O melhor é ter amigos para compartilhar a vida. Amigos que te apoiam durante a quebradeira dos longos dias de trabalho, e amigos que comemoram com você cada pequena vitória, mesmo as que chegam a passo de tartaruga.
É com muito orgulho que anunciamos que nós vencemos o Prêmio Jabuti na categoria "Melhor Livro Didático e Paradidático de Ensino Fundamental ou Médio" com nossa adaptação para os Quadrinhos de "O Alienista", obra de Machado de Assis.
O Jabuti foi criado em 1958 por Edgard Cavalheiro, então presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), com o objetivo de prestigiar e difundir o trabalho de escritores, editores, livreiros, ilustradores e gráficos, nos moldes do que se fazia em vários países da Europa. O jabuti é um animal que se caracteriza pela paciência e tenacidade, por isso foi escolhido para simbolizar a atividade dos nossos profissionais do livro.
A primeira cerimônia de entrega do Prêmio Jabuti aconteceu no fim de 1959, no auditório da CBL, e Jorge Amado foi o vencedor, com o romance “Gabriela, Cravo e Canela”. Nesses 50 anos, o Jabuti recompensou autores como Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar, Celso Furtado, João Cabral de Melo Neto, Nélida Piñon, João Ubaldo Ribeiro, Ruy Castro, Milton Hatoum, Lygia Fagundes Telles, Cecília Meirelles, Otto Maria Carpeaux, Celso Lafer, Gilberto Freyre, Dalton Trevisan, Antonio Candido, Cassiano Ricardo, Milton Santos, Ruth Rocha, Haroldo de Campos, Raduan Nassar, Paulo Duarte, Charles Kiefer entre muitos outros.
Saiu uma entrevista comigo e com o Bob Schreck, o nosso editor na Vertigo, sobre a série que estamos produzindo para a editora, programada para sair no ano que vem, chamada Daytripper. Em San Diego esse ano, eu estava indo para o estande da DC na convenção para perguntar para o Bob Schreck quando era a palestra da Vertigo que eu deveria participar para anunciar a série e, ao chegar no estande, lá estava ele com cópias das páginas do primeiro número na mão, conversando com uma jornalista que estava fazendo essa entrevista. Meio sorte, meio acaso, falei também um pouco sobre o novo projeto.
Muito café, bebido em copos de plástico descartáveis, desses branquinhos, e acompanhado de pães de queijo e um outro docinho que não lembro o nome. E números, principalmente de um a três, mas também 623, 551, 444 e muitos outros. E café, muito mais café. Isso foi ontem à tarde.
No último dia de inscrição do concurso da FNAC para novos talentos, mais de 150 pessoas se inscreveram. Metade deixou para mandar somente na última semana. Algumas pessoas, tenho certeza, fizeram o trabalho e esqueceram de mandar, deixando também para o útlimo dia. Mesmo assim, ontem fomos lá na FNAC para ler os mais de 600 trabalhos válidos inscritos.
Será que desses 600 sairá a próxima geração de quadrinhistas do Brasil? Será que ainda é a mesma geração de hoje, embora desconhecida?
Continuamos na produção intensa, mas queria parar e deixar registrado o otimismo e a sensação boa que nos deu quando saimos ontem da FNAC depois da maratona de leitura dos trabalhos. Mesmo depois de seis horas lendo e selecionando trabalhos, a impressão que fica é que os autores saíram do lugar e fizeram a sua parte, deram esse primeiro passo. Tomara que dêem outros.
O Quadrinhista é um ser solitário, que trabalha de cabeça baixa, no escuro e que tenta, com suas histórias, atingir o mundo que está "lá fora", na luz. O nosso mundo dos Quadrinhos no Brasil é ainda muito restrito e nós fazemos de tudo pra chamar a atenção das pessoas para nossas histórias, nossos livros, pra que mais gente olhe pra gente e veja que a gente existe. Pra isso temos o blog, fotolog, fazemos vídeos, damos entrevistas e workshops. Enfim, pra isso que a gente tenta aparecer tanto.
No entanto, o mais importante continua sendo o trabalho. Não são os prêmios que importam, o glamour, as entrevistas, a exposição. Nada disso é Quadrinhos. As histórias são os Quadrinhos, são o trabalho. É ele que deve falar mais alto no final.
Por isso queríamos dizer aqui que vamos dar uma pausa nesse esforço homérico de promoção dos Quadrinhos pra focar nos trabalhos por um tempo, pois eles estão pedindo um pouco mais de dedicação exclusiva.
Então ficam aqui alguns avisos a longo prazo, mas imperdíveis: - Comprem a BRAVO desta sexta feira, dia 5 de setembro, que tem uma matéria conosco. - Fiquem de olho na Carta Capital de amanhã, dia 5, que sairá um retrato bacana da gente também. - demos uma entrevista para o programa Almanaque, que vai ao ar no canal GloboNews, aos sábados à meia-noite e meia (do Domingo, na verdade) e reprisa algumas vezes durante o Domingo. Não sabemos quando vai ao ar ainda, deve demorar algumas semanas. - Fiquem de olho na FOLHA aos domingos, em especial na Ilustrada. - continuem acompanhando os capítulos de "Procurando São Paulo", nossa história todo mês na Época São Paulo. - dia 27 de setembro tem a premiação do Harvey Awards. Torçam por mim. - dia 18 de Outubro tem um evento na Belas Artes que talvez a gente dê uma palestra. - Dia 21 de Outubro tem a entrega do Prêmio FNAC Novos Talentos. - Dia 28 de novembro, participaremos de mais um Quanta Produção.
Qualquer novidade muito importante e de força maior, algo que precise ser dito (ou mostrado), a gente aparece pra dar um recado. Se a gente não estiver "aparecendo", significa que estaremos produzindo. E esse é o nosso recado pra todo mundo que quer fazer Quadrinhos: continuem produzindo sempre.
respostas de: Gerard Way (roteirista americano, vencedor do Eisner Award, autor do The Umbrella Academy); Gabriel Bá (quadrinhista brasileiro, vencedor de 2 Eisner Awards, 11 troféus HQ Mix, 3 troféus Angelo Agostini, criador dos 10 Pãezinhos, autor do De:Tales, 5 e PIXU, artista do The Umbrella Academy e Casanova); Dave Stewart (colorista americano, vencedor de inúmeros Eisner Awards, colorista de BPRD, Buffy the Vampire Slayer, Cut, Hellboy, Lobster Johnson, The Umbrella Academy (Dark Horse); The Spirit (DC))