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A Comic Con foi brilhante.

Desde a primeira vez que fomos à Comic Con de San Diego, em 1997, sentimos na pele aquele velho e batido ditado americano da "terra das oportunidades", o tal sonho americano. Não me refiro a trabalhar no mercado americano, mas à enorme diversidade de Quadrinhos que encontramos lá. Em 13 anos, assim como tudo mais na convenção, isso só cresceu. Você se sente no "mundo dos Quadrinhos que funciona". As pessoas produzem, as editoras pagam e o público compra e lê. Tudo funciona, em vários âmbitos, em vários gêneros. Ir à Comic Con é receber uma injeção de ânimo na veia.

Quando pessoas vêm falar com você sobre seu trabalho, significa que ele está funcionando. Você fez a milhares de quilômetros de distância e ele vem te encontrar aqui, na voz dos leitores e dos autores reconhecendo seu talento.

PIXU amazing crew
O time do PIXU na Dark Horse! Da esquerda pra direita, Vasilis Lolos, Becky Cloonan, Sierra Hahn (nossa editora), Gabriel Bá e Fábio Moon.

Quando pessoas pedem pra autografar um gibi de 10 anos atrás, significa que está funcionando e te lembra que você está batalhando há anos pra tornar isso uma realidade. Mostra uma jornada. Assim como uma história em Quadrinhos não é só um desenho bonito, mas uma seqüência de quadros contando uma história, seu trabalho é formado pela relação entre uma série e a próxima, cada novo capítulo vai montando a grande narrativa da sua vontade de contar histórias.

SDCC 09 people
Da esquerda pra direta: Shane Amaya, escritor do "Rolando", entre outos projetos, fundador e editor da Terra Major. A culpa de tudo é dele; Bob Schreck, simplesmente O EDITOR; Gabriel Bá; poster do Killjoys, novo projeto do Gerard Way com a Becky Cloonan; e finalmente a menina mais fofa dos Quadrinhos, Becky Cloonan.

Quando você ouve seu nome junto ao dos seus ídolos concorrendo ao mesmo prêmio que você, significa que está funcionando. Quem acha que é conformismo se contentar com "perder pros melhores" ou "só concorrer já é uma grande honra" é porque nunca esteve em situação semelhante. Quando você é indicado, você já se sente um vencedor. As pessoas deviam dar mais valor a isso, pois devia significar algo. Ao andar pelos corredores, você encontra pessoas que não te enxergam como o cara que perdeu, mas lembram do seu discurso de vencedor e da paixão que você coloca no seu trabalho. No final, o prêmio não faz de você um autor melhor. Ninguém melhora ganhando prêmios, melhora trabalhando. Os prêmios devem refletir isso e os autores devem sempre ter isso em mente. Quando você perde, você esquece o prêmio e lembra do trabalho e vê que ele sim é o mais importante. Sempre.

Dark Horse Dinner
Tim Sale, Vasilis Lolos e Becky Cloonan, Scott Allie (editor do Hellboy e do Umbrella Academy) e Gabriel Bá.

Antes as pessoas nos encontravam todo ano e lembravam da gente, depois de um ano sem ter notícias nossas. Hoje nós publicamos coisas novas todos os anos, quase todos os meses e a nossa presença é muito maior. Nós sentimos isso. Não precisamos tanto ficar pregando "esse é o meu trabalho" pros autores, editores e leitores (ainda precisamos um pouco. Temos alma de Quadrinhista independente, a eterna guerrilha). O trabalho existe, fala por si só. Fala mais, pois as pessoas vão atrás dos trabalhos antigos e abafados pelo tempo.

Nós ainda somos fãs, temos ídolos, temos muito o que aprender e melhorar. Eu abracei o Tim Sale no jantar que tivemos juntos, sempre fico nervoso ao falar com o Mignola, mesmo já trabalhando com ele e fiz várias piadas sem graças por nervosismo de estar passando a manhã com o Jim Lee. É o mesmo sentimento de reverência que sinto quando estou com o Laerte, Mutarelli ou Angeli, ou quando fiz a história pro livro de 50 anos da carreira do Maurício de Sousa. Eles respeitam meu trabalho e isso me enche de alegria, mas eu nunca posso deixar de reverenciá-los, pois eles têm mais bagagem, mais repertório, mais história. Eu olho pra eles e vejo que posso crescer muito mais. Nunca deixe de respeitar quem sabe mais que você.

Seriously, how cool is this?
Gabriel Bá, Jim Lee, Fábio Moon. Simplesmente, o cara mais legal dos Quadrinhos americanos.

Eu lia Quadrinhos quando criança e continuei lendo. Eu cresci e sei que ainda posso tenho muito o que aprender, muito chão pela frente. Sei que os Quadrinhos ainda podem crescer. Quando você é crianca, sua casa é seu mundo. Aí você sai de casa e vai à escola e seu mundo cresce. Depois você vai pra faculdade, depois trabalhar e assim por diante. É preciso abrir a porta pra seu mundo crescer. Mas o público precisa saber que existe esta porta e que existe algo maior lá fora e os autores precisam querer abrir a porta e crescer. Mesmo que você goste do que faz e saiba o seu valor e seu talento, é preciso ter humildade pra poder crescer. É preciso respeitar mais a profissão e os profissionais. Eu não sei como vamos conseguir isso, por isso continuo levando meu trabalho a sério e contando novas histórias. Espero que o trabalho fale mais alto e signifique algo.

BEST BOOTH of SDCC 2009!
Os integrantes do nosso estande: Fábio Moon, Becky Cloonan, Jill Thompson e Brian Wood (em pé); Vasilis Lolos, Gabriel Bá e Cliff Chiang (ajoelhados).

 

O fato do Fábio ter sido convidado como um dos "Special Guests da Comic Con deste ano nos mostrou que nós crescemos um pouquinho, de uma forma diferente dos anos anteriores. Ouvindo ele falar durante seu Spotlight, sua palestra sobre a sua (nossa) carreira, nós dois nos sentimos muito bem. Temos público. Não dos gibis nem dos personagens, mas do autor. Eles tinham perguntas sobre como começar, sobre os projetos, sobre ser independente e sobre as editoras. Vimos muitos rostos conhecidos na platéia, amigos que nos acompanham e apóiam. Foi ali que sentimos a melhor sensação da convenção deste ano. Parecia que estávamos no Brasil, falando com o nosso público, sobre os 10 Pãezinhos. Ainda somos os mesmos e falamos as mesmas coisas, independente da língua.

Aqui vai um trecho do Spotlight e vamos voltar pra prancheta. O holofote só serve pra alguma coisa se tiver algo pra iluminar. O trabalho deve brilhar, não cegar.



Escrito por Gabriel Bá às 00h13
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Quase Nada 035

Depois de passar uma semana na Comic Con de San Diego, eu sei a resposta destas perguntas.

 

Quase Nada 035

 



Escrito por Gabriel Bá às 16h50
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A Comicon e o Daytripper na Vertigo

Estamos em San Diego na Comic Con (pela 13ª vez) e estamos nos divertindo muito. Cada ano nos sentimos melhor, mais gente conhece nosso trabalho e podemos rever amigos como Becky Cloonan, Vasilis Lolos, Jeff Smith, Paul Pope, Jill Thompson e Kazu e Amy e muitos outros.

PIXU and De:TALES

Nosso dia hoje foi ótimo. Tivemos uma sessão de autógrafos no estande da Dark Horse e foi maravilhoso, pois tinha gente trazendo edições do Roland (de 1999), Casanova, De:TALES, Umbrella Academy, PIXU e BPRD. Muita gente, foi muito legal. Obrigado a todos que apareceram.

Our signing at Dark Horse booth

 

No fim da tarde, participamos de uma palestra na Vertigo sobre novas séries e sobre a linhaa de crime que eles estão fazendo. Também foi ótimo. Pudemos falar um pouco mais sobre Daytripper e ouvimos outros autores falarem sobre seus projetos e a linha de crime que eles criaram onde autores de livros estão escrevendo Quadrinhos. Foi ótimo sentar ao lado do Max Allan Collins, escritor do "Estrada pra Perdição" e contar pra ele que eu fiz as capas da edição brasileira da sua graphic novel e ele mencionou isso na palestra. Foi ótimo.

Aqui vai um vídeo com o que a gente falou do Daytripper. Não é muito, mas é tudo que qualquer um sabe sobre a série até agora. Estamos muito empolgados e acho que as pessoas vão gostar muito dessa história.

 



Escrito por Gabriel Bá às 06h19
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Quase Nada 034


 

Quase Nada 034

 

 Essa tira funciona como um prelúdio perfeito de mais uma Comic Con de San Diego, este evento que há 13 anos pontua nossa vida e traça a história da nossa carreira. Amanhã, lá vamos nós de novo.

 



Escrito por Gabriel Bá às 23h35
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Quase Nada 033


 

Quase Nada 033

 



Escrito por Gabriel Bá às 12h05
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A Flip veio, viu e todos vencemos.

A FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) acabou, foi ótima e revigorante. Nossa mesa, que abriu o evento, foi muito boa e o púbico gostou muito. O Joca foi espetacular na mediação, com preparação e empenho que deveriam servir de exemplo para os "mediadores" do campo dos Quadrinhos.


trecho da nossa mesa.

Vendemos livros, conhecemos autores, assistimos outras mesas e aprendemos muito sobre a vida dos contadores de histórias, sejam ficções ou não, romances, novelas, contos, poemas, roteiros ou dedicatórias.



Agora voltamos para nossa labuta sabendo que tocamos a alma de um novo público, prontos para adentrar as portas que estamos abrindo e desenhar novas portas nas paredes que existem no nosso caminho.

Neste mundo de internet e informação, segue um apanhado de links que englobam a cobertura da nossa participação no evento, pois às vezes é melhor ouvir as suas próprias histórias contadas pela boca dos outros.


Nosso "Spoken Comic", a HQ "Cortina", publicada na antologia americana "Flight".

Texto no site da FLIP sobre a mesa.

Texto na Folha Online 
sobre nosso trabalho

Matéria no G1 sobre os Quadrinhos na FLIP, com declarações dos quatro autores.

Podcast na Folha Online onde o Fábio fala sobre o momento dos Quadrinhos

Texto 2 na Folha Online

PDF da nossa HQ "All You Need is Love"
publicada no nosso álbum "10 Pãezinhos: CRÍTICA!"

Matéria no Jornal Hoje, dando um enfoce muito infantil para a participação dos Quadrinhos na FLIP.

Matéria no Metrópolis




Video sobre nossa palestra na Flipzona na Folha Online

Texto Sobre a Palestra da FLIPZona, no Terra.

E, finalmente, o vídeo com o Chico Buarque falando bem sobre o Mutarelli.



Escrito por Gabriel Bá às 02h06
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Quase Nada 032

 

Quase Nada 032

 



Escrito por Gabriel Bá às 17h23
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