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Histórico

Seja você mesmo em 2007



Escrito por Gabriel Bá às 18h03
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Casanova - leia um número.



Esse ano, o Bá desenhou a série Casanova, que ele criou com o Matt Fraction. Desde a época do fanzine, não produzíamos uma história que fosse publicada em partes e, mesmo naquela época, o nosso desenho era muito mais simples, e nós nos cobrávamos muito menos em relação à arte.

Essa imagem acima é a capa do encadernado dos primeiros sete números da revista.

Quem quiser, clique aqui para ler o primeiro número (em inglês).

Escrito por Fabio Moon às 10h22
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Feliz Natal.



Escrito por Fabio Moon às 17h57
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Vamos?



Nada melhor para alimentar a vontade de fazer quadrinhos do que fazer quadrinhos. O lançamento do mais um livro nos motiva a fazer o próximo, a fazer mais e fazer melhor.

Surgiu um trabalho de última hora semana passada que me deixou exausto (quem foi ao lançamento viu como eu estava acabado) e consumiu quase todo o meu final de semana. Mesmo assim, essa sensação boa de missão cumprida que o lançamento trouxe foi ainda maior que o cansaço e, na segunda-feira, logo após terminar o trabalho corrido, voltei para a prancheta e fiz quadrinhos.

Relembrei o prazer de uma história de uma página só.

Depois de 62 páginas do Alienista feitas com aguada, como foi bom fazer novamente uma história com o impacto do preto e branco. Parece que a página cresce, fica mais forte, fala mais alto.

Não fomos só nós que produzimos muito esse ano. Vários artistas lançaram novas revistas, começaram novos projetos, decidiram correr atrás e dar a cara para bater.

Ano que vem, queremos mais de tudo isso.

Vamos ler mais, desenhar mais, produzir mais e querer mais.

Vamos correr atrás.

Vamos?

Escrito por Fabio Moon às 12h43
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E finalmente, o Angelo Agostini.

2006 realmente foi um ano muito cheio para nós, o ano que mais produzimos Quadrinhos até hoje. Foram 124 páginas de Casanova, publicamos o De:TALES nos Estados Unidos, o Fábio desenhou 62 páginas do Alienista e conseguimos lançar duas novas publicações dos 10 Pãezinhos.

Depois de lançar 10 Pãezinhos - Um dia, uma noite. em Julho e 10 Pãezinhos - Mesa para dois. agora em Dezembro, podemos (devemos)finalmente falar do Angelo Agostini. A votação pro troféu já começou e vai até dia 15 de janeiro.

As pessoas podem mandar a cédula (abaixo) com a votação por email ou pelo correio para AQC-ESP/Worney Almeida de Souza - Caixa Postal 675 SP (SP) - CEP 01059-970. Vocês podem votar em três nomes na categoria Mestres do Quadrinho Nacional e em dois nas outras categorias, indicando 1º e 2º lugares.

Uma lista de mestres do Quadrinho nacional (que atuam na área há pelo menos 25 anos) e de lançamentos de 2006 pode ser vista aqui. Vocês podem votar em alguma publicação que não esteja nesta lista (como é o caso do Mesa para Dois, que só foi lançado semana passada), desde que tenha sido publicada em 2006.

O prêmio Jayme Cortez vai pra quem incentivou os Quadrinhos por meio de divulgação, edição, promoção ou qualquer ação pra abrir e expandir o Quadrinho nacional.

Qualquer um pode votar. Vocês não precisam votar em todas as categorias.



CÉDULA

23º PRÊMIO ANGELO AGOSTINI 2006
AQC-ESP


Melhor Desenhista de 2006
1._____________________
2. _____________________

Melhor Roteirista de 2006
1. _____________________
2. _____________________

Melhor Lançamento de 2006
1. _____________________
2. _____________________

Melhor Fanzine de 2006
1. _____________________
2. _____________________

Prêmio Jayme Cortez
1. _____________________
2. _____________________

Melhor Cartunista de 2006
1. _____________________
2. _____________________

Mestres do Quadrinho Nacional
1. _____________________
2. _____________________
3. _____________________



Escrito por Gabriel Bá às 13h41
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MESA PARA DOIS na Ilustrada.



"Mesa para Dois" enfoca temas cotidianos.


Criada pelos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, nova HQ tem personagens comuns e problemas do dia-a-dia

PEDRO CIRNE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


"O cara e a garota terminam juntos?" Esta é uma questão freqüente quando o assunto é um filme ou um livro de amor. E é uma das perguntas que a garçonete Julia faz ao escritor Milo em "10 Pãezinhos - Mesa Para Dois", história em quadrinhos criada pelos irmãos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá e lançada neste mês.
"Mesa Para Dois" soa como uma crônica em quadrinhos, uma história comum, com personagens cotidianos. Não há mocinho ou bandido, mas uma garota que trabalha em um restaurante e as pessoas ao seu redor. Trata-se de uma história sobre o dia-a-dia. Milo, um escritor veterano, está com problema na composição dos personagens e não consegue terminar seu romance. Por isso, coloca um anúncio no jornal: "procura-se assistente". Julia, a garçonete, aparece e descobre que o que ele procura é apenas alguém para conversar por algumas horas. E é assim que ela se torna a protagonista da história: a garota bonita e simpática, que acha que não tem nada demais em sua vida, mas que não percebe que há, bem perto dela, coisas tão importantes quanto alguém apaixonado.
Milo pode parecer um tanto excêntrico -não é qualquer um que paga para ter com quem conversar. Mas, mais do que tudo, ele é um observador, uma pessoa que presta atenção nos detalhes. É deles que ele pretende extrair o que falta para concluir seu livro.

Temas contemporâneos
Moon e Bá trabalham com quadrinhos há anos, tendo despontado com o fanzine "10 Pãezinhos". São contadores de histórias que usam desenhos para narrar dúvidas, aventuras, inquietações e amor. E, tal qual Milo, são bons observadores. Às vezes usam fábulas em suas HQs, às vezes um universo mais próximo do leitor, como neste caso.
E lá estão a garota simpática, o cara tímido, pessoas solitárias, a falta de comunicação: elementos presentes em tempos contemporâneos. Há espaço para duas homenagens: um personagem chamado senhor Monteiro, que é a cara de Monteiro Lobato, e Milo, inspirado no quadrinista e também escritor Lourenço Mutarelli, autor de "O Cheiro do Ralo".
A sorte está lançada: a moça, o rapaz e uma cidade grande com problemas urbanos normais, como ônibus quebrado, lotação apertada e blecaute. Se o cara e a garota terminam juntos? Faça como a Julia e pergunte ao escritor Milo. Talvez ele conte.

10 PÃEZINHOS - MESA PARA DOIS.
Autor: Fábio Moon e Gabriel Bá
Editora: Devir
Quanto: R$ 15, em média (56 págs.)


Escrito por Gabriel Bá às 13h13
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Mesa para dois.... e a entrevista.



Estamos saindo para o lançamento do livro. Quando chegarmos no Exquisito, seremos apenas dois em uma mesa, mas esperamos que a mesa cresça.

Até amanhã.

Amanhã, aliás, daremos uma entrevista na All TV às 15h. Acho que o programa dura 1 hora. Entrem no site, mandem suas perguntas e participem.

Depois desse lançamento e dessa entrevista, só no ano que vem.

Escrito por Fabio Moon às 18h15
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Pois não?

Essa idéia já estava na minha cabeça. Começar uma história com o personagem fazendo uma pergunta olhando para o leitor. O leitor está entrando na história agora, então nada mais natural do que começar com o personagem à porta, dando as boas-vindas ao leitor e perguntando-lhe a que veio.

"O que você quer?"

"O que você está procurando?"

Então, Mesa para Dois começa assim.



Já dentro da história, a partir da segunda página, descobrimos que essa história não vai para onde estávamos esperando, vai para outro lado, outro caminho, outro rumo. Fica na personagem, Julia, a mesma dúvida que os leitores têm:

"E agora?"

"O que acontece?"

Nessa hora, terminamos o primeiro capítulo com mais uma pergunta que vale para a personagem e para o leitor. É na verdade um convite para continuar lendo, continuar fazendo perguntas e continuar buscando as respostas.

É esse o convite/pergunta que fazemos para você:

"E aí? Topa"



Escrito por Fabio Moon às 17h14
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Julia.



"Julia tem as tardes livres."

Mesa para Dois, nosso novo livro, começou como uma vontade de contar mais uma história. Uma não, várias. Acho que foi um resultado natural depois de um livro como o Crítica, onde fizemos várias histórias, continuar mostrando vários personagens, várias situações e várias realidades. Dessa vez, entretanto, queríamos que toda essa variedade fizesse parte de uma história maior que atravessasse todo o livro, e então começamos a fazer o caminho contrário, escolhendo quais das várias histórias entrariam no livro, e quais ficariam de fora.

A primeira história que pensamos para o livro, o primeiro diálogo, acabou ficando de fora. Ia muito longe da trama principal, tornava uma personagem muito mais interessante, mas nada dizia para todas as outras e, no panorama geral, nos distraia.

Fica para uma próxima vez. Quem sabe o mesmo diálogo ainda entra na boca de uma personagem diferente um dia, ou quem sabe a personagem que dialogou pela primeira vez repete tudo de novo numa outra história.

O lançamento do livro em São Paulo acontece dia 15 de Dezembro, a partir das 20h no bar Exquisito (rua Bela Cintra, 532), e quem comprar o livro, que custa R$ 15,00, ganha um chopp.

Para os que não aguentam esperar até sexta, o Blog dos Quadrinhos tem uma das primeiras resenhas sobre o novo livro, dando nome a alguns bois e falando um pouco sobre a história.

Escrito por Fabio Moon às 14h35
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No ritmo dos quadrinhos.

Depois de alguns dias envolto no mundo do samba de gafieira, fiquei com essa história de ritmo na cabeça. Junte isso ao workshop sobre quadrinhos no final de semana e as duas coisas se misturaram. Acabei com algumas perguntas no ar: Existe um bom ritmo de trabalho para o artista de histórias em quadrinhos? Mais ainda, existe um ritmo padrão, uma produtividade esperada, exigida?

Sim. Não. Depende.

O importante para fazer quadrinhos é estar sempre trabalhando. Somente o costume do corpo de desenhar todos os dias traz o ritmo, seja ele qual for. A prática diária não só traz ritmo, mas estimula a criatividade, pois você fica constantemente pensando sobre o processo, a produção, escolhendo ângulos, enquadramentos, diálogos.

Mas voltemos aos ritmos. Mundo afora, cada lugar tem o seu prazo, e é a partir desses prazos surgem os ritmos.

Nos Estados Unidos, as revistas são mensais e tem, em média, 22 páginas, então por lá o artista tem em média um mês para desenhar 22 páginas, o que acaba dando uma média de uma página por dia. Nem todo desenhista trabalhando no mercado americano desenha uma página por dia e, para piorar a situação, muitos desenhistas demoram um dia (ou mais) para desenhar somente o lápis, deixando o prazo para a arte-final ainda mais curto. Quem faz a letra e a cor, então, quase não tem prazo, e precisam fazer tudo correndo em menos de uma semana.

Na Europa, principalmente no mercado franco-belga de quadrinhos, o prazo é completamente outro. Lá, o costume é lançar um álbum por ano, e cada álbum tem em média de 48 a 62 páginas. Os artistas costumam ter de 6 a 9 meses para desenhar cada álbum e, em média, precisam desenhar duas páginas por semana. Essas duas páginas já estão completas, arte-finalizadas, coloridas, letreradas e tudo mais, mas logo se vê por que tantos álbuns europeus são tão caprichados. Se você produzir mais rápido, pode fazer mais álbuns por ano, ou fazer vários outros trabalhos ao mesmo tempo, ou ainda ter um monte de tempo livre.

No Japão, a produção é uma loucura. A maioria dos artistas tem assistentes e ajudantes, seja para fazer as letras, colocar as retículas ou ajudar nos cenários, e a produção é a mais intensa. As revistas saem semanalmente ou quinzenalmente, e cada capítulo da história pode chegar a sessenta e tantas páginas. Se você pegar um exemplar do Lobo Solitário na banca, verá logo no começo da edição quando aqueles capítulos foram publicados. Na sua maioria, as trezentas e tantas páginas de cada número da revista que estamos lendo agora foram originalmente publicados em um mês no Japão.

E aqui? E o Brasil?

Tirando o Maurício de Sousa, que tem uma grande equipe para lançar suas revistas todos os meses, a grande maioria dos artistas nacionais é independente e acaba fazendo quadrinhos porque gosta. Fazer quadrinhos entra nos tempos livres, entre um trabalho de ilustração, entre um storyboard, entre dois pacientes do dentista ou entre qualquer outra coisa que o quadrinhista tenha de fazer para ganhar dinheiro. Como você não abdica de TODO o seu tempo livre, o seu gibi vai ficando pronto só de vez em quando e, se você lança uma história por ano, já é um vencedor, mesmo se sua história for ruim.

O lento ritmo de produção do artista nacional dificulta seu aprendizado e a sua evolução acontece em passos de tartaruga. É muito fácil acabar desistindo, e muita gente desiste.

Muita gente vai para as tiras, procurando um mercado com um pouco mais de velocidade. Você nnao fica rico fazendo tiras (nem fazendo quadrinhos), mas pode acabar publicando diariamente em algum jornal ou site, e daí vem o seu ritmo. Você precisa ter pelo menos uma idéias por dia, fazer uma tira por tia, e acumular algumas tiras se quiser tirar alguns dias de folga. Não proponha tiras para um jornal sem ter pelo menos trinta tiras prontas.

No final das contas, não importa quanto tempo você leva para terminar a sua história. O importante é fazer bem feito e, principalmente, chegar até o fim.

Escrito por Fabio Moon às 11h54
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O feito, o visto e o pago.

Neste mundo de freelas, você acaba fazendo muitos trampos que não saem, que não chegam ao público. Essa semana que passou, aconteceu justamente isso comigo.

Me pediram uma ilustração pra capa do Guia da Folha, sobre os 115 anos da avenida Paulista. Fiz um rascunho pra eles venderem a idéia pra chefia do jornal (coisa que eu raramente faço, rascunhos testes de graça) e, uma vez aprovada a idéia, fiz o desenho da capa. Duas idas de metrô até a Paulista, um dilúvio, algumas ligações e um dia de trabalho depois, eu entreguei o desenho abaixo.


Um dia antes de sair o Guia, me liga o editor dizendo que derrubaram a matéria, mas que eu ia receber mesmo assim. Ao invés do aniversário da Paulista, dariam destaque no festival de Hip-hop que acontece no Sesc Santo André, com participação do De La Soul. Deram a foto de um amigo meu na capa, mas não pagaram nada pra ele.

Nada disso está certo. Às vezes você faz o trabalho e só recebe se ele sair. Outras, recebe mas ele não sai. Outras, usa uma imagem pronta e não recebe nada, só o crédito. A FOLHA devia ter vergonha de fazer este tipo de coisa e respeitar os ilustradores e fotógrafos, que só continuam aturando estas práticas porque "é a Folha", pela exposição.

Escrito por Gabriel Bá às 15h33
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Perguntas, um workshop e vários livros.



As idéias precisam sair de algum lugar. Se não saem da sua cabeça, saem de alguma coisa que você viu ou ouviu, e mesmo saindo da sua cabeça, provavelmente entraram na sua cabeça devido a alguma coisa que você viu ou ouviu.

O contador de histórias está sempre procurando.

Fazendo perguntas.

Estranhando o normal das coisas, ou absorvendo o estranho do dia-a-dia.

A autoria de cada história está no filtro de cada artista, que nos traz a sua visão de um certo mundo imaginário, a sua voz para uma certa situação, deixando um registro do que só ele poderia fazer.

. . .

Neste sábado, estaremos em Brasília dando um worshop como parte do evento Ilustrando em Revista que está acontecendo em Brasília, na Caixa Cultural (SBS quadra 4 lotes 3/4, edifício anexo à matriz da Caixa Econômica Federal).

Divulgamos o workshop dia 13 de Novembro aqui no blog, e nos avisaram essa semana que as vagas estão esgotadas.

O workshop, sobre a produção e criação de histórias em quadrinhos, começa às 14h e acaba às 18h.

Para os que estiverem lá para o workshop, ou mesmo somente vendo a exposição, uma novidade: teremos em primeira mão o nosso novo livro, Mesa para Dois, para vender e autografar. O livro custará R$ 15,00. Teremos também os cartões que fizemos para o Yo Soy Tu Infierno a R$ 2,00 cada (olhe nos posts abaixo alguns exemplos dos cartões).

De volta em São Paulo no domingo, começamos a nos preparar para o lançamento oficial, dia 15 de Dezembro, a partir das 20h no bar Exquisito (rua Bela Cintra, 532), lembrando que quem comprar o livro no lançamento ganha um chopp.

Escrito por Fabio Moon às 17h20
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Espere e escolha.



O David Lloyd esteve no Brasil durante as últimas semanas. Veio para conhecer São Paulo, para descobrir a cidade e produzir mais um álbum para a série Cidades Ilustradas da editora Casa 21. Durante sua estadia na cidade, saí com ele para conversar.

O mais significativo que eu tirei da nossa conversa foi o seguinte: procure lidar com dinheiro de maneira que você possa escolher os trabalhos que vai aceitar.

No caso dele, a idéia era a de sempre ter um dinheiro na conta que possibilitasse o sustento por uns três ou quatro meses sem trabalho, para que ele nunca precisasse pegar qualquer trabalho, algo que ele não gostasse só para ganhar dinheiro, algo em que ele não acreditasse.

Essa não é exatamente uma realidade possível para a maioria dos brasileiros. A vida não está fácil e já é difícil ganhar o dinheiro do mês, imagine então ganhar e guardar para poder ficar meses sem trabalhar, só escolhendo o trabalho que você mais gostaria de fazer.

Mesmo assim, existe nessa mentalidade um ponto positivo: talvez seja melhor fazer trabalhos de história em quadrinhos somente quando o projeto vale a pena, e deixar para fazer outras coisas somente pelo dinheiro.

Eu prefiro fazer milhões de storyboards de propaganda do que desenhar uma história que alguém escreveu onde eu não gosto do roteiro. Prefiro fazer ilustrações, infográficos, tiras, do que desenhar uma história que me traga uma sensação de que eu preferia estar fazendo outra coisa.

Eu quero fazer Histórias em Quadrinhos, mas não qualquer história.

Talvez eu não possa ficar três meses sem trabalhar para escolher qual é a minha próxima história, mas eu posso ficar três, quatro, cinco meses só fazendo ilustrações e storyboards enquanto o projeto em que eu acredito não acontece.

Quando ele acontecer, eu estarei pronto. Cheio de vontade, cheio de energia, cheio de tesão.

Escrito por Fabio Moon às 00h50
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FABULOSO LEILÃO BUBBLEDOLLS + 10 PÃEZINHOS!

A união de dois mundos.

No final de semana passado, participei do You Soy Tu Infierno, um "bazar que não era bazar", um encontro de estilistas, artistas e, acima de tudo, amigos. Foram dois dias de muita risada, muita chuva e muita bebida. E muitas vendas.

No meio de tantas roupas, botões, bolsas, copos, bonés e tantas outras coisas, o público que por lá passou olhou com carinho para os nosso livros, para os cartões e, no final das contas, muita gente diferente e que nunca leu Quadrinhos deu uma chance para esses tais de 10 Pãezinhos.

Quem não foi pode ver algumas fotos do evento e de edições passadas aqui.



E foi ali, naquela mistura de produções tão diferentes, que algumas parceirias muito interessantes foram formadas, como a edição especial "BubbleColors - 10 Pãezinhos".



Os BubbleDolls rag monsters são bonecos de pano cheios de estilo, personalidade e história própria, feitos artesanalmente, criação de Francesca Sperb (minha amiga Fran, responsável pelo convite que resultou na minha presença no Infierno). Para esta edição do evento, a Fran criou a coleção BubbleColors, onde os bonecos eram brancos e vinham acompanhados de uma caixa de giz-de-cera para a própria pessoa que levasse pintasse seu boneco. Além dos bonecos super fofos, a idéia é muito boa.



Eu pintei dois bonecos no sábado e, no Domingo um deles foi vendido. O outro, solitário, aguarda um dono que o leve para casa. E foi assim que decidimos fazer o:

FABULOSO LEILÃO BUBBLEDOLLS + 10 PÃEZINHOS!



O esquema é muito simples. Os interessados mandam os lances por e-mail para bubbledolls@gmail.com, escrevendo o valor no subject. O lance inicial é de R$30,00.
Aceitaremos lances até o dia 10 de Dezembro e a entrega será no dia 15, no lançamento do nosso novo livro "Mesa para Dois", no bar Exquisito, em São Paulo. O vencedor ainda ganhará uma edição autografada de Um Dia, Uma Noite e da extinta Feliz Aniversário, Meu amigo e terá a chance de conhecer os outros participantes do Infierno.

Se o vencedor não for de São Paulo... hmmmm... bom, aí a gente manda o seu BubbleColor e as revistas pelo correio com muito carinho.



A Fran montou esta foto-novela com as fotos que eu tirei durante o fim de semana. Agora só falta um último quadrinho com a um novo dono levando o... Décio para casa.


Escrito por Gabriel Bá às 14h11
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