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storyboards.

Já fiz muito storyboard. A maioria foi feita para propaganda, para agências de publicidade mostrarem suas idéias para os clientes. Esse tipo de storyboard é mais "didático", sem muitos ângulos mirabolantes, pois o mais importante é passar a idéia da propaganda.
Fiz alguns storyboards para os diretores de propaganda, com uma ênfase maior no ângulo, no enquadramento, do que na cara dos personagens. Esse storyboard, muitas vezes, será usado como base para a equipe de filmagem.
Fiz, uma vez, storyboards para um video-clipe. Servia para a equipe também, e para que todos vissem quail seria a imagem final, pois era todo gravado com aquele fundo verde e os cenários (e alguns figurantes) seriam todos feitos em 3D.
Fiz storyboard para dois filmes. Um, em 1999, e o outro em 2005 (ou será que foi 2006?) O segundo foi para um filme nacional que ainda não entrou em cartaz. Quando entrar, coloco alguns quadros aqui. O primeiro foi meu primeiro trabalho com storyboard e eu fiz sem ganhar nada, somente porque o filme parecia o máximo, eu estava aprendendo sobre cinema trabalhando diretamente com o diretor e com o diretor de fotografia, ambos suíços, e porque eu queria, de alguma forma, participar daquele filme. Fiz mais de 300 quadros para o filme, num período de um mês. Todo o linguajar característico, e a relação com o trabalho, com os diretores (e, depois, com os diretores de criação), eu aprendi com esse primeiro trabalho. Foi esse mesmo diretor que me chamou, um ano mais tarde, para participar do video-clipe. Desta vez, pago, fui trabalhar com ele, desenvolvendo o video-clipe na Suiça, e depois filmando em Nova York.

Depois desses storyboards, eu já tinha mais experiência, e bastante portfolio para mostrar por aqui. A maior diferença quando eu comecei a fazer os storyboards para propaganda foi o uso das cores. Em propaganda, é muito mais comum apresentar storyboards colorido.
Fazer storyboards me ajudou nos meus quadrinhos, pois a agilidade com que eu precisava fazer os storyboards acabou influenciando meu ritmo de trabalho com quadrinhos. Ao mesmo tempo, a preocupação constante com ângulos, enquadramentos, ritmo da história e cenários (carros, cidades e todas essas outras coisas que às vezes são justamente o produto da propaganda) ajudou na hora de representar as idéias de cada propaganda.

Qualquer trabalho te ajuda, pois ao trabalhar você se torna mais profissional. Você precisa aprender a conversar com clientes, precisa aprender a determinar o valor do seu trabalho, precisa trabalhar e desenhar muito para aprender a desenhar o que outras pessoas imaginaram para você. Saber o que o diretor de criação quer do seu desenho é próximo do que o roteirista de Quadrinhos quer, é também parecido com o que o editor de Quadrinhos pode te pedir, e cada trabalho te ensina como lidar com todas essas variantes do processo criativo.
Escrito por Fabio Moon às 11h08 [ ]
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Carro e cidade 1.
 Gosto muito de desenhar carros e cidades. Odeio ver gente que não sabe desenhar nenhum deles, fica fazendo carros "caixa" genéricos, cidades quadradas. Cada lugar é único e tem suas peculiaridades e os carros têm seus detalhes.
É a obrigação do desenhista saber observar os detalhes, mesmo que o público não enxergue.
Escrito por Gabriel Bá às 23h04 [ ]
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Clima de PB, colorido.


Em duas semanas, sai o terceiro número da mini-série do Umbrella Academy. Aqui vão mais duas imagens de divulgação.
É estranho pensar que, até o ano passado, 90% da nossa produção de Quadrinhos era em preto e branco, enquanto hoje quase tudo é colorido. Existe uma camada da produção da história que precisa levar em conta se o desenho será colorido ou não, e hoje em dia me pego estranhando o desenho preto e branco, pensando-o ainda inacabado. Não há nada de errado em contar sua história em preto e branco ou colorida, mas não dá para se acostumar somente com uma maneira.
Não dá para se acostumar e ponto.
"Qual é a melhor maneira de contar sua história?" Se você se acostuma com qualquer maneira, se acomoda e pára de fazer essa pergunta.
Talvez fosse mais fácil continuar pensando somente em preto e branco se o colorista das nossas histórias fosse ruim. Fiz umas histórias para os EUA ano passado que ficaram horríveis coloridas, mas o Dave Stewart, que hoje colore o Umbrella e coloriu minhas páginas de Sugarshock, faz um trabalho soberbo.
Escrito por Fabio Moon às 13h59 [ ]
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O Mascote
Na quinta-feira ligaram do Fantástico nos convidando para participar de uma matéria que eles estavam preparando sobre a Copa de 2014, imaginando um possível mascote para a Copa. Sempre dá pra saber quando alguém sabe alguma coisa do nosso trabalho e quando não sabe nada. Este era o segundo caso. Desenhista é tudo igual, quem faz Quadrinhos pensa em personagens fofos pra criança, cria mascotes. Claro que não ia pagar nada, era um convite. E não tem nada a ver com nosso trabalho. Depois de algum tempo de decepção e alguma relutância, decidimos aceitar. Apesar de todos os pesares, achamos que valia a pena ser "a Monga dos Quadrinhos" no Fantástico uma última vez. Quando pensei nos mascotes, pensei imediatamente no Zé Carioca e na Graúna. Aí, fui atrás de fotos dos pássaros pra tentar fazer um personagem com eles. Mas, no fundo, eu sabia que não queria um animal, ainda mais um pássaro, que foi a minha primeira idéia, logo, a mais batida. Claro que as pessoas gostam de bichinhos e a arara agradou mais que o meu mascote final e eles pediram para que eu finalizasse este desenho, mas a minha escolha foi outra e eu não arredei o pé.  Rapidamente eu pensei em mais elementos bem brasileiros, que passaram de índios ao Saci e o Curupira até finalmente chegar na Mandioca. Depois de algumas tentativas, cheguei em uma proporção que me agradava, num conjunto harmonioso para o personagem. Ele é, ao mesmo tempo, bonito e feio. Mas, acima de tudo, carismático.  Agora só faltava pensar numa pose para o desenho final, que precisava ser mais emblemática. Afinal, como era para uma matéria na TV, se eles tivessem pouco tempo, só mostrariam este único desenho, então tinha que ser o mais bacana. Queria fugir dos clássicos segurando a bola ou com a bola no pé e foi aí que o Fábio sugeriu de fazê-lo pulando e matando a boa no peito, bem dinâmico e dramático.  E este é o desenho final, com duas outras poses dinâmicas pra ajudar na composição. Como todo bom mascote, ou até personagem que se preze, ele tem até nome: AIPIM, um dos nomes pelos quais a mandioca é chamada no Brasil.  Ele é meio escurinho, mulatinho, pretinho, com sobrancelha grossa e alguns cabelinhos na cabeça. Feinho e meio medonho, mas carismático. E sempre com um sorriso no rosto. No final, fazer este mascote e aparecer no Fantástico não mostrou nada do nosso trabalho, dos nossos Quadrinhos, das nossas histórias. Não sei se as pessoas ficarão curiosas e irão procurar nosso livros, saber mais da gente. Mas foi bom variar um pouco, me divertir criando um personagem novo e falar um pouco mais do Brasil e do povo brasileiro.
Escrito por Gabriel Bá às 10h36 [ ]
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Agora chega.
Eu faço quase de tudo para ver o Quadrinho nacional crescer. Fazemos fanzine, revista independente, livro. Com histórias novas todo ano, mostramos que é possível fazer Quadrinhos, basta querer. Não importa o esquema, nem se a gente tá ganhando dinheiro. Basta fazer.
Damos palestra, workshop, participameos de eventos. Damos entrevistas para jornal, TV, trabalho de conclusão de curso de faculdade. Tudo para que a gente possa falar que HQ é uma coisa séria e muito legal, pra incentivar novos autores e estimular novos públicos.
Temos este blog pra poder discutir a nossa profissão, falar do nosso trabalho, mostrar um pouco do nosso mundo. Hoje eu sei que as coisas que eu falo, as pessoas ouvem.
Este ano foi muito bom pra gente, pois fizemos muita coisa para o Quadrinho nacional. Viajamos para Brasília, Campinas, Recife, Belo Horizonte. Participamos de vários eventos, demos workshops curtos e longos, palestras e bate-papos. Lançamos 2 livros e uma revista independente. Aparecemos 2 vezes no Metrópolis, algumas na Folha, no Estadão, na VIP, Playboy, Isto É e até no Fala + Joga nós fomos. Este ano, olhando pra gente, o Quadrinho nacional fez bonito.
Agora chega. Chega disso tudo, pois o mais importante não é isso. É produzir. Tudo que fizemos este ano é importante, mas não sustenta o Quadrinho nacional, não vai fazer com que ele melhore. É preciso mostrar que é preciso fazer mais do que é feito hoje, é possível fazer melhor e isso não se mostra falando, dando entrevista ou fazendo workshop. Isso se mostra fazendo.
Chega de tanto bla-bla-bla. Agora é hora de sentar, abaixar a cabeça e contar uma nova história.
Escrito por Gabriel Bá às 16h39 [ ]
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Descontos no FESTCOMIX.
Olhando a lista de descontos de todos os prodtos disponíveis no FESTCOMX, que começa amanhã, reparei em quais dos nossos livros estarão à venda a preços promocionais. Se você tem curiosidade de saber quais histórias nós contamos, uma feira de descontos pode ser o pontapé que lhe faltava.
Seguem os livros e o preço durante o evento:
Rolando - R$ 29,90
Dez na Área - R$ 29,90
10 Pãezinhos - O Girassol e a Lua - R$ 19,90 10 Pãezinhos - Meu Coração, Não Sei Por Quê. - R$ 19,90 10 Pãezinhos - Mesa para Dois - Mesa para Dois - R$ 11,90
FRONT 9 - R$ 17,90 FRONT 10 - R$ 17,90
Recebemos ontem à noite um email que dizia o seguinte:
COMPREI UMBRELLA ACADEMY 1 E 2 NA BANCA DA PÇA VILLABOIM NA MADRUGA DE HOJE (NÃO LI AINDA). R$ 16,90 / cada. Ainda tem um exemplar do Número 2...
Na semana passada, durante a palestra com o Eduardo Risso na FNAC Pinheiros, um amigo nosso viu um Umbrella Academy na estande dos gibis, no térreo. Também custava R$ 16,90.
Pensando nisso, o Bá resolveu levar para o FESTCOMIX as revistas do Umbrella Academy que sobraram do nosso dia do pão. Estarão com ele no sábado, enquanto estivermos lá (temos um bate-papo com autógrafos das 13h às 15h), exemplares do número 1 e 2 do Umbrella Academy, à venda. Estaremos vendendo às revistas a R$ 10,00.
Estaremos também vendendo nossa revista 5, e a Um Dia, Uma Noite, a R$ 5,00.
Até lá.
Escrito por Fabio Moon às 16h01 [ ]
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