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Um olhar sobre roteiristas.

O público em geral, o que engloba aí os clientes, as editoras que não publicam quadrinhos, qualquer coisa do tipo, na maioria das vezes não faz idéia de como se faz quadrinhos. Não sabe nem por onde começar. E nem saberá julgar se o trabalho ficou bom ou não, se o "profissional" entende de quadrinhos ou não. Pra maioria dos leitores, o que importa é se gostaram da história ou não.

O público em geral só conhece o que os atinge, o que vira notícia. Publicou uma HQ, saiu matéria no jornal? Uma agência te procura pra fazer algo "tipo Quadrinhos". Ganhou um prêmio, saiu matéria no jornal ou no Metrópolis? Uma editora X te escreve falando de um projeto de começar a fazer Quadrinhos. Tem um link na página principal do UOL? Um monte de gente te escreve falando que adora seu trabalho, perguntam como fazer pra ser um Quadrinhista, mas nunca leram um livro seu.

Quando um filme faz sucesso, quem fica em destaque mais é o diretor ou os atores. Quem escreveu Central do Brasil? Cidade de Deus? Dois Filhos de Francisco?

Nos Quadrinhos nacionais, estamos mais acostumados com autores que escrevem e desenham, fazem tudo. Muita gente pensa que os Quadrinhistas todos fazem de tudo, que não existe divisão de tarefas, que não existe só roteirista. As pessoas acham que fazer Quadrinhos é desenhar bem, criar personagens. E muitos Quadrinhistas pensam isso também. Não pensam em estrutura, forma, fluxo da narrativa. Não pensam em camadas de significado, não pensam em estilos. Acham que é só colocar uma gíria que já são coloquiais e modernos, que sabem captar os detalhes da sua época. Ou, na grande maioria, nem pensam nisso.

Olhe os indicados ao HQ Mix de melhor roteirista deste ano.

Roteirista Nacional

Daniel Esteves (Nanquim Descartável)
Fábio Moon (O Alienista)
Guazzelli (O Primeiro Dia, O Relógio Insano)
Laerte (Laertevisão)
Marcatti (A Relíquia)
Spacca (D. João Carioca)
Wander Antunes (O corno que sabia demais, A Boa Sorte de Solano Dominguez)

DOIS, Daniel Esteves e Wander Antunes são só roteiristas, enquanto os outros CINCO também desenham.

Olhe os internacionais:

Roteirista Estrangeiro

Alan Moore (Lost Girls)
Alison Bechdel (Fun Home)
David B. (Epiléptico 1)
Ed Brubaker (Demolidor)
Guy Delisle (Pyongyang)
Kazuo Koike (Samurai Executor, Lobo Solitário)
Warren Ellis (Planetary)

TRÊS, Guy Deslise, Alison Bechel e David B., também desenham. TRÊS, só escrevem.

Veja o Eisner Award, onde eles separam uma categoria para roteiristas e duas para roteiristas/desenhistas.

Best Writer
Ed Brubaker, Captain America, Criminal, Daredevil, Immortal Iron Fist (Marvel)
James Sturm,Satchel Paige: Striking Out Jim Crow (Center for Cartoon Studies/Hyperion)
Brian K. Vaughan, Buffy the Vampire Slayer (Dark Horse); Ex Machina (WildStorm/DC), Y: The Last Man (Vertigo/DC),
Joss Whedon, Astonishing X-Men (Marvel); Buffy the Vampire Slayer (Dark Horse)
Brian Wood, DMZ, Northlanders(Vertigo/DC); Local (Oni)

Best Writer/Artist
Jeff Lemire, Essex County: Tales from the Farm/Ghost Stories (Top Shelf)
Rutu Modan, Exit Wounds (Drawn & Quarterly)
Shaun Tan, The Arrival (Arthur A. Levine/Scholastic)
Chris Ware, Acme Novelty Library #18 (Acme Novelty)
Fumi Yoshinaga, Flower of Life; The Moon and Sandals (Digital Manga)

Best Writer/Artist—Humor
Kyle Baker, The Bakers: Babies and Kittens (Image)
Fred Chao, Johnny Hiro (AdHouse)
Brandon Graham, King City (Tokyopop); Multiple Warheads (Oni)
Eric Powell, The Goon (Dark Horse)
James Stokoe, Wonton Soup (Oni)

É um mercado muito maior, com muito mais produção, que comporta essa separação. Aqui, comparando, temos 4 categorias para publicações independentes este ano, porque esse é o canal de entrada no mercado, é onde estamos vendo surgir novos autores, é o jeito que eles têm de mostrar seu trabalho. E muita gente tem mostrado.

Ser roteirista não é fácil, assim com ser escritor não é fácil. Não adianta colocar a culpa nos outros. Ou você corre atrás...


Escrito por Gabriel Bá às 10h59
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Quanto mais difícil, melhor.

Eu não gosto de competir, mas acho saudável. Não acho que, num ramo como Quadrinhos, um deva puxar o tapete do outro, querer se dar bem, querer ganhar. Não acho que um deva querer o mal do outro. Não é por aí. Acho que, quanto mais coisas forem publicadas, melhor para o mercado, melhor para todos. Quanto melhores forem as publicações, melhor para a imagem da produção nacional e todos saem ganhando.

Saiu a lista de indicados ao HQ Mix deste ano e, tenho que confessar, o negócio tá difícil. Mas isso é bom!

O ano passado foi ótimo pra gente, com a publicação do Alienista, 5 e FANZINE, comemoração de 10 anos de 10 Pãezinhos feita em diversas ocasiões pelo país todo. O ano foi muito bom para o Quadrinho nacional porque se publicou muita coisa boa e se produziu muita coisa boa. Não importa se alguém está vendendo mais, ganhando mais dinheiro ou se tá todo mundo na mesma merda. O que importa é que os Quadrinhos que chegaram às mãos do público foram bons, com bastante variedade, mostrando que esta é uma profissão séria, cheia de possibilidades, capaz de trazer grandes obras como a literatura ou o cinema, e até melhores.

Como sempre, são muitas categorias (46 ao todo) e todo ano muda alguma coisa. Refletindo a nova cara do mercado nacional, inundado por publicações independentes, existem agora quatro categorias para publicações independentes. Também reflexo do mercado, temos cinco categorias online.

Nós estamos concorrendo em 4 categorias e, como eu disse no título, tá difícil.

1) Desenhista Nacional
Fábio Moon e Gabriel Bá (5, Alienista e Fanzine)
Guazzelli (O Primeiro Dia, O Relógio Insano e Ragú #6)
José Márcio Nicolosi (Fetichast: Província dos Cruzados)
Laudo (Clube da Esquina e Tianinha)
Marcatti (A Relíquia)
Mozart Couto (A Boa Sorte de Solano Dominguez)
Spacca (D. João Carioca)

3) Roteirista Nacional
Daniel Esteves (Nanquim Descartável)
Fábio Moon (O Alienista)
Guazzelli (O Primeiro Dia, O Relógio Insano)
Laerte (Laertevisão)
Marcatti (A Relíquia)
Spacca (D. João Carioca)
Wander Antunes (O corno que sabia demais, A boa sorte de Solano Domingues)

20) Edição Especial Nacional
A Boa Sorte De Solano Dominguez (Desiderata)
A Relíquia (Conrad)
Fetichast: Províncias dos Cruzados (Devir)
Irmãos Grimm Em Quadrinhos (Desiderata)
Laertevisão (Conrad)
O Alienista (Agir)
O Corno Que Sabia Demais (Pixel)

26) Publicação Independente Especial
5
Contos Tristes
El Terrado
Música para Antropomorfos
Na Bodega
O Relógio Insano
Schem Há-Mephorash

Como vocês podem notar, continuamos a concorrer juntos na categoria de desenhista pelo conjunto da nossa obra, mas pela primeira vez nos separaram numa categoria e só o Fábio está concorrendo como roteirista do Alienista. Isso deve acontecer mais com o tempo.

Não há vitória certa e a competição será acirrada para todos, inclusive nas categorias restantes. Veja a lista completa dos indicados clicando aqui. Procure por estas publicações nas librarias e lojas especializadas (você encontra links para comprar nossos livros na página principal do nosso site) e tire suas próprias conclusões. O HQ Mix é um grande holofote para a produção nacional de Quadrinhos, mas pra mim, não quero que as pessoas e a mídia dêem atenção só pra quem vence, mas pra todos os indicados.


Escrito por Gabriel Bá às 15h54
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frágil



Escrito por Fabio Moon às 21h41
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O fim de uma fase



Essa semana, saiu nos Estados Unidos o número 14 do Casanova, que conclui o segundo álbum. Depois dele, vem uma pausa grande, de pelo menos um ano, para todos trabalharmos em outras coisas enquanto decidimos sobre os próximos caminhos da publicação. O ritmo de uma publicação mensal é massacrante, e publicar pela Image é quase publicar independente (a explicação sobre isso fica para outro dia) e estava exigindo demais do Matt, do Bá e de mim. Com essa pausa, fica a sensação de que, se a revista não acabou (pois não acabou mesmo), foi uma fase do nosso trabalho que acabou, e agora vem uma pausa até a outra fase começar. Começar, não, pois já começou, mas aparecer. Agora vem uma pausa até a próxima fase aparecer.

O desenho acima foi o primeiro desenho que eu fiz quando decidimos que eu ia desenhar o Casanova, em janeiro de 2007.

Escrito por Fabio Moon às 15h36
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O básico.



No Fórum do Quarto Mundo, autores e entusiastas do quadrinho independente atual discutem sobre os mais variados assuntos relacionados com o nosso pequeno porém crescente mercado de quadrinhos nacionais. Nem todas as discussões levam a algum lugar, mas é sempre assim. É importante trocar idéias, ver que, por todo Brasil, existem artistas e escritores querendo fazer quadrinhos e, através do fórum, todo mundo pode se conhecer e se ajudar. Se você desenha e não sabe que história contar, vá lá procurar escritores. Do mesmo modo, se você quer fazer quadrinhos, mas não sabe desenhar, o que não falta é desenhista sem roteiros para desenhar. A seção do fórum direcionada para essa procura se chama Classificados. Produzir Quadrinhos com parceiros que estão em outra cidade, outro estado ou mesmo outro país não é fácil, pois a comunicação fica limitada ao espaço virtual, ou à telefones, ou à cartas. Mesmo assim, não é impossível e, cada vez mais, existem possibilidades reais para conhecer outros autores e produzir quadrinhos se comunicando através da internet.



Na imagem acima, o rascunho de duas páginas da história que eu e o Bá estamos fazendo com a Becky e o Vasilis. Esse rascunho (chamado thumbnail nos EUA, pois normalmente é feito bem pequeno) é a parte mais importante do desenho. Aqui o artista define o ritmo da leitura e a composição da página. Pode parecer bobagem, mas é nesse estágio que dá para ver se a história está funcionando ou não. Se você resolver o storytelling, os ângulos e a composição no thumbnail, desenhar a página fica muito mais fácil e, muitas vezes, muito mais rápido.

Esse projeto, assim como o anterior (nossa revista independente 5), funciona por causa da internet. A Becky mora nos EUA, o Vasilis mora na Grécia e nós moramos aqui em São Paulo. Eu e o Bá só vemos os dois uma vez por ano, na convenção de San Diego, e nossa comunicação por emails, messengers e fórums de discussão possibilitou que fizéssemos projetos juntos, discutindo desde o roteiro, os personagens, o desenho (os desenhos, já que cada um desenha uma parte) o design do gibi, a gráfica, os pontos de venda, tudo.

Hoje em dia, a internet é tão básica para a comunicação entre os artistas como o thumbnail é basico para que uma história em Quadrinhos funcione. Começando pelo básico, nada é impossível. E as dificuldades do mundo dos quadrinhos se tornam um pouco mais fáceis.

Escrito por Fabio Moon às 13h42
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