aqui vão alguns sites que visito regularmente:

Gustavo Duarte - Esse menino vai longe. Ainda vai se tornar o maior caricaturista do Brasil, mesmo que sem querer. Gosto muito do seu estilo, dos seus exageros e, ultimamente, dos seus textos. É muito divertido o seu blog, principalmente porque puxa propositalmente para o humor.

Mike Wieringo - Artista americano, o Mike Wieringo (ou Ringo, como ele assina) é um desenhista de super-heróis. Aqui no Brasil, acho que ele aparece nas histórias do Quarteto Fantástico, mas lá nos EUA está atualmente desenhando o Homem Aranha. Como estou meio desligado dos super-heróis, não sei como andam suas histórias, mas todos os dias (ou quase), ele faz um desenho de aquecimento, para relaxar a cabeça e esquentar a mão, e coloca no blog. Às vezes, persegue um tema durante uma semana (como super-heróis "gorilizados") e, em seus comentários, fala um pouco sobre sua percepção sobre esse mundo dos quadrinhos. Muito divertido.

Fabio Cobiaco - Conheci o trabalho do Cobiaco no Bang Bang. Muito profissional, né? Agora que sei que ele tem um blog, visito sempre para conhecer mais. Adoro seu preto e branco e seus ângulos e gosto de como ele tem produzido muito todos esses anos, mesmo que eu nunca tenha visto (mas estou vendo agora com o site).

Orlando Pedroso - O Orlando é de uma criatividade diabólica e sem limites. Se ele precisa fazer ilustrações super rápido para a Folha, essa velocidade combina com a sua mente doentia e com seu humor ácido. Ele também tem feito um desenho por dia, como aquecimento. Faz um desenho, coloca uma frase, cria um contexto e resolve a parada com uma beleza sem par. Vale a pena.

Visito muitos outros blogs. Esse vício da internet (que eu justifico mentalmente chamando de pesquisa) acaba com pelo menos uma hora do meu dia. Já acabou com mais, hoje estou quase limpo, mantendo minha dependência em níveis saldáveis.

Escrito por Fabio Moon às 02h12
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