Aperfeiçoando
Um médico tem sempre que estar estudando, se atualizando sobre novas técnicas, se aperfeiçoando. Da mesma forma, mesmo que você tenha um estilo definido e uma técnica preferida, é sempre uma boa idéia experimentar outros instrumentos que te ajudarão a conseguir resultados diferentes no seu trabalho.
Estou fazendo um curso de aquarela com o Cárcamo, não pensando em fazer álbuns pintados como os europeus, mas pra me aprimorar em um técnica que eu sempre apreciei, mas nunca tive domínio o suficiente pra usar profissionalmente.
Depois de pintar vários quadradinhos, misturar as pastilhas das cores e experimentar suas possibilidades, decidi ousar e fazer um desenho de verdade.

O resultado não ficou bom, mas serviu pra me mostrar tudo que ainda falta aperfeiçoar (minha mão treme, entre tantas outras coisas), o que é mais complicado do que parece e que, com duas aulas para o fim do curso, eu ainda tenho muito o que aprender.
Escrito por Gabriel Bá às 18h34
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
O alcance do FANZINE
Recebemos este email hoje, decidi compartilhar.
"Olá, Não sei qual de voces dois vai ler isso, nem se vão ler isso mas... Meu nome é Leandro Peixoto e eu so academico do curso de artes visuais da Ufpel, sei que vai parecer discurço de AA esse e-mail, mas recentemente minha professora de figura humana foi defender o doutorado dela em São Paulo e me trouxe um exemplar do livro 10Paezinho - Fanzine dizendo o seguinte: - "Leanndro! Vi isso em SP e lembrei de ti, lembra como eu dizia q tuas HQ eram de temática autobiografica q nem uns caras de lá? Pois então tá aqui, leia!" Foi um ótimo presente... levei varios sermões de vcs durante a leitura, uma chaqualhada que eu precisava para produzir. Crei até blog pra começar a publicar historias de uma pagina... um fanzine online... me obrigar a produzir, como voces fizeram. O fato é que, além do tesão que se instalou em mim pra produzir, queria dar o retorno a vcs da semente que plantaram. Obrigado, pela atenção, continuem com as historia cheias de poesia, tanto escrita quanto visual. Leandro Peixoto"
De tempos em tempos recebemos emails deste tipo e sempre nos emocionamos. Eles mostram que estamos no caminho certo afinal. Obrigado, Leandro.
Escrito por Gabriel Bá às 19h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Modelo Vivo - Ugo
 Eu adoro modelo vivo. Esses desenhos de um minuto me dão uma liberdade e expandem meus horizontes de maneiras diferentes que no desenho das histórias em quadrinhos. Aqui, o importante é o gesto da mão (da minha mão) segurando o pincel, é a linha e não necessariamente a figura, é o detalhe e o filtro do olhar.
 Esses desenhos foram feitos ontem à noite. O modelo era uma ator que trabalha com mímica e marionetes e, mesmo quando ele estava parado, ficava essa impressão de que estava se movendo.
Em duas semanas, a próxima modelo será uma mulher grávida. Deve ser interessante.

Escrito por Fabio Moon às 10h09
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Todo os processos de uma nova capa
Queria compartilhar aqui todo processo da capa do encadernado do Umbrella Academy - Apocalypse Suite que eu fiz semana passada.
Primeiro vem o rascunho. Assim como as páginas de Quadrinhos, eu sempre faço um rascunho antes, bem menor, pois é mais fácil pensar na composição em tamanho reduzido, você tem melhor a noção do espaço. Geralmente, a parte mais difícil está nesta etapa, a parte de quebrar a cabeça, trabalhar bem os planos e a profundidade, o equilíbrio entre preto e branco, a composição geral da página. Se eu estou satifeito com o rascunho, o desenho está praticamente pronto.
Este desenho foi feito num tamanho de 1/2 página A4 praticamente. Fiz na segunda feira e no mesmo dia já foi aprovado.

Depois vem o lápis. Para estes trabalhos, eu uso as folhas da Dark Horse que a editora me manda. Pra outros, uso um Canson que custa R$ 11 o bloco de 20 folhas. Pra quem vai trabalhar com nanquim e canetas, está mais do que bom. O tamanho de cada página (esta capa é dupla) é de 25,4 x 38,1 cm (o famoso 10 x 15 polegadas). Tem gente que amplia o rascunho e faz o lápis em mesa de luz baseado nele (justamente porque é mais fácil equilibrar a composição no desenho menor), mas eu me acostumei a fazer tudo "na mão" mesmo. Faço tudo de novo, do zero, olhando para o rascunho do meu lado. Era muito difícil acertar as mesmas proporções, mas com o tempo e a prática foi ficando mais fácil.
Fiz todo o lápis na terça feira à tarde.

A minha parte preferida: a arte-final. O desenho só está pronto com arte-final, o resto é resto. Claro que existem estilos em grafite, existem estilo pintados e outras técnicas, mas o básico do desenho é o preto e braco e ele só atinge seu ápice na arte-final. Tem muita gente fazendo "arte-final digital" hoje em dia. Não estou falando de fazer isso no Tablet direto no computador, como vi no vídeo do Soldado, mas de simplesmente tratar o lápis pra conseguir o contraste suficiente pra usá-lo como traço final. Na minha opinião, fica uma merda. Não importa se é o desenho de um moleque iniciante e preguiçoso ou do Frank Quietly (que provavelmente entrega páginas assim porque é o desenhista mais lerdo do mundo).
Se você é um desenhista, aprenda a arte-finalizar seu trabalho. Você nunca será um artista de Quadrinhos completo sem isso.
Fiz a arte-final na quarta de manhã.

Um dos estágios que raramente eu exploro é o das cores. Primeiro, por praticidade. Fez em preto e branco e está pronto. Segundo por economia, pois sempre sairá muito mais barato a sua revista ou fanzine ou livro em PB do que o colorido. Terceiro, porque acho que preto e branco é foda mesmo e dá pra mostrar tudo que daria num desenho colorido (até um por do sol ou olhos claros).
Mas, de tempos em tempos, me vejo com a responsabilidade de fazer algo colorido. Eu não sou o melhor colorista, nem o mais rápido, mas sei muito bem o que eu quero, o que funciona e o que não funciona. Uso o computador desde o início da minha carreira e pude cometer todos os erros bobos e amadores antes de começar os 10 Pãezinhos (erros como usar "Lens Flare", colocar texturas de papel, filtros de photoshop e muitas outras coisas que podem empolgar o artista empolgado e sem noção estética e destoam demais do resto do desenho).
Pra mim, a cor tem ajudar no clima do desenho, da história, ao invés de poluir a imagem e distrair o foco do olhar do leitor. Você pode colorir o traço, auxiliando na ilusão de planos, profundidade, destacando algumas partes do desenho (como a personagem prinicpal desta capa). Por estes e outros motivos é que geralmente trabalhamos com composições quase monocromáticas, cores complementares (que funcionarão da mesma forma que o preto em relação ao branco), ao invés de um caraval de cores.
Colori o básico das cores na quarta das 22:15 à 1 da madrugada de quinta. Poderia ter deixado como estava, mas na quinta feira ainda fiz todo o "efeito" de luz com as pinceladas na cena do fundo e terminei a imagem até às 13h.

Se quiserem ver estas imagens num tamanho maior, acessem nosso FLICKR.
Escrito por Gabriel Bá às 18h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Fim da Linha

Estreia neste final de semana o filme Fim da Linha, do Gustavo Steinberg. No começo de 2005, o diretor e co-roteirista do filme entrou em contato comigo para fazer os storyboards. Era seu primeiro filme como diretor e ele achava que os storyboards ajudariam muito na visualização do filme e na comunicação do que ele queria para a equipe. Essa é a função do storyboard. Li o roteiro e resolvi aceitar o trabalho.

O desenho de storyboard de um filme não precisa ser rebuscado, não é a mesma coisa que desenhar uma história em Quadrinhos. As semelhanças são a preocupação com os enquadramentos (a posição da câmera) e com a composição (como dispor os elementos em cena para chamar a atenção do espectador), e essas preocupações funcionam bem até com um desenho mais simples.

Alguns filmes só usam storyboards em cenas mais complicadas, com mais ação ou efeitos especiais, enquanto outros filmes desenham todas os enquadramentos do filme. Eu desenhei 400 quadros para o filme inteiro, e nisso também ajudou o desenho mais ágil. A minha parte do trabalho, entre reuniões com o diretor (e com o diretor de fotografia) e sentar na prancheta e desenhar, mostrar e eventualmente mudar alguma cena, levou uns dois meses.

Fim da linha está em cartaz nos cinemas. Assista ao trailer clicando aqui.

Escrito por Fabio Moon às 14h04
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
10 Pãezinhos, 5, Casanova e Umbrella Academy no FEST COMIX
Um dos maiores problemas do Quadrinho Nacional hoje é a distribuição. Primeiro, porque a maioria dos Quadrinhos deixaram de ser revistas que vão para as bancas pra se tornarem livros em livrarias. Estes livros vão pra poucas livrarias e os estoques pequenos, uma vez esgotados, demoram para ser repostos. A internet existe hoje como uma ótima solução para comprar aquele livro que nunca chegaria na sua cidade e existem vários sites especializados para te ajudar, como o Submarino, os de livrarias como FNAC ou Americanas, ou mesmo de lojas especializadas, como a Devir e a Comix. Acontece neste fim de semana, dias 7, 8 e 9 de Março, o FEST COMIX, um evento realizado pela Comix onde ela coloca todo seu estoque de Quadrinhos a venda com grandes descontos. É uma ótima iniciativa, apesar das enormes filas na hora de pagar. Na última edição foi inaugurada a Banca ComixBR, uma mesa exclusiva para Quadrinhos independentes nacionais, organizada pelo Papito, onde você encontrava publicações de todo país, além da presença de vários autores. Neste fim de semana, estarão à venda na banca mais de 105 títulos, ultrapassando 2200 exemplares, entre fanzines, revistas independentes e publicações de editoras nacionais. Para os autores interessados em participar, enviando material para venda ou divulgação, que ainda não têm sua revista na lista da banca das publicações alternativas, basta enviar para o Juan Marcelo Burgos, na avenida Angélica, 2389 – ap 113B. CEP 01227-200. São Paulo/SP. O prazo de recebimento termina na quinta-feira, dia 6 de março. Contato para mais informações: Papito – entrequadros@gmail.comCom a nossa eterna luta para fazer o Quadrinho nacional chegar a cada vez mais gente, vamos participar novamente do Fest Comix vendendo nossas revistas na banca ComixBR. Desde sexta feira, você encontra 10 Pãezinhos: Um Dia, Uma Noite e a revista 5, feita em conjunto com Becky Cloonan, Vasilis Lolos e Grampá. Além destas revistas, você encontra todos nosso livros publicados com editoras nacionais espalhados pelo evento.
Um Dia, Uma Noite HQ Mix melhor revista independente 2006
|
5
|
Entre os lançamento confirmados para o evento estão: Sexta:14h - Edição especial 1 anos de revista Cão, reunindo todas as edições em um encadernado com 140 págs. 17h - Necronauta de Danilo Beyruth, narrando a aventuras do salva-vidas dos mortos, em 3 edições de 12 páginas (R$1,00 cada). Sábado:14h – Edição especial TIPOS#5 - Tequila Shots, com 24 páginas (R$4,00), com presença confirmada do roteirista da série Claudio Yuge. No Domingo, nós estaremos presentes a partir das 14h, vendendo também as revistas que fazemos nos Estados Unidos, Casanova e Umbrella Academy, que ainda não têm previsão de publicação no Brasil e que muita gente gostaria de ver, mas acaba não encontrando. Somente no domingo, você vai encontrar: Casanova volume 1: Luxuria - coletânea dos 7 primeiros números da revista, escrita por Matt Fraction e desenhada por Gabriel Bá; Casanova - edições 8 até 12, escritas por Matt Fraction e desenhada por Fábio Moon; Umbrella Academy - Apocalypse Suite, edições 1 a 6, escritas por Gerard Way e desenhadas por Gabriel Bá; Umbrella Academy - edição especial do FCBD, escrita por Gerard Way e desenhada por Gabriel Bá;  O 14º Fest Comix acontece nos dias 7,8 das 10h às 20h e 9 das 10h às 18h, no Centro de Eventos São Luiz, do Colégio São Luiz (rua Luís Coelho, 323 - Estação Consolação do Metrô - São Paulo/SP).
Escrito por Gabriel Bá às 08h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
|