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Histórico

Quase Nada 066

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 09h41
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uma capa para Witch and Wizard

As imagens acima: Um detalhe da arte-final onde eu fiquei especialmente feliz com o resultado. Em seguida, vem um pouco do processo, começando pelo rascunho da capa que foi aprovado pelo editor, seguido pela capa em preto e branco, já com arte-final, e finalmente a versão final, colorida.

Essa é a uma das capas que eu estou fazendo para uma mini série chamada Witch and Wizard, que será publicada nos EUA a partir de Maio pela IDW. Essa é a capa do segundo número, e eu ainda preciso fazer mais duas capas para essa mini série de 4 edições.

É bom às vezes realizar trabalhos diferentes, exercitar músculos diferentes da sua criatividade. Nem sempre você tem tempo ou oportunidade para isso, então é sempre sensato avaliar toda oportunidade que você tenha. Você nunca sabe que portas um trabalho pode abrir.

Witch and Wizard 2



Escrito por Fabio Moon às 21h06
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Quase Nada 065



Categoria: tiras
Escrito por Gabriel Bá às 14h55
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Flor

Mencionei no twitter que a edição de Memórias Póstumas de Brás Cubas da coleção de clássicos da Abril está nas bancas. Eu agora tenho uma. Estava pensando em comprar, já que o livro que eu li quando estava no colegial eu não encontro em lugar algum da casa. Esse é um livro pra ter na estante, pra pegar a qualquer hora e reler algum trecho, algum capítulo que você se lembra ou mesmo um que você já esqueceu, mas pra mim alguns motivos em especial me motivam a ter sempre uma cópia por perto.

Uma das primeiras histórias em Quadrinhos que eu fiz em parceria com o Bá, ainda no colegial, se chamava Marcela por causa de uma personagem desse livro (li naquele ano e, de todos o que li na época, foi o que mais me marcou). Você encontra essa história no nosso livro 10 Pãezinhos - FANZINE, e se no desenho você vê a influência forte que o Katsuhiro Otomo e o Todd McFarlane tinham no desenho do Bá da época, o motor que impuncionava o texto era a nossa experiência de ter lido Brás Cubas.

Quase 15 anos depois, nomeamos outro personagem, o nosso Brás, em homenagem ao Brás do Machado. A semente que foi plantada lá atrás começou a dar frutos e, hoje, é bom poder olhar a flor que brota nesse jardim.



Escrito por Fabio Moon às 20h19
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O Glauco foi o primeiro dos Três Amigos que eu e o Bá copiamos, pois o estilo dele é com certeza o que chama mais a atenção de uma criança. Chamou a nossa e nós fizemos vários desenhos de personagens com diversas perninhas, bracinhos, com aqueles olhos de Mônica alucinada, aquela simplicidade que transmitia a força do traço bem escolhido.

Até hoje, acho que o estilo do Glauco ainda mantém está força diante de todos os outros artistas do traço no Brasil.

A perda do Glauco deixou a comunidade cartunesca em choque, desnorteada, triste, sem saber o que fazer, mas querendo fazer alguma coisa. Não dá para não fazer nada numa situação dessas. Me parece que há agora um desequilíbrio cósmico, um vazio, uma lacuna muito grande para ser ignorada. Cada artista ao seu modo faz o que pode para honrar a profissão, para continuar desenhando, criando, maravilhando as pessoas do modo que conseguir, para quem sabe inspirar outros do modo como o Glauco inspirou tantos.

Da Folha de São Paulo, ainda sem saber o que fazer com o espaço deixado na seção de tiras, veio um pedido a todos os "tiristas" para ajudarem a prencher o espaço enquanto era decidido o que fazer com o vazio diário. Acho que vários contribuíram. As tiras regulares dos cartunistas da Folha desde a morte do Glauco refletem como ele era querido e como ele fará falta, e acho que todo mundo queria ajudar a manter a espaço do Glauco vivo dentro do jornal. Até eu, que admito em palestras minha falta de jeito para tiras diárias (embore eu hoje adore minha tira semanal), não consegui ficar parado diante do pedido da Folha e, de ontem pra hoje, pensei nas duas tiras que coloco junto com esse texto. Coloco aqui porque, de ontem para hoje, já foi decidido o que fazer com o espaço ( vão republicar tiras antigas do Glauco, reapresentando-as para uma nova geração de fãs) e então elas deixaram de ser necessárias (ainda mais porque minha tira de sábado tem outro formato). Demorei um dia pra conseguir fazer essas duas tiras, é muito tempo nesse mundo das tiras diárias, e não faz sentido guardá-las para usá-las no futuro. O assunto delas é presente. De uma, mais do que a outra.

Deixo então uma pergunta para terminar:

E você? Está subindo ou descendo?

 



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 20h15
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Quase Nada 064



Categoria: tiras
Escrito por Fabio Moon às 10h50
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Adiós, amigo.

Adiós, Glauco

Abaixo, o desenho que saiu no especial da Folha sobre o Glauco.

Glauco



Escrito por Gabriel Bá às 15h21
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O retrato de um dia.

Meu caderno, aberto em cima da prancheta, serve de apoio para a página, com rascunhos dos personagens  que eventualmente eu preciso fazer pra dominar melhor cada novo personagem, ou para pensar fora da página alguma mudança, alguma experiência, algum aprendizado artístico que na página precisa sair naturalmente.

 

Além do caderno, um gibi aberto também serve de referência. Uma das melhores ventagens de produzir um gibi mensal é que, eventualmente, você está desenhando um número e os números anteriores já foram publicados, o que te possibilita olhar páginas anteriores de uma maneira muito mais prática e rápida. No caso, preciso olhar a casa do personagem principal da história pra lembrar como eu decorei o ambiente.

 

Pra terminar, repousa ainda na prancheta uma página de outra história, por que às vezes você trabalha em mais de uma história ao mesmo tempo. Seja por falta de organização, falta de tempo, falta de dinheiro ou mesmo pela urgência criatica de colocar as idéias pra fora antes de terminar a idéia anterior, o artista precisa aprender a equilibrar suas diferentes produções, o que eventualmente acarreta nessa divisão do dia em pequenos períodos de produção direcionada. Trabalhei numa história pela manhã, mas depois do almoço fui para outra, deixando uma página inacabada para outro dia (outra manhã, talvez).

 

O trabalho entra noite adentro, na esperança que alguma dessas páginas esteja pronta antes que eu me renda ao sono, enquanto eu penso no lançamento de livro e na peça de teatro que acontecem logo mais e cuja presença eu talvez tenha de sacrificar para que isso aconteça.



Escrito por Fabio Moon às 20h06
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 Às mulheres.

 

Quase Nada 63

 



Categoria: tiras
Escrito por Gabriel Bá às 10h33
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Visão

Estava olhando a lista de eventos dos quais vamos participar este ano:

Festival Internacional de BD de Beja em Maio, Exposição no Porto em Junho, Portugal;

Festival Brazil em Londres em Julho;

Comic Con International em San Diego em Julho;

Viñetas con Alturas em La Paz, Bolívia em Agosto;

Comic Con de NY em Outubro (provavelmente);

Não existe mercado nacional de Quadrinhos, não existe escola, ninguém olha pros lados pra ver e aprender com os outros, não tem continuidade nos trabalhos e tudo parece continuar mal e porcamente por inércia. O nosso mundo é muito pequeno e hoje em dia nem adianta mais pensar nada disso.

Tem muita gente que realmente pensa assim, ou que colabora com este ciclo. É preciso quebrar os vícios, olhar mais longe, querer fazer diferente, sabendo que será muito mais difícil do que continuar de cabeça baixa seguindo a boiada.

Quem acha que fomos publicar no mercado exterior porque lá existe mercado tem a visão muito curta. O que a gente sabe é que é possível fazer mais do que se faz hoje. O que eu sei é que as minhas histórias podem atingir mais gente, basta que elas olhem para cá. O que eu falo no exterior, eu quero que as pessoas daqui escutem.

Não existe mercado nacional. Só existem as histórias e seus leitores.



Escrito por Gabriel Bá às 19h52
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Quase Nada 062

 



Categoria: tiras
Escrito por Gabriel Bá às 09h57
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