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Atingir mais gente.

Com a comemoração dos 10 anos de 10 Pãezinhos, coroada por lançamentos, exposições, prêmios e conquistas, muitas pessoas estão de olho na gente e nós temos que aproveitar este momento para fazer o mercado nacional de Quadrinhos borbulhar. Quanto mais gente olhando para o mundo dos Quadrinhos, melhor.

Eu gosto muito de Quadrinhos. Na verdade, amo os Quadrinhos tanto que faço de tudo para que mais pessoas descubram novas revistas e que os Quadrinhos atinjam o maior número possível de leitores. Durante anos, fiz Quadrinhos sem ganhar dinheiro, pois o importante era que as pessoas pudessem ver o que era possível contar numa HQ. O importante era ser levado a sério. Publicando nos Estados Unidos, eu tenho tido a chance de atingir mais gente, pois o mercado é maior. O Casanova vende por volta de 5 mil revistas por mês, o De:TALES talvez tenha vendido uns 5 mil livros ao todo e, finalmente, o Umbrella Academy vendeu mais de 66 mil cópias da primeira edição.

Todo mundo está de olho no Umbrella Academy. Os fãs do My Chemical Romance querem ver o gibi do seu ídolo e o resto da indústria de Quadrinhos quer ver se o gibi é capaz de dar um reanimada no mercado, trazendo dezenas de milhares de novos leitores para as lojas. Acredito que, se a revista fosse publicada aqui no Brasil, aconteceria algo muito semelhante, dado o número de emails que eu recebo perguntando sobre a possibilidade disso acontecer.



Eu tenho pouquíssimas cópias do Umbrella Academy que me são de direito, como artista da revista. Em Brasília, na mais ingênua boa vontade, resolvi levar 5 revistas do FCBD pra vender, não pelo dinheiro, mas para que algumas destas milhares de pessoas interessadas pudessem ter a revista. Já a primeira menina chegou pra mim e pediu 12 cópias da revista e eu vi que o buraco era muito mais embaixo. Decidi no dia que cada um podia comprar uma cópia, para que 5 pessoas diferentes acabassem tendo a revista. Depois daquele dia, fiquei matutando sobre outras maneiras de vender o Umbrella Academy que fossem mais justas.

Quando as minhas cópias da primeira edição chegaram há 2 semanas, o problema voltou a me atormentar, pois eu só recebi 30 revistas. É muito fácil vender 30 revistas destas em qualquer evento, somente divulgando antes, mas é muito pouco, o que me deixou muito receoso. Por todo o trabalho que vai dar e a confusão que iria criar, não valia a pena vender estas revistas. Foi aí que decidimos que vamos premiar os leitores com a revista.

Até o fim do mês, faremos um lançamento na FNAC, um dia de vendas de revistas na QUANTA, um lançamento em Belo Horizonte durante o FIQ e, amanhã, vamos anunciar um concurso que premiará 10 pessoas na cidade de São Paulo e 10 pessoas de fora de São Paulo. E isso é só o começo.



Escrito por Gabriel Bá às 12h52
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Curso Imperdível

Eu realmente acho que fazer Quadrinhos é algo que se aprende fazendo, é algo que não se aprende na escola, mas na lição de casa. Ainda assim, não machuca ninguém fazer cursos pra aprender uns truques, técnicas, noções básicas, coisas que você levaria muito mais tempo pra aprender sozinho, mas se você não praticar em casa, o tempo todo, não vai servir pra nada. Entretanto, de tempos em tempos aparece um curso que realmente vale a pena aproveitar. Esse curso é o Quanta Convida.

O Quanta Convida é um curso formado por uma série de palestras, worshops e bate-papos com diferentes profissionais da área pra abrir a visão e mostrar várias possibilidades de atuação dentro do mercado de Quadrinhos brasileiro e no exterior. Muito mais do que um curso de desenho, é a oportunidade de aprender com a experiência destes profissionais, ter mais informação que ajudem a direcionar seu trabalho e sua carreira, esclarecer dúvidas práticas sobre a profissão e muito mais. Queria eu ter tido a chance de participar de um curso assim.

O curso acontece às segundas e sextas à noite, das 19 às 22hs, incialmente do dia 1º até o dia 29 de outubro. Nestas duas aulas por semana, os alunos (com idade a partir de 15 anos) terão aula com todos os profissionais e ganharão um certificado no final do curso.

Aqui vai a lista dos profissionais e os dias que eles darão o curso. Depois de ler isso, corra pra garantir a sua vaga pois elas são limitadas.

IVAN REIS - 1 de outubro (segunda-feira): desenhista brasileiro com contrato exclusivo da DC COMICS e artista de títulos como SUPERMAN, DEFENSORES, LADY DEATH, LANTERNA VERDE, TEEN TITANS, CAPITÃO MARVEL entre outros.
TEMAS - Como é trabalhar com o estilo de narrativa dos comics de super-heróis americanos. Quais as características básicas deste estilo narrativo. O que a editora, o editor e o público esperam do artista que trabalha para este gênero específico. Quais os passos que o artista deve dar em direção a atender a estas demandas. Como é o mercado.

ALEXANDRE MONTANDON - 5 de outubro (sexta-feira): diretor da QUALIDADE EM QUADRINHOS, que produz histórias em quadrinhos institucionais (entre outras mídias) para empresas como: INMETRO, PETROBRAS, METRÔ SP, KRAFT, SIEMENS, AVON, VOTORANTIM, PHILIPS, SEBRAE e TAM, entre outras.
TEMAS - Como se pensa as histórias em quadrinhos em termos de ferramenta narrativa destinada a atender aos interesses específicos de uma empresa. Como adequar estilos de narrativa e traço a uma função tão especifica. Como é o mercado de trabalho neste segmento.



FABIANA APOCALYPSE e MARCO ANTONIO BARON - 15 de outubro (segunda-feira): ROTEIRISTAS brasileiros que publicam no Reino Unido a série SOLLITARIA, quadrinhos com roteiros autorais, pela editora PRAXIS.
TEMAS - Fazer roteiros autorais para o exterior sempre foi considerado um projeto praticamente impossível para todos os que pretender publicar no exterior. Fabiana Apocalypse e Marco Antonio Baron realizaram este feito! Quais os passos dados, as negociações, as dificuldades... a experiência de publicar roteiros autorais fora do Brasil.

EUCLIDES MIYAURA - 19 de outubro (sexta-feira): desenhista de revistas infantis como PATO DONALD, MICKEY, ZÉ CARIOCA, FRAJOLA e PIU-PIU, LULU e BOLINHA, OS TRAPALHÕES, A PANTERA COR-DE-ROSA. Vencedor do Prêmio Abril de Jornalismo (categoria de melhor desenho nacional - 1989). Atualmente produz quadrinhos para a DISNEY DINAMARCA e HOLANDA .
TEMAS - Como se pensa a narrativa de quadrinhos para o publico infantil. Quais as particularidades e exigências deste segmento em termos das expectativas da editora, do editor e do público. Quais os passos que o artista deve dar a fim de aprimorar suas técnicas de desenho e narrativa especificamente para o mercado de quadrinhos infantis. Como é o mercado de trabalho.

Revista Independente O CONTÍNUO - RAFAEL MATHÉ, OLAVO COSTA, PEDRO FELÍCIO e ALCIMAR FRAZÃO, CARLOS T. LEMOS, DALTON CORREA SOARES - 22 de outubro (segundo-feira): os integrantes da revista independente O CONTÍNUO têm se firmado no mercado como representantes do que há de melhor na nova geração de quadrinhistas brasileiros. Publicado desde 2005, O Contínuo se supera em qualidade e compreensão na mídia quadrinhos.
TEMAS - Como se pensa o público de uma revista independente. Como se pensa a linha editorial e a linha narrativa. Quais as possibilidades e quais os passos para se crescer na cena independente. Como estruturar uma revista independente. Existe liberdade criativa total em uma revista independente. Quais as portas que se abrem a partir desta publicação.



GABRIEL BÁ e FÁBIO MOON - 26 de outubro (sexta-feira): quadrinhistas brasileiros de maior destaque atualmente no Brasil e nos EUA. Produzem quadrinhos autorais independentes (10 PÃEZINHOS - O Girasol e a Lua, Meu Coração Não Sei Porque, etc - MESA PARA DOIS, entre muitos outros), quadrinhos encomendados para o mercado norte-americano (CASANOVA - Image Comics, THE UMBRELLA ACADEMY - Dark Horse Comics, entre outros), e quadrinhizações de clássicos da literatura como O ALIENISTA.
TEMAS - Quais as diferenças em termos de narrativa que existem entre o quadrinho autoral e o encomendado. Como eles pensam narrativa. Quais suas impressões sobre os dois mercados. Como foi a estruturação e o direcionamento de suas carreiras.

MARCELA GODOY - 29 de outubro (segunda-feira): autora do livro O PRIMEIRO RELATO DA QUEDA DE UM DEMONIO (Devir Editora) e das histórias em quadrinhos independentes SETE SEGUNDOS DE ETERNIDADE e SCHEM HÁ MEPHORASH - UMA NOITE EM STARONOVA. Marcela também participou dos álbuns # 2 e # 3 do personagem QUEBRA-QUEIXO, é tradutora dos álbuns da série SIN CITY - A CIDADE PECADO, A DAMA FATAL, A GRANDE MATANÇA, O ASSASSINO AMARELO (Devir Editora) e álbuns da editora PIXEL MÍDIA . Além disso, Marcela tem como atividade principal a administração de direitos autorais de execução pública musical. É Diretora de Distribuição da ASSIM - Associação de Intérpretes e Músicos, entidade fundada em 1978 por Elis Regina e que administra o repertório musical de três mil autores.
TEMA - Qual os procedimentos para registro de personagem e marca. Como proteger sua obra autoral. Como funcionam estas leis de proteção autoral. Quais as estratégias usadas por autoras, editores e editoras no novo filão para produção de quadrinhos que surge com força hoje no Brasil: as leis de incentivo.



Eles têm poucas vagas preenchidas, há uma certa incerteza quanto a estas datas, pois eles dependem de turmas para que o curso relamente aconteça, mas eu não perderia esta oportunidade por nada. Ligue para (11) 3214-0553 ou mande um email para quantaonline@terra.com.br e garanta a sua vaga. A Quanta fica na rua Minas Gerais, 27, Higienópolis, perto do metrô Consolação.



Escrito por Gabriel Bá às 10h51
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A MINHA capa do Guarda-Chuva

Há umas 3 semanas atrás, o editor Scott Allie me escreveu pedindo que eu pensasse em uma imagem para uma possível capa alternativa para o primeiro número do Umbrella Academy, pois ele acreditava que a primeira tiragem se esgotaria muito rapidamente. Mesmo fazendo algumas das nossas capas dos 10 Pãezinhos e fazendo as capas "TSAIN" do Casanova, fiquei meio assim de fazer essa capa, pois seria muita responsabilidade.

Um dos trunfos desta série são exatamente as capas do James Jean e com razão, porque o cara é foda. Ter uma capa minha é mais do que um desenho com o título na frente. Eu tinha que fazer bonito e levar tão a sério quanto estou levando na arte de dentro da revista.

Pois é, o gibi estreiou a semana passada, vendeu mais de 66 mil cópias e a segunda impressão está indo pra gráfica, com a capa abaixo.



Escrito por Gabriel Bá às 16h06
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Hoje chegou pelo correio o primeiro número da "Umbrella Academy", mini série que estou desenhando. Hoje eu termino a última página do número 3. As pessoas vão gostar.
Só alegria.



Escrito por Gabriel Bá às 10h43
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Inscrições para oficinas gratuitas do Festival Internacional de Humor e Quadrinhos (FIHQ) se encerram nesta sexta-feira

Aqueles que querem aproveitar ao máximo as oficinas gratuitas do FIHQ devem se apressar. As inscrições se encerram nesta sexta-feira (14/09). No total, serão disponibilizadas 80 vagas (20 para cada oficina) e as aulas acontecerão nas dependências da Escola Oi Kabum, situada à Rua do Bom Jesus, nº 147, Bairro do Recife.  

No total, serão oferecidas as oficinas de 'Quadrinhos' (a nossa, 18 e 19 de setembro), 'Experimentação em Quadrinhos' (ministrada pelo pessoal da"Livrinho de Papel Finíssimo", 24 a 27 de setembro), 'Fanzine' (do local Shiko, 24 a 27 de setembro) e 'Ilustração' (com Nelson Cruz, de Minas gerais, 1º a 3 de outbubro). Todas as oficinas acontecem das 14 às 18hs e os interessados devem enviar currículo com carta de intenção para o e-mail oficina@acape.org.br até esta sexta-feira (14/09).

Nesta semana, a análise dos trabalhos inscritos (719) foi concluída e a organização informa que 194 obras serão expostas durante a mostra competitiva. No total, concorrerão aos prêmios 76 cartuns, 37 quadrinhos, 24 charges, 34 caricaturas e 23 ilustrações editoriais. O evento, que acontece entre 16 de setembro e 07 de outubro, é uma realização da Associação dos Cartunistas de Pernambuco com o patrocínio do Governo do Estado de Pernambuco através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – FUNDARPE e conta com o apoio da Prefeitura da Cidade do Recife e Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia.



Escrito por Gabriel Bá às 15h15
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Impressões do dia do HQ Mix. Por um lado, o de quem dança, vem a curiosidade pela apresentação, pela música e pela resposta do público. Por outro, o de quem desenha, vem a atenção para as mãos. Finalmente, pelo lado de quem conta histórias, vem a mistura, a síntese, a poesia do momento.



Escrito por Fabio Moon às 10h18
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HQ é coisa séria.

De uns anos pra cá, com grande ajuda do cinema, os Quadrinhos estão ganhando muita visibilidade, além de um status mais cool. Hoje já é bacana falar "eu faço Histórias em Quadrinhos", mesmo que ninguém saiba realmente o que você faz ou como é o seu trabalho. As editoras também estão fazendo um bom trabalho, publicando um material cada vez mais diverso e trazendo obras alternativas, mais adultas, mais sérias. Além disso, vemos um número crescente de teses de mestrado e doutorado sobre Quadrinhos.

Essa onda de adaptações literárias também é uma tentativa de atrair um público com obras consagradas da literatura, além de tentar uma venda para o governo, as escolas, essas coisa toda. Isso tudo tem chamado a atenção da mídia, que tem aberto espaço pra matérias focando este interesse em adaptações, obras que fogem dos padrões conhecidos do público, falando das publicações que mostram que HQ é mais do que Mônica, Super-Heróis e o Pasquim.

Mas será que funciona? Será que o público que lê estas matérias se interessa pelo material e dá mais uma chance para os Quadrinhos? Será que as pessoas são capazes de levar a sério os Quadrinhos? Talvez pensem "tudo bem, existem histórias sérias, autores competentes, mas HQ é coisa de criança, ou de nerds. Vou realmente perder meu tempo procurando e lendo uma historinha em um gibi? Não vou deixar de ler um livro pra ler uma HQ. Sou muito mais ler O encantador de Pipas do que Stardust, ou comprar o último Harry Potter ao invés do Bone. Abusado, do Caco Barcelos, é muito mais sério do que Palestina, do Joe Sacco".

Como qualquer cara normal, a maioria dos meus amigos não lê Quadrinhos. Alguns leram quando crianças, alguns seguiram até a faculdade, poucos lêem até hoje. Muitos vão aos meus lançamentos, alguns compram meus livros e um ou outro vem conversar comigo detalhes que ele reparou na história que o marcaram. Para eles, os Quadrinhos se resumem à nossa amizade, pois nenhum deles compra outra coisa, procura novos títulos, outros autores. Não importa quanto eu fale a respeito, quanto eles vejam o quanto eu trabalho, quantas matérias no jornal saiam falando do meu trabalho ou quantos prêmios eu ganhe.

Assim como muitas coisas nas minhas histórias, eu uso o meu círculo pessoal como metáfora para o mundo, assim como Guimarães Rosa dizia que o mundo era o sertão.

Amanhã, para todos os leitores de Quadrinhos e também para um público ainda maior de não-leitores, sairá uma matéria na revista Isto É sobre Quadrinhos, adaptações literárias e tudo isso que eu escrevi acima. Eu não li a matéria, mas sei que a repórter que nos entrevistou nunca tinha lido nada nosso. Achei que ela estava ali só por causa dos recentes prêmios HQ Mix que ganhamos, mas ela falou que foi por causa da lista da Entertainment Weekly. Já avisei o fotógrafo que a acompanhava que não faríamos fotos "devorando os gibis" ou abraçando a mesa, porque fazemos Quadrinhos sérios e isso não é uma brincadeira. Acabamos cedendo para jogar canetas ao ar enquanto ele tirava fotos, o que se mostrou tão ridículo quanto, o que reflete a visão que as pessoas leigas têm do nosso trabalho. Se sair uma foto, talvez seja alguma destas das canetas, mas eu realmente espero que não. E espero que o texto seja bom, pois muita gente que não lê Quadrinhos vai ler.

Vai mudar alguma coisa? Não sei, acho que não, mas espero que sim. A minha parte eu faço contando histórias.



Escrito por Gabriel Bá às 10h27
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Depois de ir 11 anos seguidos, a Comic Con de San Diego deste ano se mostrou novamente única, tanto pro bem quanto pro mal, e aprendemos coisas novas, conhecemos novas pessoas e lembramos porque vale tanto a pena ir, estar ali junto a tantas pessoas que amam Quadrinhos.

A melhor coisa da convenção este ano foi, sem dúvida alguma, termos nos juntado à Becky e ao Vasilis. Nós nos conhecemos há uns 3 ou 4 anos, mas nunca tivemos muito tempo pra conversar, sempre cada um com seus compromissos. Mas este ano foi diferente, pois nossa revista "5", o item mais desejado e procurado da convenção, nos uniu e nos atou à mesa onde ficávamos o dia inteiro vendendo revistas e conversando com o público, congelando debaixo do maldito ar-condicionado dos infernos. Nossa mesa, aliás, só foi possível graças ao Ivan Brandon que nos passou uma das duas mesas no estande da Image que ele havia pedido para vender o segundo volume da coletânea 24seven. O livro ficou lindo e nos ceder a mesa foi mais um grande feito dele no mundo dos Quadrinhos.


O casal mais fofo dos Quadrinhos. (ao fundo, Kazu Kibuishi, editor do álbum FLIGHT)

Como era de se esperar, todo mundo ficou babando nos desenhos do Grampá. Toda admiração só se comparava em tamanho à sua ausência este ano e todo mundo quer ver seus próximos trabalhos, assim como nós. É, guri. Agora é com você.



Nossa mesa este ano estava, como dizíamos, FUCKING FODA, com uma variedade de cores e uma ótima amostra de tudo que podemos fazer nos Quadrinhos. Além do campeão de vendas "5" (que vendemos a $5 dólares), a Becky tinha o MINIS, uma coletânea dos seus primeiros fanzines, East Coast Rising, nomeado este ano ao Eisner Award de melhor nova série e o Nebuli, mini-comic que ela fez junto com o Vasilis. Este, por sua vez, tinha sua nova graphic-novel Last Call, seu mini-comic HATS e sua série Pirates of Coney Island, além de cartões grátis. O Fábio e eu tínhamos o CASANOVA 8 recém saído do forno, além da luxuosa edição de capa dura do CASANOVA volume 1: Luxuria. Também levamos algumas cópias do ROCK'N'ROLL publicado pela Image e eu peguei uns exemplares do Umbrella Academy feito para o Free Comic Book Day. Também tínhamos uma cópia do De:TALES, nomeado ao Eisner Award de melhor publicação de material estrangeiro, para mostrar pras pessoas e direcioná-las ao estande da Dark Horse pra comprar o livro.

Falando em Eisner Awards, este ano fiquei muito feliz em ver a quantidade de quadrinhistas independentes recebendo o reconhecimento de seus trabalhos, os mais significantes vencedores sendo de fora do mercado mainstream. Por mais que eu tenha ficado chateado de não vencer, não poderia ter perdido para melhor livro. A primeira vez que vi um trabalho do Jason, pensei "PUTZ, a gente vai perder na certa". Outra coisa que me chateou foi que este ano eu não consegui ir atrás de trabalhos novos e artistas na convenção, por estar vendendo revista no estande ou em reuniões importantes. Adoraria adquirir o American Born Chinese, Fun Home e o premiado The Left Bank Gang do Jason, além do artbook do James Jean que se esgotou já na quinta-feira. Um gibi que eu vou caçar é o Satan's sodomy baby, do Eric Powel, criador do Goon.



Escrito por Gabriel Bá às 10h56
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Depois de 5 anos publicando regularmente nos Estados Unidos, é de se esperar que nosso trabalho já seja reconhecido e que pessoas venham nos agradecer, parabenizar e comentar o quanto admiram nossas histórias. A começar pelo nosso querido albergue, o USA HOSTEL, onde dividimos o quarto com 2 australianos hilários que não só conheciam e gostavam do ROCK'N'ROLL, como ficaram boquiabertos quando perceberam que nós fazíamos o CASANOVA e o Umbrella Academy e que estávamos no mesmo quarto que eles. E este ano, mais que qualquer outro, o albergue estava lotado de mulheres bonitas de todas as partes do mundo. Ninguém acredita ou entende porque ainda ficamos no albergue e provavelmente este deve ter sido nosso último ano lá, mas você nunca vai conhecer tantas pessoas diferentes de tantos lugares se ficar num hotel.





Tratando agora de um nível de estrelato e reconhecimento completamente diferente, claro que temos trabalhos que chamam muito mais atenção que outros, como é o caso do Umbrella Academy, que eu estou fazendo com o Gerard Way. Da mesma forma que eu estou genuinamente feliz e empolgado com o trabalho que estamos fazendo, a primeira coisa que o Gerard me disse quando nos encontramos foi "obrigado pelo excelente trabalho". Durante quase duas horas juntos, tivemos uma insana hora de autógrafos para 80 felizardos com tickets sorteados, cercados por um mar de adolescentes gritando de emoção, com mil câmeras e seus flashes e eu ficava realmente emocionado quando alguém trazia um Casanova, De:TALES, Ursula ou "5" juntamente com as cópias do Umbrella Academy ou CDs do My Chemical Romance pra assinar. O Gerard disse à uma entrevista que ele adora quadrinhos e já que ele tem tantos fãs, ele quer ver se leva mais pessoas às lojas pra descobrir Quadrinhos, não só a nossa revista, mas outros trabalhos que ele também admira. Ele quer ver os Quadrinhos crescerem e atingirem mais gente, assim como eu.


Os sorteados, a multidão, os astros e, por fim, o time responsável pelo Umbrella Academy:
Nate Piekos (letras), Dave Stewart (cor), eu (arte) e o Gerard.


O próximo grande momento do Olimpo da fama deste ano foi quando o Joss Whedon veio à nossa mesa pra finalmente conhecer o Fábio, com quem ele está trabalhando no seu novo projeto Sugar Shock, feito para o Dark Horse Presents no MySpace. Enquanto as pessoas ao redor estavam emocionadas e sussurravam "Oh me Deus, é o Joss Whedon", o Joss estava emocionado e sussurrava "oh meu Deus, é o Fábio Moon". Numa tirada promocional de mestre, ele pediu ao Fábio pra fazer um desenho da personagem principal da nova série numa camiseta que ele iria usar na sua palestra e na sessão de autógrafos. O Fábio, num momento de inspiração divina, fez o desenho ali, na hora, e ficou foda. Tão foda que o Joss Whedon desfilou com sua camiseta pelos próximos 3 dias da convenção, inclusive na festa da Entretainment Weekly do sábado a noite. Acompanhados da Nisha Gopalan, a simpaticíssima repórter que nos incluiu e entrevistou para a EW TOP 100 list, fomos apresentados ao J. J. Abrams, fã de Quadrinhos, que nos disse que havia adorado a camiseta do Joss Whedon. O Fábio então respondeu que ele precisava escrever uma história pra ele desenhar que assim ele faria uma camiseta pra ele também.


Fábio e o Joss Whedon...


... e a famosa camiseta.

Tivemos nossa cota de reuniões, novos projetos estão caminhando, uma vez que as portas estão escancaradas para nós. Precisamos garantir que elas não se fechem mais.

Como de costume, tivemos nossos almoços, jantares e fins de noites no bar do Hyatt, revendo antigos amigos e conhecendo novos autores como M.K. Perker, da Turquia, ou sendo apresentados ao John Cassaday ou até conversando um bocado com o Jim Lee, que adorou o trabalho da Becky. Na festa de encerramento da convenção, exclusiva para alguns profissionais, foi uma das melhores que já fomos, pois todos os autores presentes estavam felizes com a situação dos Quadrinhos e a direção que eles estão tomando. Cercado de uma alegria inebriante e de uma sensação de respeito mútuo, terminamos a noite em meio a abraços e brindes e, enquanto eu tirava sarro do Paul Pope e do Jim Pascoe dizendo que "se eu não estivesse de boné, faria parte do se time dos "cabelos desgrenhados", ele me respondeu, com um tom natural e um sorriso sincero no rosto:

"Você está no nosso time. Estamos todos no mesmo time".



Escrito por Gabriel Bá às 10h32
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Falamos que fizemos uma revista nova e falamos com quem. Mostramos a capa e vendemos no HQ Mix. Agora é hora de divulgar melhor o trabalho e mostrar o caminho das pedras de como e onde comprar a nossa revista 5.

Por que Bá não arte-finaliza com pincel?
Como foi o primeiro dia de liberdade de Becky?
Eram os gregos astronautas?
O que acontece quando você bebe um tubo inteiro de nanquim?


O olhar estrangeiro do cotidiano do artista é o ponto de partida de 5, revista criada por cinco artistas de cantos diferentes do mundo para expressar seu amor pelas histórias em quadrinhos. A americana Becky Cloonan (indicada ao Eisner Awards desse ano por sua série East Coast Rising) se juntou ao grego Vasilis Lolos, ao gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá (indicados ao Eisner Awards desse ano pelo seu livro De:TALES, e a vários HQ Mix aqui no Brasil) e ao gaúcho Rafael Grampá para que cada um contasse um dia na vida do outro. Mais do que contos biográficos, os trabalhos refletem o processo criativo de cada um numa mistura silenciosa e barulhenta da moderna produção de quadrinhos mundial.

5


autores: Becky Cloonan, Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Grampá, Vasilis Lolos
32 páginas pb, capa colorida
R$ 5,00



Hoje deixamos 300 revistas na COMIX e essa semana vamos deixar mais 120 com a Devir. Podem mandar e-mails ou ligar, ou entrem em contato com suas lojas de Quadrinhos locais, pois elas negociam ou com a Comix ou com a Devir. E ontem mandamos 800 revistas pra Los Angeles. Negócio de gente grande, eu diria.

Informações:
Comix: Al Jaú 1998 Cerqueira César SP 01420-002 TEL 11 - 3088-9116/3083-2142 loja@comix.com.br
Devir: Rua Teodureto Souto 642 Cambuci - São Paulo - SP (11) 3347-5703 (pra descobrir uma loja afiliada à Devir próxima da sua casa entre nesta página e digite o seu CEP).



Escrito por Gabriel Bá às 14h25
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