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Histórico

Quase Nada 053

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 15h04
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Boa companhia

Essa é uma das minhas páginas para a edição 50 da revista DMZ, da Vertigo (publicada como ZDM aqui no Brasil). O Brian Wood conversou comigo em San Diego esse ano, perguntou se eu tinha interesse e se eu tinha tempo. Me mandou o roteiro em Agosto, eu gostei e encaixei no cronograma do Daytripper. Eram poucas páginas, me diverti. Acho que todo artista que cresce lendo revistas em Quadrinhos, especialmente as da Marvel, tem vontade de desenhar Nova York. Matei minha vontade nessas páginas, mesmo desenhando a cidade em ruínas que aparece em DMZ.

No blog gringo da Vertigo, divulgaram os nomes dos outros artistas que vão colaborar com a edição. Acho que estou em boa companhia.



Escrito por Fabio Moon às 20h58
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Quase Nada 052



Categoria: tiras
Escrito por Gabriel Bá às 14h51
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Por uma vida sem SOC, POW e BLAM!

Eu não gosto de violência.

Como muita gente, até acho divertido ver uma boa briga num filme, ou uma bela pancadaria num gibi. Mas na vida real, a violência não tem graça nenhuma, principalmente se ela acontece na sua cidade, em lugares que você freqüenta, com pessoas que você conhece. Não importa o contexto, a viloência não faz nenhum sentido.

Como muitos devem saber, o dramaturgo Mário Bortolotto foi baleado na madrugada do último sábado, numa tentativa de assalto no Espaço Parlapatões, no centro de São Paulo. Ele levou três tiros, dois deles no peito. Foi pra levado pra Santa Casa, ficou na UTI. Nos filmes, esta história continuaria num cemitério num dia cinzento de chuva, seguido por perseguições e vingança. Nos gibis, o Bortolotto voltaria dos mortos e se tornaria um fantasma atrás de justiça. Na vida real, no entanto, a história é outra.

Mário Bortolotto está vivo, consciente e já respira sem aparelhos.

Nesta sexta feira, 11 de Dezembro, a partir das 19h acontece um Manifesto Artístico pela recuperação do Bortolotto e pela paz na Praça Rossevelt. Organizaram uma exposição/leilão com trabalhos de vários artistas, incluindo muitos Quadrinhistas.

Além disso, serão produzidos dois grandes painéis pintados ao vivo por artistas como Laerte, Mutarelli, Rafa Coutinho, Grampá, Fábio e eu, além de muitos outros. Estes painéis serão rifados. Toda grana arrecadada com o leilão e com a rifa será revertida para ajudar na recuperação do Bortolotto.

A peça BRUTAL também terá uma apresentação e a bilheteria será voltada inteiramente para os cuidados do diretor.

O Fábio doou a tira que vai sair neste sábado na Ilustrada, relacionada ao incidente, e eu doei um original do Casanova. Além disso, vamos lá pintar um dos painéis. Não é muito e não vai acabar com a violência, mas é o nosso capítulo nessa história.

Nesta sexta-feira, desligue a TV, feche o gibi e vá você também no Espaço Parlapatões (Praça Roosevelt 158, Centro), compre uma obra de arte, ou somente uma rifa. Assista ao espetáculo. Convide os amigos.

 



Escrito por Gabriel Bá às 23h37
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Quase Nada 051



Categoria: tiras
Escrito por Gabriel Bá às 18h35
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Daytripper está chegando.

Finalmente Daytripper, nossa série na Vertigo, chegará às bancas (por enquanto, dos Estados Unidos). Continuamos a produção a todo vapor e a proximidade do lançamento, nesta quarta-feria, 9 de Dezembro, está nos deixando tão nervosos quanto nosso primeiro livro lançado aqui no Brasil, quase 10 anos atrás.

 



Escrito por Gabriel Bá às 16h31
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Brasileiros brilhando nas noites escuras dos Quadrinhos



Muita gente nos pergunta se o reconhecimento que estamos conseguindo pro nosso trabalho está mudando a opinião dos estrangeiros em relação ao Quadrinhista brasileiro. Eu sempre digo que acho que não importa de onde o autor vem, o que importa é o trabalho. Sempre ressalto que não se deve exaltar os prêmios, mas o trabalho.

Hoje recebi um email do Ivan Reis e gostaria de compartilhá-lo com vocês.

"Olá para todos
.

Recentemente tenho trabalhado no principal evento da editora DC comics chamado Blackest Night, junto com Geoff Johns, o roteirista principal e a mente por trás de toda a saga que começou nas páginas da revista do "Lanterna Verde"  ( Green Lantern ), que eu trabalhei e que ganhou o Scream Awards de melhor revista mensal.

Hoje, fiquei sabendo que desde que começou o evento "Blackest Night" ,o sucesso foi imediato, sendo a revista mais vendida no mercado americano desde seu lançamento, sendo que a primeira edição já está na quarta reimpressão , e a segunda e terceira edição já tiveram três reimpressões.
 Todas as revistas relacionadas ao evento principal  acompanharam o sucesso, e estão todas entre as mais vendidas, o que torna esse evento o evento mais bem sucedido na industria americana de quadrinhos nos últimos 20 anos, desde a famosa "crise das infinitas terras, produzidas pelo Wolfman  e George Perez. ,
E pra somar a isso, fazem 40 anos que a editora não tem tantas revistas entre as mais vendidas...as vendas vem aumentando e aumentando , culminando nos resultados de Outubro.... tudo graças a "Blackest Night"...não são minhas palavras.

http://www.newsarama.com/comics/091127-oct-2009-comichron-report.html

http://blog.comichron.com/2009/11/first-since-1968-dc-takes-top-6-slots.html

 

Com isso, acredito estar entrando para a história do mercado americano de super-herois, junto com Oclair Albert , e Joe Prado, que tem trabalhado comigo na produção da revista como meus finalistas , e dividindo os méritos do sucesso .

Obrigado ao Oclair , por ser parceiro de longa data , e por ser um  grande artista e profissional
.

Obrigado ao Joe , pelos designer dos personagens da série, e por organizar e gerenciar praticamente a todas as revistas da saga...sem esquecer da Germana que ajuda o Joe nessa façanha de manter as revistas saindo no prazo =)
 
Mas falo apenas em nome dos Brasileiros , por fincarem um marco tão importante, e mesmo surreal, para um mercado tão disputado como é o mercado Americano
.

Parabéns a todos os brasileiros que tem trabalhado nas revistas relacionadas ao evento, ajudando a aumentar o sucesso da saga e a firmar o nome dos Brasileiros como grandes profissionais
.

Eddy Barrows, Rod Reis, Julio Ferreira, Ed Benes, Joe Benet, Ruy Jose, Jadson, Marz Marcos, Pancica, Eber Ferreira

esse e-mail , é para agradecer e dividir a imensa felicidade por mais essa conquista
 .

Obrigado a todos
 .

Ivan Reis"

Cada um destes profissionais – porque é aí que está a diferença – tem um trabalho diferente, trabalha duro em algo que ama e acredita. Muita gente torce o nariz pros gibis de Heróis. Eu mesmo não leio mais os Super-Heróis da Marvel e DC que eu lia. Não me interesso, mas não critico ninguém que se interesse. Estas pessoas citadas acima todas gostam do seu trabalho. Eles não querem provar nada, não querem convencer ninguém a ler HQs de Super-Heróis, só estão trabalhando em algo que gostam, o que é mais do que podemos dizer de muitos profissionais nas mais diversas áreas. E trabalhando bem.

Muita gente nem sabe que eles são brasileiros. Na verdade, nem importa. Então se me perguntassem se eu acho que os prêmios e reconhecimento que o Fábio e eu estamos recebendo representam uma mudança na opinião dos gringos sobre o Quadrinho brasileiro, eu diria que não.

É a nossa opinião, nós brasileiros, leitores ou autores, gente querendo fazer Quadrinhos, que tem que mudar. Sem ufanismo, mas com realismo. Chega de tapinha nas costas. Temos que respeitar mais a nossa profissão, o trabalho do Quadrinhista, o profissionalismo, a qualidade e o aprimoramento técnico. Os Quadrinhistas precisam se levar mais a sério, elevar os seus padrões de cobrança, seus níveis de exigência em relação ao trabalho. É preciso deixar de ser fã e fazer por curtição e aprender a encarar os Quadrinhos como um trabalho. Se no Japão, na Europa ou nos Estados Unidos nossa profissão tem mais respeito, quem trabalha para estes mercados acaba respeitando mais o seu próprio trabalho. Aqui não temos este respeito, nem por parte do público, nem dos autores.

Somos todos de carne e osso, temos problemas e limites. Somos todos iguais. Então chega de moleza, de preguiça, de comodismo. Por que todos estes desenhistas trabalhando no mercado americano se destacam tanto? Por que eles evoluem e se aprimoram? Por que eles têm esse tal profissionalismo? É porque tem um editor cobrando? É porque eles são pagos? Temos que cair na real. Se você não se dá ao respeito, ninguém vai dar.

Parabéns ao Ivan e todos os outros heróis que trabalham no mercado americano de comics.



Escrito por Gabriel Bá às 19h01
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