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Histórico

Sexta-feira agitada em São Paulo.

Mais uma vez, o mundo dos Quadrinhos borbulha em São Paulo. É sempre bom quando novos livros são lançados, quando artistas e autores dão palestras e o público pode acompanhar um pouco mais da produção nacional.

Na Quanta (rua Minas Gerais, 27), acontece hoje a abertura da exposição de originais do Roger Cruz para a mini-série X-Men First Class. A partir das 19h, as portas estarão abertas para o público e, às 20h, começa um bate-papo com o artista e com o editor da Panini responsável pelos títulos da Marvel publicados aqui no Brasil.

Eu pretendo passar por lá para conferir a exposição, mas antes da palestra parto para o próximo evento.

Na livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073, São Paulo), o Laerte lança hoje o primeiro livro de coletânea de todo o seu trabalho com Os Piratas do Tietê. Para quem cresceu lendo histórias dos piratas, é como retornar à infância (mesmo que seja uma infância meio bizarra, amoral e escatológica). Começa às 18h30.

Dentro da mochila, como não podia deixar de faltar, levo alguns exemplares da nossa revista 5, além de exemplares do número mais recente do Casanova (o número oito).

Aqui no estúdio, estamos dando os últimos retoques no novo livro 10 Pãezinhos, que comemorará 10 anos do fanzine, enquanto continuamos desenhando Casanovas, Umbrellas e Sugarshocks.

Escrito por Fabio Moon às 13h45
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Descubra

Setembro está chegando.



Clique aqui e veja um detalhado making of de 6 páginas do primeiro número do Umbrella Academy, mostrando primeiro o roteiro, depois meu rascunho (layout) que eu mando pra aprovar, depois a arte-final, depois a cor do Dave Stewart e finalmente a página com as letras do Nate Piekos.

É bom pra ver como pode ser um roteiro de Quadrinhos, comparar com a página final e ver como solucionar os pedidos do escritor. Bom também pra ver o que a cor pode acrescentar ao desenho em preto e branco.

Enfim, making of é bom pra aprender como se faz.

Descubra mais sobre a Umbrella Academy.


Escrito por Gabriel Bá às 18h34
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De volta ao parque literário.



Amanhã, viajamos à Brasília para o evento FNAC no Parque literário, que acontece na FNAC do ParkShopping (Entrada C1, SAI/SO - Área 6580). Às 17h, acontece o bate papo sobre adaptações literárias conosco (que fizemos O Alienista, do Machado de Assis), com Kleber Sales (ilustrador brasilience que publicou uma história do Machado de Assis no álbum Domínio Público) e com o Gabriel Góes (que desenhou O Beijo no Asfalto do Nelson Rodrigues). Ou será às 18h. Depois disso (ou antes?) faremos o "lançamento oficial" do Alienista por lá, com seção de autógrafos e tudo mais. E tem uma exposição sobre os 10 anos dos 10 Pãezinhos, que eu também quero ver e ainda não vi.



No ano passado, fizemos uma palestra na FNAC de Brasília no meio do ano e, no final do ano, voltamos para um workshop. Como será que estão os alunos do workshop, que queriam continuar desenhando e fazendo quadrinhos? Será que algum deles agora tem um fanzine, ou mesmo um blog? Será que algum deles continua desenhando, apaixonado por quadrinhos, e estará lá amanhã mostrando seu novo trabalho.

Amanhã, viajamos à Brasília a procura de respostas, mesmo estando sempre abertos a perguntas.



Alimentando nossa veia independente, levaremos conosco nossos dois últimos lançamentos independentes: a revista Um dia, uma noite, ganhadora do HQMix desse ano de revista independente, e a recente revista 5 que fizemos com a Becky, com o Vasilis e com o Grampá. Cada uma dessas revistas custa R$ 5,00

Para os fãs do nosso material estrangeiro, levaremos algumas edições do Casanova (escrita pelo Matt Fraction) e algumas cópias da revista The Umbrella Academy (escrita pelo Gerard Way) que saiu em Maio nos Estados Unidos. Cada uma dessas revistas também custa R$ 5,00


Escrito por Fabio Moon às 09h48
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combustível



Ontem, no bate papo sobre as adaptações literárias, fiquei com a impressão que o ponto em comum entre todos os autores sobre a sua experiência com as adaptações foi o seguinte:

Fazer uma adaptação é estimulante, é um combustível criativo para o seu próprio trabalho.

Você aprende muito sobre contar histórias quando precisa contar a história de uma outra pessoa. Quanto melhor a história original, mais você aprende, pois a adaptação te leva a estudar o autor, a estudar os personagens, a estudar o modo como aquele clássico foi construido.

Hoje em dia, estamos buscando combustíveis para os próximos trabalhos. Em todo lugar, estamos recolhendo informações, escutando e guardando estórias, pesquisando os caminhos futuros que nossos personagens vão trilhar.

Escrito por Fabio Moon às 10h19
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10 Pãezinhos no PLAYZONE

HOJE vai ao ar o programa PLAY ZONE que participamos, no canal Play TV. É aquele programa em que um convidado vai falar sobre o seu trabalho enquanto joga um vídeo game. É mais difícil do que tentar trabalhar conversando ao telefone, ou achar aquela rua que você não conhece ouvindo rádio no carro.

O programa vai ao ar às 21h, e a Play TV fica no canal 21UHF - ou 21 TECSAT - ou 223 DIRECTV - ou 24 NET - ou 15 da TVA. Ele vai reprisar no fim de semana às 21h também.




Escrito por Gabriel Bá às 16h43
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O ano de comemoração de "10 anos dos 10 Pãezinhos" está sendo maravilhoso, cheio de prêmios, lançamentos e novas histórias sendo feitas. Mas bacana também são as exposições e as viagens que estamos programando.



A primeira exposição acontece essa semana em Brasíilia, parte da segunda edição do festival de Quadrinhos FNAC NO PARQUE LITERÁRIO. O evento abre no dia 22 de Agosto e vai até o dia 30, com outra exposição de artistas de Brasília, além de vários bate-papos durante a semana. No sábado, dia 25, estaremos lá pra participar de um bate-papo sobre adaptações literárias e, depois, teremos uma sessão de autógrafos para o lançamento do Alienista no evento.

O evento acontece no ParkShopping - Entrada C1, SAI/SO - Área 6580. Mais inforações pelo telefone: (61) 2105-2000

Em Setembro iremos à Recife participar do FIHQ e em Outubro, estaremos mais uma vez em Belo Horizonte para mais uma edição do FIQ.
Quando estes eventos estiverem mais próximos, daremos mais detalhes sobre eles, os nossos trabalhos expostos e as palestras.



Categoria: Evento
Escrito por Gabriel Bá às 17h01
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Portal Literal.

Não conhecia o site Portal Literal, mas passeando e lendo alguns de seus textos, parece interessante. Parece sério. E, se utilizando de uma abordagem séria, saiu um texto essa semana sobre as adaptações literárias de clássicos da literatura.



O texto termina apontando as pessoas para o bate-papo da semana que vem, dia 21 de Agosto, chamado Quadrinhando. O evento começa às 20 horas, no auditório do SESC Vila Mariana, que fica na Rua Pelotas, 141, em São Paulo. A mesa, mediada por Álvaro de Moya, terá a participação de Índigo, que fez a adaptação de "Memórias de um Sargento de Milícias" (de Manoel Antônio de Almeida) e de Marcatti, que fez a adaptação de "A Relíquia" (de Eça de Queiroz). Eu fiz O Alienista.

Escrito por Fabio Moon às 17h37
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Impressões do dia do HQ Mix. Por um lado, o de quem dança, vem a curiosidade pela apresentação, pela música e pela resposta do público. Por outro, o de quem desenha, vem a atenção para as mãos. Finalmente, pelo lado de quem conta histórias, vem a mistura, a síntese, a poesia do momento.



Categoria: quadrinhos
Escrito por Fabio Moon às 10h18
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QUADRINHANDO sobre o Alienista.

No dia 21 de Agosto, vou participar de um bate-papo sobre adaptações de clássicos da literatura. A mesa, mediada por Álvaro de Moya, terá a participação de Índigo, que fez a adaptação de Memórias de um Sargento de Milícias (de Manoel Antônio de Almeida) e de Marcatti, que fez a adaptação de A Relíquia (de Eça de Queiroz).

O número de vagas para assistir o bate-papo é limitado, e a venda de ingressos já começou (eles vão de R$ 6,00 a R$ 3,00). Para maiores informações, ligue 0800-118220, ou (xx11) 5080-3000 ou acesse www.sescsp.org.br.

Estou terminando de ler A Relíquia e vou tentar encontrar Memórias de um Sargento de Milícias para ler no final de semana. Acho bacana saber um pouco sobre o trabalho de todos os participantes da mesa.

As adaptações literárias continuam aparecendo, então acho uma discussão como essa bacana tanto para o público como para outros artistas que estão tentando ingressar no mercado nacional de quadrinhos. Se você gosta de quadrinhos, e de literatura, apareça e participe. O evento começa às 20 horas, no auditório do SESC Vila Mariana, que fica na Rua Pelotas, 141, em São Paulo.

Projeto Quadrinhando
O bate-papo faz parte do projeto Quadrinhando, que disponibiliza publicações ligadas ao universo das histórias em quadrinhos, tanto do Brasil quanto do exterior, no espaço de leitura do SESC Vila Mariana. O projeto, inicialmente bimestral, agora é quadrimestral. 

Desde seu início, em 2006, o Quadrinhando já trabalhou com temas como Mangás, HQs Feitas por Mulheres, Quadrinhistas Brasileiros Independentes, Quadrinhos Políticos, Quadrinhos & Cinema, Elas por Eles (quadrinhos produzidos por homens, mas que têm como personagens principais figuras femininas) e este último, as Adaptações de Clássicos da Literatura.


Escrito por Fabio Moon às 16h06
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HQ é coisa séria.

De uns anos pra cá, com grande ajuda do cinema, os Quadrinhos estão ganhando muita visibilidade, além de um status mais cool. Hoje já é bacana falar "eu faço Histórias em Quadrinhos", mesmo que ninguém saiba realmente o que você faz ou como é o seu trabalho. As editoras também estão fazendo um bom trabalho, publicando um material cada vez mais diverso e trazendo obras alternativas, mais adultas, mais sérias. Além disso, vemos um número crescente de teses de mestrado e doutorado sobre Quadrinhos.

Essa onda de adaptações literárias também é uma tentativa de atrair um público com obras consagradas da literatura, além de tentar uma venda para o governo, as escolas, essas coisa toda. Isso tudo tem chamado a atenção da mídia, que tem aberto espaço pra matérias focando este interesse em adaptações, obras que fogem dos padrões conhecidos do público, falando das publicações que mostram que HQ é mais do que Mônica, Super-Heróis e o Pasquim.

Mas será que funciona? Será que o público que lê estas matérias se interessa pelo material e dá mais uma chance para os Quadrinhos? Será que as pessoas são capazes de levar a sério os Quadrinhos? Talvez pensem "tudo bem, existem histórias sérias, autores competentes, mas HQ é coisa de criança, ou de nerds. Vou realmente perder meu tempo procurando e lendo uma historinha em um gibi? Não vou deixar de ler um livro pra ler uma HQ. Sou muito mais ler O encantador de Pipas do que Stardust, ou comprar o último Harry Potter ao invés do Bone. Abusado, do Caco Barcelos, é muito mais sério do que Palestina, do Joe Sacco".

Como qualquer cara normal, a maioria dos meus amigos não lê Quadrinhos. Alguns leram quando crianças, alguns seguiram até a faculdade, poucos lêem até hoje. Muitos vão aos meus lançamentos, alguns compram meus livros e um ou outro vem conversar comigo detalhes que ele reparou na história que o marcaram. Para eles, os Quadrinhos se resumem à nossa amizade, pois nenhum deles compra outra coisa, procura novos títulos, outros autores. Não importa quanto eu fale a respeito, quanto eles vejam o quanto eu trabalho, quantas matérias no jornal saiam falando do meu trabalho ou quantos prêmios eu ganhe.

Assim como muitas coisas nas minhas histórias, eu uso o meu círculo pessoal como metáfora para o mundo, assim como Guimarães Rosa dizia que o mundo era o sertão.

Amanhã, para todos os leitores de Quadrinhos e também para um público ainda maior de não-leitores, sairá uma matéria na revista Isto É sobre Quadrinhos, adaptações literárias e tudo isso que eu escrevi acima. Eu não li a matéria, mas sei que a repórter que nos entrevistou nunca tinha lido nada nosso. Achei que ela estava ali só por causa dos recentes prêmios HQ Mix que ganhamos, mas ela falou que foi por causa da lista da Entertainment Weekly. Já avisei o fotógrafo que a acompanhava que não faríamos fotos "devorando os gibis" ou abraçando a mesa, porque fazemos Quadrinhos sérios e isso não é uma brincadeira. Acabamos cedendo para jogar canetas ao ar enquanto ele tirava fotos, o que se mostrou tão ridículo quanto, o que reflete a visão que as pessoas leigas têm do nosso trabalho. Se sair uma foto, talvez seja alguma destas das canetas, mas eu realmente espero que não. E espero que o texto seja bom, pois muita gente que não lê Quadrinhos vai ler.

Vai mudar alguma coisa? Não sei, acho que não, mas espero que sim. A minha parte eu faço contando histórias.



Categoria: quadrinhos
Escrito por Gabriel Bá às 10h27
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Nova Casa, novos ares.



Hoje, começou a ser vendida nos Estados Unidos a segunda "temporada" do Casanova, ou o primeiro número em que eu assumo o papel de artista do título. Os sete números anteriores, compilados em Luxúria, o primeiro encadernado, foram desenhados pelo Bá. Vamos ver como é a experiência da "troca de estilo" de uma revista quando você está do outro lado da cerca. Eu sempre reparei quando mudava o desenho de um gibi, mesmo que fosse o mesmo artista mudando seu estilo de propósito, e espero que agora a mudança seja bem aceita.

Falando um pouco do Ilustra Brasil 4, a abertura do evento foi muito boa e, na sua maioria, os ilustradores tem trabalhos mais legais expostos esse ano do que em anos anteriores. Não sei se foram os artistas que melhoraram, ou se foram as oportunidades criativas que cresceram. Pra mim, acho que foi a segunda opção, já que eu tive liberdade total para criar a ilustração que eu coloquei na ilustração.

O evento continua até Setembro, mas acontecem palestras e oficinas por mais tempo, quando a exposição começar a passear por outras cidades. Eu e o Bá faremos uma oficina em Campinas como parte da trupe itinerante da exposição, dia 25 de Setembro no Senac Campinas, mas voltaremos a falar sobre isso quando estiver chegando a hora.

Escrito por Fabio Moon às 18h51
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Depois de voltar de mais uma convenção em San Diego, estou alimentado daquela sensação boa de encontrar os amigos, os parceiros que gostam da mesma coisa que você e que tem a mesma paixão pelo que fazem do que você. É com estes sentimentos dentro de mim que eu sempre incentivo o comparecimento em eventos de Quadrinhos, ilustração, onde você vai encontrar seus colegas de trabalho, compartilhar histórias, se divertir e dar aquela pausa tão merecida na maratona de produção que todos temos que superar todos os dias.

Hoje tem mais um destes encontros, a inauguração da 4ª edição do Ilustra Brasil, organizado pela SIB.



Além do lançamento da exposição hoje (a exposição fica até dia 6 de setembro), serão oferecidas oficinas e mesas redondas sobre os mais diversos aspectos do mercado de ilustração.

Depois de São Paulo, a exposição ainda viaja para Piracicaba, Campinas e Bauru. Para ver a programação completa, entre no site. E não deixe de comparecer hoje ao Senac da Lapa, na rua Scipião 67.



Categoria: Evento
Escrito por Gabriel Bá às 10h29
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Depois de ir 11 anos seguidos, a Comic Con de San Diego deste ano se mostrou novamente única, tanto pro bem quanto pro mal, e aprendemos coisas novas, conhecemos novas pessoas e lembramos porque vale tanto a pena ir, estar ali junto a tantas pessoas que amam Quadrinhos.

A melhor coisa da convenção este ano foi, sem dúvida alguma, termos nos juntado à Becky e ao Vasilis. Nós nos conhecemos há uns 3 ou 4 anos, mas nunca tivemos muito tempo pra conversar, sempre cada um com seus compromissos. Mas este ano foi diferente, pois nossa revista "5", o item mais desejado e procurado da convenção, nos uniu e nos atou à mesa onde ficávamos o dia inteiro vendendo revistas e conversando com o público, congelando debaixo do maldito ar-condicionado dos infernos. Nossa mesa, aliás, só foi possível graças ao Ivan Brandon que nos passou uma das duas mesas no estande da Image que ele havia pedido para vender o segundo volume da coletânea 24seven. O livro ficou lindo e nos ceder a mesa foi mais um grande feito dele no mundo dos Quadrinhos.


O casal mais fofo dos Quadrinhos. (ao fundo, Kazu Kibuishi, editor do álbum FLIGHT)

Como era de se esperar, todo mundo ficou babando nos desenhos do Grampá. Toda admiração só se comparava em tamanho à sua ausência este ano e todo mundo quer ver seus próximos trabalhos, assim como nós. É, guri. Agora é com você.



Nossa mesa este ano estava, como dizíamos, FUCKING FODA, com uma variedade de cores e uma ótima amostra de tudo que podemos fazer nos Quadrinhos. Além do campeão de vendas "5" (que vendemos a $5 dólares), a Becky tinha o MINIS, uma coletânea dos seus primeiros fanzines, East Coast Rising, nomeado este ano ao Eisner Award de melhor nova série e o Nebuli, mini-comic que ela fez junto com o Vasilis. Este, por sua vez, tinha sua nova graphic-novel Last Call, seu mini-comic HATS e sua série Pirates of Coney Island, além de cartões grátis. O Fábio e eu tínhamos o CASANOVA 8 recém saído do forno, além da luxuosa edição de capa dura do CASANOVA volume 1: Luxuria. Também levamos algumas cópias do ROCK'N'ROLL publicado pela Image e eu peguei uns exemplares do Umbrella Academy feito para o Free Comic Book Day. Também tínhamos uma cópia do De:TALES, nomeado ao Eisner Award de melhor publicação de material estrangeiro, para mostrar pras pessoas e direcioná-las ao estande da Dark Horse pra comprar o livro.

Falando em Eisner Awards, este ano fiquei muito feliz em ver a quantidade de quadrinhistas independentes recebendo o reconhecimento de seus trabalhos, os mais significantes vencedores sendo de fora do mercado mainstream. Por mais que eu tenha ficado chateado de não vencer, não poderia ter perdido para melhor livro. A primeira vez que vi um trabalho do Jason, pensei "PUTZ, a gente vai perder na certa". Outra coisa que me chateou foi que este ano eu não consegui ir atrás de trabalhos novos e artistas na convenção, por estar vendendo revista no estande ou em reuniões importantes. Adoraria adquirir o American Born Chinese, Fun Home e o premiado The Left Bank Gang do Jason, além do artbook do James Jean que se esgotou já na quinta-feira. Um gibi que eu vou caçar é o Satan's sodomy baby, do Eric Powel, criador do Goon.



Categoria: quadrinhos
Escrito por Gabriel Bá às 10h56
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Depois de 5 anos publicando regularmente nos Estados Unidos, é de se esperar que nosso trabalho já seja reconhecido e que pessoas venham nos agradecer, parabenizar e comentar o quanto admiram nossas histórias. A começar pelo nosso querido albergue, o USA HOSTEL, onde dividimos o quarto com 2 australianos hilários que não só conheciam e gostavam do ROCK'N'ROLL, como ficaram boquiabertos quando perceberam que nós fazíamos o CASANOVA e o Umbrella Academy e que estávamos no mesmo quarto que eles. E este ano, mais que qualquer outro, o albergue estava lotado de mulheres bonitas de todas as partes do mundo. Ninguém acredita ou entende porque ainda ficamos no albergue e provavelmente este deve ter sido nosso último ano lá, mas você nunca vai conhecer tantas pessoas diferentes de tantos lugares se ficar num hotel.





Tratando agora de um nível de estrelato e reconhecimento completamente diferente, claro que temos trabalhos que chamam muito mais atenção que outros, como é o caso do Umbrella Academy, que eu estou fazendo com o Gerard Way. Da mesma forma que eu estou genuinamente feliz e empolgado com o trabalho que estamos fazendo, a primeira coisa que o Gerard me disse quando nos encontramos foi "obrigado pelo excelente trabalho". Durante quase duas horas juntos, tivemos uma insana hora de autógrafos para 80 felizardos com tickets sorteados, cercados por um mar de adolescentes gritando de emoção, com mil câmeras e seus flashes e eu ficava realmente emocionado quando alguém trazia um Casanova, De:TALES, Ursula ou "5" juntamente com as cópias do Umbrella Academy ou CDs do My Chemical Romance pra assinar. O Gerard disse à uma entrevista que ele adora quadrinhos e já que ele tem tantos fãs, ele quer ver se leva mais pessoas às lojas pra descobrir Quadrinhos, não só a nossa revista, mas outros trabalhos que ele também admira. Ele quer ver os Quadrinhos crescerem e atingirem mais gente, assim como eu.


Os sorteados, a multidão, os astros e, por fim, o time responsável pelo Umbrella Academy:
Nate Piekos (letras), Dave Stewart (cor), eu (arte) e o Gerard.


O próximo grande momento do Olimpo da fama deste ano foi quando o Joss Whedon veio à nossa mesa pra finalmente conhecer o Fábio, com quem ele está trabalhando no seu novo projeto Sugar Shock, feito para o Dark Horse Presents no MySpace. Enquanto as pessoas ao redor estavam emocionadas e sussurravam "Oh me Deus, é o Joss Whedon", o Joss estava emocionado e sussurrava "oh meu Deus, é o Fábio Moon". Numa tirada promocional de mestre, ele pediu ao Fábio pra fazer um desenho da personagem principal da nova série numa camiseta que ele iria usar na sua palestra e na sessão de autógrafos. O Fábio, num momento de inspiração divina, fez o desenho ali, na hora, e ficou foda. Tão foda que o Joss Whedon desfilou com sua camiseta pelos próximos 3 dias da convenção, inclusive na festa da Entretainment Weekly do sábado a noite. Acompanhados da Nisha Gopalan, a simpaticíssima repórter que nos incluiu e entrevistou para a EW TOP 100 list, fomos apresentados ao J. J. Abrams, fã de Quadrinhos, que nos disse que havia adorado a camiseta do Joss Whedon. O Fábio então respondeu que ele precisava escrever uma história pra ele desenhar que assim ele faria uma camiseta pra ele também.


Fábio e o Joss Whedon...


... e a famosa camiseta.

Tivemos nossa cota de reuniões, novos projetos estão caminhando, uma vez que as portas estão escancaradas para nós. Precisamos garantir que elas não se fechem mais.

Como de costume, tivemos nossos almoços, jantares e fins de noites no bar do Hyatt, revendo antigos amigos e conhecendo novos autores como M.K. Perker, da Turquia, ou sendo apresentados ao John Cassaday ou até conversando um bocado com o Jim Lee, que adorou o trabalho da Becky. Na festa de encerramento da convenção, exclusiva para alguns profissionais, foi uma das melhores que já fomos, pois todos os autores presentes estavam felizes com a situação dos Quadrinhos e a direção que eles estão tomando. Cercado de uma alegria inebriante e de uma sensação de respeito mútuo, terminamos a noite em meio a abraços e brindes e, enquanto eu tirava sarro do Paul Pope e do Jim Pascoe dizendo que "se eu não estivesse de boné, faria parte do se time dos "cabelos desgrenhados", ele me respondeu, com um tom natural e um sorriso sincero no rosto:

"Você está no nosso time. Estamos todos no mesmo time".



Categoria: quadrinhos
Escrito por Gabriel Bá às 10h32
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